Alexandre manda Torres depor sobre ataques de Bolsonaro às urnas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira (10/3) que o ex-ministro da Justiça Anderson Torres preste depoimento, na condição de testemunha, sobre ataques do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao sistema eletrônico de votação.

Marcos Corrêa/PR

Depoimento de Torres foi marcado
para a próxima quinta-feira, às 10h
Marcos Corrêa/PR

Nesta quinta-feira (9/3), o ministro Benedito Gonçalves, do Tribunal Superior Eleitoral, solicitou a Alexandre a oitiva de Torres em uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) que tramita no TSE. O depoimento ocorrerá na próxima quinta-feira (16/3), às 10h, por vídeoconferência.

Torres está preso desde o início de janeiro. Ele estava no comando da Secretaria de Segurança Pública do DF quando bolsonaristas depredaram o STF, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, no dia 8 daquele mês. A prisão preventiva foi determinada por Alexandre, que viu omissão na atuação de Torres. 

O ex-ministro da Justiça deverá esclarecer sua contribuição e participação em uma live promovida por Bolsonaro em julho de 2021, na qual o então presidente falou, sem apresentar provas, que haveria fraude no sistema eletrônico de votação.

Torres também será questionado sobre seu envolvimento na reunião entre Bolsonaro e embaixadores ocorrida em julho do ano passado, na qual o então presidente novamente contestou a confiabilidade das urnas.

Por fim, vai depor sobre a minuta de decreto que buscava instaurar estado de defesa no TSE e alterar o resultado das eleições presidenciais de 2022, documento encontrado em sua casa em janeiro.

O depoimento será feito em uma Aije ajuizada pelo PDT contra Bolsonaro. A legenda diz que o ex-presidente cometeu abuso de poder político ao atacar a integridade do sistema eleitoral durante a reunião com os embaixadores de países estrangeiros.

Em fevereiro, o TSE manteve na ação a minuta golpista encontrada na casa de Torres, descoberta e incluída no processo somente após os atos antidemocráticos de bolsonaristas em Brasília.

Clique aqui para ler a decisão
Inq 4.923

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