O cantor, compositor e instrumentista Zeca Aquino considera o Judiciário “o mais conservador dos três poderes”. Para ele, o ambiente do Direito é por demais sisudo para a sensibilidade musical, em especial quando não estamos falando de música erudita, mas, sim, de baladas românticas e do bom e velho rock’n’roll.

em ação como decano do TJ-SP
Calma, advogados e magistrados! Não estamos falando de um jovem rebelde ou de um veterano anarquista. A opinião acima é do decano do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Carlos Gonçalves Xavier de Aquino. Nos momentos de lazer e de devoção à sua outra paixão, a música, o desembargador atende pelo nome artístico de Zeca Aquino.
Zeca e José Carlos coexistem pacificamente, mas nem foi sempre assim. Nos idos dos anos de 1970, o jovem músico tomou a difícil decisão de abandonar o contrabaixo e a guitarra para se dedicar ao Direito. “Criei um bloqueio. Fiquei mais de 20 anos longe da música porque vi o Judiciário como um ambiente muito sério”, costuma dizer o desembargador.
Durante o exílio da música, ele atuou como procurador de Justiça, foi juiz de alçada criminal e, desde 1999, é desembargador do TJ-SP.

Foi por esses tempos de chegada ao Tribunal de Justiça paulista que Zeca Aquino reapareceu. O desembargador compreendeu que o músico precisava de espaço em sua vida. Fez-se, então, justiça àquele jovem que havia tocado com parceiros de vulto e chegado às fases finais dos grandes festivais de MPB, como o da TV Tupi.
Aos 71 anos, Zeca Aquino — ou, se assim preferirem, o desembargador Xavier de Aquino — tem sete álbuns lançados (todos disponíveis em serviços de streaming, como o Spotify), uma carreira consolidada em casas noturnas e de espetáculo. E os colegas de magistratura no TJ-SP estão entre seus maiores fãs.

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