O ministro Raul Araújo, do Superior Tribunal de Justiça, determinou que a Polícia Federal apure acusações de um delator de que o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), recebeu valores oriundos de propina enquanto ocupava os cargos de vereador e vice-governador. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Araújo deu à PF prazo de três meses para que a investigação seja feita. A delação foi feita pelo empresário e ex-assessor do governador fluminense, Marcus Azevedo da Silva, e o pedido da apuração foi feito pela Procuradoria-Geral da República
Na delação, publicada no ano passado pelo portal UOL, Silva diz que o atual governador recebeu dinheiro de propina — US$ 20 mil — em uma mochila enquanto viajava a Orlando, nos EUA, com a família. O delator afirma ainda que o dinheiro teria sido entregue por um empresário que teria contratos com o estado.
Dessa forma, caberá à PF investigar para saber se realmente houve o caso de corrupção, ativa ou passiva, além de crimes de fraude em licitações, organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.
Silva já foi preso em 2019 e denunciado por organização criminosa e fraude em licitação. Ele chegou a firmar acordo de delação premiada em 2020 com a PGR, mas o teor do documento está sob sigilo.
Em nota enviada à Folha, Castro afirma que "confia na Justiça, para que a situação seja esclarecida o mais rápido possível." O delator foi interpelado judicialmente por calúnia e denunciação caluniosa, e a defesa do governador já entrou com um pedido de nulidade da delação devido a irregularidades na denúncia.
Seja o primeiro a comentar.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login