Francisco Joseli Parente Camelo toma posse como presidente do STM

O ministro Francisco Joseli Parente Camelo, de 69 anos, tomou posse na tarde desta quinta-feira (16/3) como presidente do Superior Tribunal Militar. Ele ficará à frente da corte no biênio 2023-2025. 

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Francisco Joseli Parente Camelo,
novo presidente do STM
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Camelo, que é tenente brigadeiro, foi eleito em dezembro do ano passado para suceder o general Lúcio Mário de Barros Góes. Na mesma solenidade, tomou posse como vice-presidente o ministro José Coêlho Ferreira.

A cerimônia contou com a presença dos presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva; do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber; do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes; do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG); do Superior Tribunal de Justiça, Maria Thereza de Assis Moura; e da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti; além do procurador-geral da República, Augusto Aras. 

"Ao meu sucessor, os nossos votos de muito sucesso na condução dos destinos da nossa corte. Que Deus ilumine o seu caminho", disse Góes ao passar o posto a Camelo.

Em seu discurso, o novo presidente do tribunal militar disse que é preciso pacificar o Brasil e consolidar a democracia, com a participação dos três poderes. 

"É necessário uma firme reafirmação de nossa democracia. Juntos venceremos. Sei que as lutas se fazem presentes. Confio, porém, na força dos homens e mulheres que dirigem nossa nação. Os dirigentes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, que nos honram com as suas presenças, já deram uma clara e enfática demonstração de que esse é o caminho e que nele seguiremos sem retrocesso", afirmou. 

Ministro da corte desde 2015, o novo presidente do STM foi piloto de Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). E ele já deu demonstrações de que buscará se aproximar do Executivo. 

Camelo também elogiou a decisão de Alexandre de Moraes que determinou o julgamento, via Supremo, de militares que participaram dos atos golpistas de 8 de janeiro, quando as sedes dos três Poderes foram atacadas por bolsonaristas.

No STM, ele integrou o grupo de trabalho para o desenvolvimento de estudos visando ao aperfeiçoamento da Justiça Militar nos âmbitos federal e estadual e foi diretor da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados da Justiça Militar da União.

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