Entrevista: Renata Gil, presidente da AMB

Primeira mulher a presidir a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a juíza criminal Renata Gil tem se mostrado muito atuante na defesa das prerrogativas da magistratura. Uma de suas batalhas é pela reestruturação da carreira, assunto que ela considera da maior importância. Para Renata, os subsídios recebidos pelos juízes brasileiros estão defasados e é preciso modernizar o sistema de ascensão profissional dentro do Judiciário.

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"É urgente a reestruturação da carreira porque o formato atual é um absurdo, na medida em que não há diferenças entre o juiz ingressante e aquele que já dedicou anos de sua vida ao serviço público", afirma a presidente da AMB.

Renata Gil falou à revista eletrônica Consultor Jurídico sobre esse tema e também sobre sua confiança na democracia do Brasil e o trabalho que a entidade que comanda tem feito em benefício da concretização dos direitos humanos e da equidade de gênero.

Leia a seguir a entrevista:

ConJur — Os ataques sofridos recentemente por ministros do Supremo Tribunal Federal, em especial da parte do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores, são um sinal de que a democracia brasileira está em perigo?
Renata Gil — A democracia brasileira é forte porque tem instituições fortes, compostas por mulheres e homens de brio e coragem. Ouvimos muitas bravatas e fizemos questão de respondê-las para garantir que não evoluam para gestos concretos, ainda que inócuos. A democracia é um valor arraigado na população brasileira. Nossos cidadãos, ao longo da história, conheceram regimes autoritários, e essa triste memória ainda habita entre nós. Defender o Estado democrático de Direito e a independência e a harmonia entre os poderes é um dever incondicional de todos aqueles que exercem a função pública. E jamais nos furtaremos de cumpri-lo. 

ConJur — Em um momento de forte polarização política no Brasil, como a AMB deve se posicionar para defender os interesses da magistratura?
Renata Gil — O mais importante, e que todos devemos compreender com clareza, é que a AMB não tem ideologia, nem serve a interesses partidários. O nosso principal intuito é defender as prerrogativas da magistratura, que são, na verdade, garantias da cidadania. Então, mantemos um diálogo de alto nível com todas as autoridades da República porque sabemos que, nessa missão, o que nos guia é o interesse público. Essa capacidade de diálogo, sem armas ou preconceitos, sem vinculações políticas, abre portas e faz com que as pautas da magistratura sejam efetivamente colocadas na ordem do dia. Independentemente dos mandatários de turno, a AMB, uma instituição sexagenária, permanecerá, e eu tenho compromisso tanto com a história que começou a ser escrita antes de mim quanto com as gerações futuras, que se aproveitarão do nosso trabalho para avançar ainda mais.

ConJur — A senhora defende a reestruturação da carreira da magistratura, com reajuste dos subsídios. Por que essa pauta é importante para os magistrados brasileiros?
Renata Gil — Em decorrência das dificuldades econômicas e sociais que o Brasil enfrenta, faz-se necessária uma nova estruturação da carreira, a começar pela correção dos subsídios, uma determinação constitucional, que deve ocorrer anualmente. Todavia, a realidade é que não há qualquer ajuste desde 2018, o que acarreta uma perda inflacionária superior a 40%. Mais do que um direito de todo trabalhador, a justa remuneração, no caso da magistratura, concorre para a preservação da independência judicial e para a imunidade do juiz diante das pressões alheias. Além disso, é urgente a reestruturação da carreira porque o formato atual é um absurdo, na medida em que não há diferenças entre o juiz ingressante e aquele que já dedicou anos de sua vida ao serviço público. A progressão salarial e de benefícios, conforme o avanço da carreira, existe por um motivo simples: ela favorece a produtividade e a geração de resultados. Não há qualquer justificativa para o Judiciário não implementar uma gestão mais eficiente de seus recursos.

ConJur — A senhora costuma dizer que a magistratura brasileira é a que mais julga processos e a mais preparada do mundo. Mesmo assim, o acervo de processos à espera de julgamento é gigantesco. Como resolver esse problema?
Renata Gil — O grande volume de processos é consequência natural da nossa condição de país subdesenvolvido. Quanto mais conflitos sociais, derivados muitas vezes da desigualdade, mais atuante será o Judiciário para resolver pendências que os cidadãos não podem dirimir sozinhos. Com o progressivo desenvolvimento da nação, aguarda-se um natural descongestionamento do Judiciário, mas já tivemos resultados expressivos nos últimos anos, com um aumento da produtividade que veio acompanhado da diminuição do acervo de processos, fruto da adoção de inovações tecnológicas como o processo judicial eletrônico, a Justiça 4.0 e o Balcão Virtual. A formação contínua de magistrados e servidores e o investimento em tecnologias da comunicação e informação é o caminho mais promissor, e seguiremos colhendo bons resultados nos próximos anos.

ConJur — A senhora esteve recentemente no encontro anual da União Internacional dos Magistrados (UIM). Neste momento, quais são os problemas que mais inquietam os juízes mundo afora?
Renata Gil — Há anos o mundo está enfrentando intensas conturbações políticas, econômicas e ambientais, a começar pela crise financeira de 2008, passando pela pandemia da Covid-19 e chegando até o contexto atual, de guerra. A independência judicial, que é um dos fundamentos do Estado de Direito, encontra-se em risco em diversas partes do globo. Magistrados têm sido pressionados não apenas na esfera do processo, mas também se deparam com situações de ameaça e agressão. Tivemos o exemplo recente das juízas do Afeganistão que tiveram de fugir do país depois da tomada do poder pelo Talibã, para não serem mortas. Na Ucrânia, o mesmo quadro de insegurança se repetiu. E o prejuízo maior, sempre, é do cidadão, que carece de um Judiciário autônomo e que opere com excelência.

ConJur — Qual o papel da AMB nesse cenário?
Renata Gil — A AMB é a maior entidade representativa da magistratura no mundo (14 mil juízes associados) e, naturalmente, desempenha um papel de relevância dentro da UIM. Temos um estreito relacionamento com a Organização dos Estados Americanos e com as missões brasileiras no exterior. Eu estive pessoalmente com autoridades como a presidente do Senado da Itália, Maria Elisabetta Alberti Casellati, e a chefe do Conselho de Políticas de Gênero da Casa Branca, Rosie Hidalgo. Também participamos de debates no Atlantic Council e em outros fóruns internacionais. A consequência mais importante desse trabalho foi o plano de acolhida das juízas afegãs ameaçadas pelo Talibã, que pude coordenar com o apoio de diversas organizações privadas e do governo brasileiro. 

ConJur — Como foi o processo de resgate dessas juízas?
Renata Gil — Nós resgatamos sete juízas afegãs, que vieram junto com familiares. Elas corriam risco de vida porque são mulheres e trabalham, o que é proibido pelo grupo fundamentalista, e porque durante o exercício da magistratura condenaram membros do Talibã. Nós não podíamos ficar de braços cruzados diante da possibilidade de testemunhar a morte de mulheres somente porque cumpriram o seu dever legal. O primeiro passo foi a obtenção do visto humanitário; depois, organizamos a recepção delas no país, e agora estamos trabalhando para que elas possam seguir uma vida normal, com segurança e proteção.

ConJur — A AMB também tem se empenhado bastante na defesa da equidade de gênero, inclusive com a campanha Sinal Vermelho. Por que essa pauta é importante para a entidade?
Renata Gil — Eu sou a primeira e única mulher a presidir a AMB em seus mais de 70 anos de história. Considero que, mais do que um feito para as colegas magistradas, a minha chegada a esse posto de comando dentro da magistratura precisa impactar positivamente todas as mulheres, a despeito de idade, classe social, profissão ou formação educacional. Caso contrário, não terei cumprido a minha missão. E a violência doméstica é um problema de todas nós, indistintamente. Quando tomei conhecimento de que na pandemia cresceram os índices de ameaças, agressões e de feminicídio, percebi que era hora de agir com mais intensidade e energia. Então, criamos esse mecanismo silencioso de denúncia, o X vermelho na palma da mão, que já salvou inúmeras vidas.

ConJur — A campanha, inclusive, tornou-se lei…
Renata Gil — A Lei 14.188/2021, conhecida como Lei do Sinal Vermelho, tornou a campanha um programa de cooperação, que também está previsto nas legislações de 18 Estados, do Distrito Federal e de diversos municípios. Esse diploma legal, que também criminalizou a violência psicológica contra a mulher, foi aprovado em um tempo recorde no Congresso Nacional, graças a um grande esforço de diálogo e convencimento que travamos com deputados e senadores. Depois, conseguimos a sanção da norma pelo presidente da República. Agora, a nossa expectativa é de, por meio da UIM, expandir essa prática para outras nações, de modo a tornar o Sinal Vermelho um símbolo universal, que socorra toda mulher, qualquer que seja o seu idioma. 

ConJur — A AMB obteve recentemente o selo ONU do Pacto Global. Qual a importância desse certificado?
Renata Gil — A AMB é uma associação que se engaja efetivamente na construção do mundo que queremos para nossos filhos e netos. Todas as atividades que desempenhamos, do resgate das juízas afegãs à campanha Sinal Vermelho, têm esse mesmo propósito. Nós somos conscientes da responsabilidade que temos com o futuro. O reconhecimento da ONU não apenas fortalece esse esforço como impõe metas a perseguir. Agora, oficializamos os compromissos que já tínhamos com a defesa dos direitos humanos, do trabalho decente, da proteção do meio ambiente e do combate à corrupção.

Vitor Alexandre de Sousa Perillo disse:
18 de outubro de 2022 às 21:03

Perdão á nobre presidente da AMB, entendo que o pleito dela de correção dos subsidios é legitimo, porém a realidade orçamentaria brasileira atual, com deficit público e com alguns Estados em regime de recuperação fiscal, me leva a tomar posição contrária ao pleito da classe dos magistrados, entendo que devem ser muito bem remunerados, mas que agora não é o momento fiscal adequado para trazer a lume essa discussão.

MACACO & PAPAGAIO disse:
19 de outubro de 2022 às 01:49

A formidável reflexão acima também se aplica aos membros do Ministério Públicos, aos pornopolíticos e às demais carreiras de Estado que sentam (e se digladiam) por privilégios.
Que tal se todos se preparassem e ganhassem o mesmo que um professor da Educação Básica?
Sim, e tem os aposentados opulentos, diferentes dos "sans culotte".
Essa é a democracia que querem, mas não escreve uma linha sobre a democratização de bens e riquezas desses estadocrata$ tiranos.
Sim, e se der, criem também mais cargos comissionados para as acumulações de rendas dos apadrinhados e das famílias.

José Ribas disse:
19 de outubro de 2022 às 06:00

Juíza, então a AMzb deve defender a vitória do Lula, pq com o inominado não há problema orçamentário pra dar aumento pra milico, aumentar verba eleitoral, meter orçamento secreto. Tão simples

F.H disse:
19 de outubro de 2022 às 10:35

O sistema jurisdicional brasileiro está de cabeça para baixo, pois mais se assemelha às antigas monarquias em que os reis detinham poder eterno e inquestionável. Aqui no Brasil vivenciamos a monarquia de toga. Ora, exercer a função de juiz em um República significa que os privilégios são entregues para se alcançar um fim específico e de alta responsabilidade. Ou seja, julgar os processos com segurança e justiça em tempo razoável, sem sofrer perseguições de qualquer espécie.

Ocorre que os processos mais simples demoram em média de 3 a 10 anos para serem definitivamente julgados. Imaginem se o advogado auferisse remuneração conforme o encerramento das ações!?! Certamente passaria fome. Isso acontece porque a lógica do sistema é desestimulante, tendo em vista que o magistrado recebe o mesmo montante de remuneração julgando 10 ou 1.000 ações.

Portanto, é preciso fomentar a produtividade para que a magistratura sinta na pele o mesmo que os advogados sentem diariamente: esforço e competição. Para isso ocorrer, metade da remuneração deveria ser mensalmente fixada e a outra metade dependeria de produtividade. Se julgou X ações, conforme jurisprudência pacífica e com diminuta interposição de recursos, recebe o fixo mais o variável. Se não julgou, recebe apenas o fixo. E aqui caberia até mesmo uma exceção ao teto constitucional para premiar os magistrados mais produtivos na renda variável.

Desse modo, altera-se a ótica do desestimulo e fomenta-se a lógica da alta produtividade, a fim de que os juízes sempre se preocupem em diminuir seu acervo de processos, aumentando a eficiência do judiciário e entregando à sociedade a justiça no tempo certo. Neste novo sistema todos ganham.

Nério disse:
19 de outubro de 2022 às 10:44

Tudo não passa de exigir o tal reposicionamento de subsídios, de ganhar mais, de se tornar rico (e sim, pelo padrão PT, estão no pico da pirâmide) às custas do Estado. O salário dos professores na maioria dos estados estão defasados desde 2013, isso sem falar de todos os outros cargos públicos. Lembrando que para professor chegar ao seu mais alto nível de cargo, não basta ficar no cargo por tanto tempo ou ter produtividade, ele precisa ter o mestrado e o doutorado, no mínimo, o que leva pelo menos mais 10 anos de vida escolar. Atualmente, a maioria dos concursos e contratações em universidades, já exigem o doutorado para o ingresso. Isso quer dizer, que se pessoa quer seguir a carreira de professor universitário, ele terá pelo menos 12 a 15 anos de estudo só para poder se inscrever em um concurso. Mas não, a magistratura, o supra sumo dos seres viventes no Brasil, devem ter seus salários para se ter dignidade. Será que não dá pra ter dignidade com 30, 40, 50 mil por mês? A independência e honestidade, nobre, vem da consciência, não do salário. Ou será que se o salário fosse igual ao de professor, seria justificativa para se corromper? Se juiz ganhasse um salário mínimo ainda assim poderia ser independente. Não é por ganhar 100 mil que alguém deixa de se corromper. É por ser honesto.
Quem foi mesmo que sancionou a lei sobre a violência psicológica contra a mulher?

Carlos Ferraz disse:
19 de outubro de 2022 às 12:04

A classe dos magistrados, sem a menor sombra de dúvida, é uma das mais privilegiadas, para comprovação, basta dizer que, diferentemente de outros trabalhadores, tem 60 (sessenta) dias de férias. Que efetivamente não lhes são indispensáveis, mas sim, pura benesse
O que mais me impressiona, é que muitos deles, não tem vontade de trabalhar. Aliás, o sistema de "home office" adotado por muitos tribunais, bem espelha essa situação. De outra parte, alegar que os Magistrados, são mal remunerados, é faltar com a verdade.

Carlos Ferraz disse:
19 de outubro de 2022 às 12:04

A classe dos magistrados, sem a menor sombra de dúvida, é uma das mais privilegiadas, para comprovação, basta dizer que, diferentemente de outros trabalhadores, tem 60 (sessenta) dias de férias. Que efetivamente não lhes são indispensáveis, mas sim, pura benesse
O que mais me impressiona, é que muitos deles, não tem vontade de trabalhar. Aliás, o sistema de "home office" adotado por muitos tribunais, bem espelha essa situação. De outra parte, alegar que os Magistrados, são mal remunerados, é faltar com a verdade.

Cidrac Pereira de Moraes disse:
19 de outubro de 2022 às 12:46

Gostaria de saber a opinião da Senhora Magistrada sobre as doações feitas por grandes grupos econômicos às Associações de Magistrados. Indago em razão de desconfiar que as doações recebidas não sejam revertidas para as associações de pescadores, recicladores e outras de fora do mundo jurídico.

Veritas veritas disse:
19 de outubro de 2022 às 13:25

Se for aplicar a tabela de honorários advocatícios para os juízes, eles topam.

Eduardo de Castilhos Fritz disse:
19 de outubro de 2022 às 13:28

No Brasil, os salários das carreiras da área de Direito, seja no executivo ou no judiciário são muito generosas. Contrariando a lógica do mercado, pois existem centenas de milhares de advogados que mal conseguem pagar as contas. Talvez o Brasil seja o único lugar no mundo onde se consegue enriquecer recebendo salários. Um procurador que ganhe o teto em torno de 37 mil por mês, ganha 1 milhão de Reais em 3 anos.

Fanine e Fanine Advogados Associados disse:
19 de outubro de 2022 às 15:59

Completamente sem noção, enclausurada dentro da bolha do Judiciário, deslumbrada e totalmente desconectada da realidade do brasileiro médio!

R.A.R disse:
19 de outubro de 2022 às 16:06

Os juízes precisavam parar é de dar Sentenças que parecem ser feitas por Secretários ou estagiários! Melhorando o nível dos julgados.

SandroFM disse:
20 de outubro de 2022 às 15:25

Juiz é um servidor público e já ganha muito bem até para os padrões internacionais. Quer ter aumento salarial de 40%?! Então a opção dos juízes é deixar o serviço público, empreender, abrir um escritório de advocacia, e com muito estudo, esforço e competência, talvez ter ganhos melhores que na magistratura.

CBTormena disse:
20 de outubro de 2022 às 15:58

Melhor que quase todas as pessoas do país, mas ainda assim não está bom. Esse é o problema da autonomia financeira do judiciário.

Zé Machado disse:
21 de outubro de 2022 às 09:04

A magistratura necessita de uma modernização séria, sem maquiagens para se extirpar alguns privilégios considerados odiosos. A luta da Exma. Sra. presidente da AMB, magistrada séria e competente, merece o apoio da sociedade nos seus pleitos. Quanto à remuneração, o magistrado brasileiro trabalha mais que o inglês e recebe quase metade, merecendo as devidas equalizações e adequações, dada a indispensabilidade de uma magistratura forte e confiável.

Zé Machado disse:
21 de outubro de 2022 às 09:04

A magistratura necessita de uma modernização séria, sem maquiagens para se extirpar alguns privilégios considerados odiosos. A luta da Exma. Sra. presidente da AMB, magistrada séria e competente, merece o apoio da sociedade nos seus pleitos. Quanto à remuneração, o magistrado brasileiro trabalha mais que o inglês e recebe quase metade, merecendo as devidas equalizações e adequações, dada a indispensabilidade de uma magistratura forte e confiável.

MACACO & PAPAGAIO disse:
21 de outubro de 2022 às 14:12

A formidável reflexão acima também se aplica aos membros do Ministério Públicos, aos pornopolíticos e às demais carreiras de Estado que sentam (e se digladiam) por privilégios.
Que tal se todos se preparassem e ganhassem o mesmo que um professor da Educação Básica?
Sim, e tem os aposentados opulentos, diferentes dos "sans culotte".
Essa é a democracia que querem, mas não escreve uma linha sobre a democratização de bens e riquezas desses estadocrata$ tiranos.
Sim, e se der, criem também mais cargos comissionados para as acumulações de rendas dos apadrinhados e das famílias.
Paga aí do seu bolso os privilégios da classe jurídica, ricaço; e não desfila verborragias demagogas com o contribuinte.

observador_paulista disse:
24 de outubro de 2022 às 18:35

Ora, é de conhecimento notório, como apontado pelo Ministro Peluso em entrevista à revista VEJA há alguns anos, que a maioria das decisões judiciais são proferidas por assistentes ou assessores (categoria que vem sendo multiplicada em todos os tribunais, haja vista projeto de lei em tramitação em São Paulo). Assim, não se justifica aumento salarial ou a manutenção de 60 dias de férias.

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