Grupo Prerrogativas divulga nota de apoio ao juiz Eduardo Appio

O Grupo Prerrogativas saiu em defesa do novo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Eduardo Appio. Crítico da finada "lava jato", o magistrado vem sendo alvo de ataques de lavajistas que decidiram fazer política sem a toga e as garantias funcionais do Ministério Público. 

Divulgação/Justiça Federal do Paraná

Prerrogativas divulgou nota de apoio ao juiz Eduardo Appio, da 13ª Vara Federal
Divulgação/Justiça Federal do Paraná

Capitaneado pelo deputado federal Deltan Dalagnol (Podemos-PR), ex-procurador da "lava jato", um grupo de parlamentares pediu ao Conselho Nacional de Justiça o afastamento do juiz.

Além de Deltan, a petição é assinada pelos deputados Adriana Ventura (Novo-SP); Kim Kataguiri (União-SP); Marcel van Hattem (Novo-RS); Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP); Alfredo Gaspar (União-AL); e Pedro Aihara (Patriota-MG).

Na nota, o Prerrogativas sustenta que o juiz já é vítima de lawfare (uso do Direito para atacar inimigos) mesmo sem nenhum processo julgado até o momento na 13ª Vara Federal de Curitiba.

"Se parcela da comunidade jurídica quedou-se silente por um período e, com isso, deixou que o ovo da serpente do arbítrio fosse chocado, pensamos que as lições da história têm de ser aprendidas e que possamos dizer: nunca mais. Nunca mais o conluio de juiz com membro do Ministério Público; nunca mais julgamento por convicção e sem prova; nunca mais 'condeno porque o réu é meu inimigo'. Não. Nunca mais", diz trecho da nota do grupo de advogados.

Leia abaixo o texto na íntegra: 

"O Grupo Prerrogativas, coletivo de advogados, professores, jornalistas, membros de carreiras jurídicas e parlamentares, vem novamente à público para manifestar sua perplexidade em face dos constantes ataques feitos por advogados, parlamenteres, membros da magistratura e do Ministério Público ao magistrado Eduardo Appio, recentemente removido para conduzir os processos da 13ª Vara Criminal de Curitiba, palco das maiores arbitrariedades judiciais já cometidas contra diversas pessoas, inclusive e em especial contra o atual Presidente da República, mantido no cárcere por quase 600 diais por um juiz que teve suas sentenças anuladas e denunciadas no foro brasileiro e internacional.

Não bastasse toda a história institucional já conhecida nacional e internacionalmente – em que o Brasil foi laboratório de lawfare (uso politico do direito contra inimigos políticos)  –  agora, no momento em que finalmente um juiz comprometido com a Constituição assume a 13ª. Vara Federal de Curitiba, algumas figuras já conhecidas e carimbadas da vida jurídica e política voltam à carga, como que para promover uma espécie de segundo turno jurídico, como se fosse possível fazer “rescisória” daquilo que a Suprema Corte brasileira já decidiu.

Sem nenhum processo julgado até o momento, com sentença decorrente de instrução por ele dirigida, o juiz Eduardo Appio já é vitima de lawfare, com a representação, junto ao CNJ, de pedido de afastamento, impedimento e suspeição. 

Se parcela da comunidade jurídica quedou-se silente por um período e, com isso, deixou que o ovo da serpente do arbítrio fosse chocado, pensamos que as lições da história têm de ser aprendidas e que possamos dizer: nunca mais. Nunca mais o conluio de juiz com membro do Ministério Público; nunca mais julgamento por convicção e sem prova; nunca mais 'condeno porque o réu é meu inimigo'. Não. Nunca mais. 

E o CNJ e as instâncias do judiciário (e por que não, do Ministério Público, que deve urgentemente retomar seu papel de defesa das garantias constitucionais) não hão de permitir que esses ataques sem fundamento e carregados de revanchismo tenham sucesso na tentativa de afastamento de um juiz que representa aquilo que devemos exigir da magistratura: imparcialidade e cumprimento dos ditames constitucionais".

Professor Edson disse:
10 de março de 2023 às 20:22

No país mais corrupto do planeta Terra vamos ver quantos corruptos esse senhor vai condenar, é só isso que interessa. Que seja respeitada as garantias, o direito a ampla defesa, proporcionalidade, contemporaneidade e justiça acima de tudo, condenar corrupto é justiça, assim como absolver inocentes, mas até agora só existe falácia, trabalho produtivo não existe.

Professor Edson disse:
10 de março de 2023 às 20:22

No país mais corrupto do planeta Terra vamos ver quantos corruptos esse senhor vai condenar, é só isso que interessa. Que seja respeitada as garantias, o direito a ampla defesa, proporcionalidade, contemporaneidade e justiça acima de tudo, condenar corrupto é justiça, assim como absolver inocentes, mas até agora só existe falácia, trabalho produtivo não existe.

O IDEÓLOGO disse:
11 de março de 2023 às 10:48

Diz o comentário sobre o livro do Senhor Roberto Motta: "Os altos índices de criminalidade do Brasil podem ser explicados de formas complicadas ou simples, mas as explicações geralmente não apontam soluções viáveis. Isto porque muitos “especialistas” em segurança defendem ideias tão absurdas que focam em reduzir o poder da polícia, promovendo a insegurança jurídica de quem combate o crime. No fundo, todo brasileiro vive com perguntas que nunca são respondidas: os responsáveis pelas leis e pela justiça realmente querem o bem-estar geral ou eles próprios ganham com o caos? Por que o combate ao crime não é prioridade dos políticos? O criminoso é mesmo um pobre coitado? Estas são apenas algumas das questões. A obra explora as origens sociais, econômicas e jurídicas da crise com a autoridade de quem cuidou da transição da segurança pública do Rio de Janeiro em 2018 e estuda profundamente o assunto há anos. O que você tem agora em mãos é uma obra que identifica os problemas, investiga as causas e aponta os caminhos a serem percorridos para vivermos em um país com menos crimes. Mas isso não vai acontecer se continuarmos depositando nossas esperanças em “especialistas” de gabinete e em seus diagnósticos equivocados" (https://www.amazon.com.br/gp/product/6559571912/ref=ox_sc_act_title_1?smid=A1ZZFT5FULY4LN&psc=1)

O Grupo Prerrogativas faz uma leitura equivocada da Constituição, que prejudica a sociedade e permite a licenciosidade aos insanos rebeldes primitivos, sempre aptos a fustigar a sociedade com os seus "horrendos crimes".
Brevemente, o "cidadão de bem" não vai mais procurar a polícia, mas fortalecer a sua própria segurança.

Antonio Carlos Kersting Roque disse:
13 de março de 2023 às 03:03

Juiz que contribui com a campanha de quem quer que seja, é suspeito, tecnicamente impossibilitado de julgar com isenção.

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