UPJ de São José dos Campos (SP) reduz acervo em 34,59%

Instalada em 2017, a Unidade de Processamento Judicial (UPJ) de São José dos Campos, no interior de São Paulo, completará cinco anos em 30 de novembro. Abrangendo as 1ª, 2ª, 3ª e 4ª Varas Cíveis da comarca, a UPJ contava, quando de sua instalação, com 23.810 processos.

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ConJurUPJ de São José dos Campos reduz acervo em 34,59% e digitaliza processos

Já no fechamento da estatística de setembro deste ano, foram registradas 54.693 entradas de processos (por distribuição, por recebimento do segundo grau e por desarquivamento) e 66.039 saídas de feitos (por extinção, por suspensão, por remessa ao segundo grau, por cancelamento e por redistribuição), resultando em um superávit de produtividade, considerando as entradas e saídas, de 13.402 processos.

Esse índice de produtividade causou redução do acervo inicial em 34,59%, que passou de 23.810 para 15.573 processos."Foi uma conquista gradativa, com muitas reuniões e, aos poucos, as barreiras foram sendo derrubadas. Os grupos originais deram lugar a um corpo coeso, bastante motivado e com visível orgulho de ser parte de um projeto de sucesso", contou a coordenadora da UPJ de São José dos Campos, Maria Madalena Guerra Drummond.

Criadas em 2015 para adequar as unidades judiciais à realidade de trabalho resultante do processo digital, as UPJs, conhecidas como "cartórios do futuro", unificam cartórios e atualizam a divisão de tarefas. Além das inovações tecnológicas, a gestão de pessoas é essencial para o sucesso da atividade jurisdicional, como explica o juiz corregedor da UPJ de São José dos Campos, Luís Mauricio Sodré de Oliveira.

"Ao juiz, no âmbito administrativo, incumbe o controle das funções administrativas. Mas a concretização das funções administrativas, excetuando as dos órgãos de direção do Poder Judiciário, é tarefa afeta aos servidores públicos, dentre os quais merece destaque a figura do escrivão judicial/coordenador, a quem, dentre as várias funções, cabe a gestão de pessoas", destacou o magistrado.

Na UPJ de São José dos Campos atuam 33 escreventes, três gestores de equipes, dois agentes administrativos e uma coordenadora. "Houve um esforço para que fosse criado um senso de unidade, um ambiente de trabalho agradável para o servidor, advogado e jurisdicionado, porque havia uma grande preocupação da coordenação com relação aos servidores que vieram de outras varas", disse Maria Madalena.

Como coordenadora, ela tem preocupação constante em treinar, motivar e entrosar a equipe. Além disso, cada um sabe quais são as metas, atribuições e expectativas de serviço. Por exemplo, na unidade, os atos e prazos judiciais são cumpridos em até 72 horas, certidões de objeto e pé em até 24 horas e levantamento de valores em até 48 horas.

Em razão da crise da Covid-19, a UPJ decidiu acelerar a digitalização de processos. Em maio de 2020, o acervo físico era de 2.780 processos. Desde então, a equipe já converteu 2.506 processos físicos em digitais, ou seja, uma redução de 98%. "Dá gosto de ver essa UPJ. É um exemplo de serviço público”, disse o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ricardo Anafe.

Estudos da Secretaria da Primeira Instância (SPI) do TJ-SP sobre as UPJs mostram que, em todo o Estado de São Paulo, nos últimos anos, foi confirmada a expectativa criada à época do lançamento do modelo: houve ganho médio de 121% na produtividade mensal dos servidores, 46% na de magistrados e o tempo de tramitação dos processos caiu, em média, 62%. Com informações da assessoria de imprensa do TJ-SP.

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