O advogado Rodrigo Tacla Duran afirmou nesta segunda-feira (27/3) que foi alvo de uma tentativa de extorsão para que não fosse preso durante a finada "lava jato" e implicou o ex-juiz Sergio Moro, hoje senador, e o ex-procurador Deltan Dallagnol, hoje deputado federal, no suposto crime. Ele entregou fotos e vídeos que comprometeriam os parlamentares.

depoimento nesta segunda-feira (27/3)
Reprodução
A declaração foi dada ao juiz Eduardo Fernando Appio, da 13ª Vara Federal de Curitiba, durante depoimento. Como a acusação envolve parlamentares, Appio decidiu enviar o caso ao Supremo Tribunal Federal, corte competente para julgar autoridades com prerrogativa de foro. O relator será o ministro Ricardo Lewandowski, prevento para analisar os processos envolvendo Tacla Duran.
"Diante da notícia-crime de extorsão, em tese, pelo interrogado, envolvendo parlamentares com prerrogativa de foro, ou seja, deputado Deltan Dalagnol e o Senador Sergio Moro, bem como as pessoas do advogado (Carlos) Zocolotto e do dito cabo eleitoral (de Sergio Moro) Fabio Aguayo, encerro a presente audiência para evitar futuro impedimento, sendo certa a competência exclusiva do Supremo Tribunal Federal, na pessoa do Excelentíssimo Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, juiz natural do feito, porque prevento, já tendo despachado nos presentes autos", disse o juiz na audiência.
Além de enviar o caso ao STF, Appio determinou que Tacla Duran seja colocado no programa de proteção a testemunhas.
No depoimento, o advogado disse que foi alvo da "lava jato" por não ter aceitado ser extorquido. "O que estava acontecendo era um bullying processual, em que me fizeram ser processado pelo mesmo fato em cinco países por uma simples questão de vingança", afirmou.
Tacla Duran, que foi advogado da Odebrecht, foi preso preventivamente na "lava jato", em 2016. Seis meses antes, ele tinha sido procurado pelo advogado Carlos Zucolotto Júnior, que era sócio de Rosângela Moro, mulher do ex-juiz.
Em conversa pelo aplicativo Wickr Me, Zucolotto ofereceu acordo de colaboração premiada, que seria fechado com a concordância de "DD" (iniciais do ex-procurador da República Deltan Dallagnol). Em troca, queria US$ 5 milhões. Zucolotto disse que os pagamentos deveriam ser feitos "por fora".
Um dia depois, seu advogado no caso recebeu uma minuta do acordo em papel timbrado do Ministério Público Federal, com o nome dos procuradores envolvidos e as condições negociadas com Zucolotto.
Em 14 de julho de 2016, Tacla Duran fez transferência bancária para o escritório de um outro advogado, no valor de US$ 613 mil, o equivalente hoje a R$ 3,2 milhões. A transferência era a primeira parcela do pagamento pela delação. "Paguei para não ser preso", disse Tacla Duran em entrevista a Jamil Chade, do UOL.
Porém, depois Duran deixou de fazer os pagamentos, e Sergio Moro decretou sua prisão preventiva. Contudo, o advogado já estava fora do Brasil. Ele acabaria preso em Madri, na Espanha.
Neste domingo (26/3), o influencer Thiago dos Reis divulgou o documento de transferência bancária para a conta do segundo advogado, que foi parceiro de Rosângela Moro em ações da Federação da Apae no Paraná e também na defesa da família Simão, um caso que ficou conhecido como "máfia das falências".
Em nota lançada após o depoimento, a assessoria de Sergio Moro afirmou que o senador é alvo de "calúnias" e que o político não teme "qualquer investigação".
"Trata-se de uma pessoa que, após inicialmente negar, confessou depois lavar profissionalmente dinheiro para a Odebrecht e teve a prisão preventiva decretada na Lava Jato. Desde 2017 faz acusações falsas, sem qualquer prova, salvo as que ele mesmo fabricou. Tenta desde 2020 fazer delação premiada junto à Procuradoria-Geral da República, sem sucesso, por ausência de provas, o procedimento na PGR foi arquivado em 9/6/22", disse o ex-juiz.
Dallagnol disse que o juiz Eduardo Fernando Appio "acreditou" em um acusado que "tentou enganar autoridades da Lava Jato".
"Adivinha quem acreditou num dos acusados que mais tentou enganar autoridades na Lava Jato? Ele mesmo, o juiz lulista e midiático Eduardo Appio, que nem disfarça a tentativa de retaliar contra quem, ao contrário dele, lutou contra a corrupção", afirmou em seu perfil no Twitter.
Duran x Moro
Tacla Duran, que foi detido na Espanha em 2016 e obteve liberdade provisória três meses depois, continua vivendo no país europeu e acusa Moro de fazer "negociações paralelas" na condução da finada "lava jato".
O advogado foi incluído na lista de procurados da Interpol, mas teve seu nome retirado por decisão do Comitê de Controle de Arquivos, que considerou que ele teve seus direitos violados por Moro.
De acordo com a Interpol, a conduta do ex-juiz, responsável pela "lava jato" em Curitiba, lançou dúvidas sobre a existência de um julgamento justo contra o ex-empregado da Odebrecht. A organização apontou violação de leis, princípios, tratados e normas do Direito Internacional reconhecidos pelo Brasil.
Entre as evidências apresentadas pela defesa de Duran à Interpol estavam as reiteradas decisões de Moro de negar o arrolamento do advogado como testemunha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao fazê-lo, segundo o advogado de Duran, Sebastian Suarez, Moro desqualificou a fala de seu cliente antes mesmo de ouvi-la, como se a tivesse prejulgado.
Outra das evidências é a entrevista de Moro ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Nela, o então magistrado fala abertamente sobre o processo, o que viola regras éticas da magistratura.
Clique aqui para ler o termo de audiência
Processo 5019961-43.2017.4.04.7000
Falar até papagaio fala, cadê as provas???
Falar até papagaio fala, cadê as provas???
Como esse site Conjur da espaço a essas ilações criminosas. Lamentável que o crime organizado tomou conta do país e da mídia.
"...o procurador Walter José Mathias Júnior, que representou o MPF na audiência, disse que ao trazer a denúncia, Duran não trouxe elementos, provas ou fatos novos que fundamentassem as acusações. “O Tacla Duran anteriormente chegou a fazer tratativas de uma colaboração premiada que não foi à frente, porque se viu que ele não tinha elementos de prova do que se referia na época. Agora o caso vai ser remetido à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Mas é um assunto requentado, que teve um arquivamento no passado e que se ele não trouxer fatos novos se manterá o arquivamento”, prossegue o procurador." o.com.br/republica/lava-jato-tacla-duran -acusa-sergio-moro-e-deltan-tentativa-de -extorsao/
https://www.gazetadopov
"...o procurador Walter José Mathias Júnior, que representou o MPF na audiência, disse que ao trazer a denúncia, Duran não trouxe elementos, provas ou fatos novos que fundamentassem as acusações. “O Tacla Duran anteriormente chegou a fazer tratativas de uma colaboração premiada que não foi à frente, porque se viu que ele não tinha elementos de prova do que se referia na época. Agora o caso vai ser remetido à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Mas é um assunto requentado, que teve um arquivamento no passado e que se ele não trouxer fatos novos se manterá o arquivamento”, prossegue o procurador." o.com.br/republica/lava-jato-tacla-duran -acusa-sergio-moro-e-deltan-tentativa-de -extorsao/
https://www.gazetadopov
Tenho mais sede de ver o Moro na cadeia do que o bozo.
Tic-tac
O advogado tacla duran está sendo desmercido por ser um dos investigados da Laranjato, mas isso é impossível do ponto de vista lógico. Porque o juiz Moron sem provas acreditou em réus que asinnaram qualquer coisa para ir para uma King size nas prisões "mansolares " que foram submetidos após os acordos previamente escritos pela laranjato
O esquema de advogados laranjas não foi investigado pela OAB por serem idiotas demais, mas estava descarado, aconteceu no rio se janeiro e Curitiba e foi usado para dar aparência de formalidade aos crimes praticados pelo estado contra os réus.
Já era assustador réus bilionários largarem bancas famosas por advogados desconhecidos em Curitiba.
Não precisa somar dois mais dois que esse depoimento do Tacla Duran só corrobora o que está em evidência e além disso os diálogos da vaza jato deixam claro que até delegada era romancista de peça de ficção para lavr prova e fazer os a acordos de leniencia totalmente ilegais e fora da lei.
O uso de prisão mansolar por si só já era um escândalo a ser evitado, a laranjato foi um romance mal redigido com final previsível, levar o Brasil décadas de retrocesso científico e isso aplaudido por brasileiros, o que é hilário se não fosse trágico.
A burocracia de dandis mercenários destruiu pontos estratégicos nacionais, o que comprova que foi um ataque de guerra vindo do país amigo, pero no macho.
O fascismo muito se identifica com o nazismo e seus maiores representantes. Lá e cá não são os carrascos que praticam a violência, eles a semeiam, e quem espalha as sementes são as suas próprias vítimas, os pobres de conhecimento político. Vermes pobres de direita!
Difícil saber a verdade, principalmente depois do que o Sr. Moro fez, misturar a carreira jurídica para dar as mãos aos políticos. É lobo comendo lobo!
O q mais me surpreende nisso tudo ( nem tanto) é a liberdade q usufruem Dd e marreco.
Pois é, imagine se escreveriam esse título trocando 'Moro' (ou 'Dallagnol') por Lula ou alguém da patota.
"Sem provas somente falácia"? Professor Edson, "Falar até papagaio fala, cadê as provas???". Ilustre Professor, a Bíblia diz em Eclesisastes, 3.1, que "para tudo há um tempo determinado", logo, tais provas que já queres agora, não é tempo agora. Pode até não conseguir provar tudo, mas o que ele conseguir provar, não desmantela o que não conseguiu provar.
Deus te abençoe e te guarde.
Acho interessante o comentário do Deltan, nomeando um juiz federal de lulista, quando a atividade judicante é formada por magistrados imparciais.
Talvez de tão acostumado com a parcialidade do Moro, veja todos os juízes com vieses partidário. Imagino quando a ação for encaminhada para o Supremo se ele vai comentar que os ministros do STF também são lulistas ou bolsonaristas...
Francamente, este deputado perdeu o respeito pelo judiciário e seus integrantes. Vê com seus olhos moribundos os próprios defeitos nos outros.
De novo essa baboseira do Tacla Duran?
Vejamos o que diz o procurador Walter José Mathias Júnior, que representou o MPF na audiência:
“No meu entendimento, a denúncia que ele fez contra o senador e o deputado é infundada e impertinente, sem nenhum tipo de prova. É apenas a versão dele e nada mais. Segundo ele disse, apresentará provas futuramente, mas nada apresentou até o momento e já teve várias oportunidades para isso”
“O Tacla Duran anteriormente chegou a fazer tratativas de uma colaboração premiada que não foi à frente, porque se viu que ele não tinha elementos de prova do que se referia na época. Agora o caso vai ser remetido à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Mas é um assunto requentado, que teve um arquivamento no passado e que se ele não trouxer fatos novos se manterá o arquivamento”
"Alguém que busca fazer sua defesa por meio de colaboração premiada é porque pretende reconhecer condutas criminosas que cometeu e apresentar provas contra outros agentes. As tratativas da colaboração pretendida por Tacla Duran em seu benefício não avançaram por ausência de elementos de corroboração por ele trazidos. Agora, passados vários anos, é improvável que tenha esses elementos que poderiam ter lhe beneficiado no passado”
De novo essa baboseira do Tacla Duran?
Vejamos o que diz o procurador Walter José Mathias Júnior, que representou o MPF na audiência:
“No meu entendimento, a denúncia que ele fez contra o senador e o deputado é infundada e impertinente, sem nenhum tipo de prova. É apenas a versão dele e nada mais. Segundo ele disse, apresentará provas futuramente, mas nada apresentou até o momento e já teve várias oportunidades para isso”
“O Tacla Duran anteriormente chegou a fazer tratativas de uma colaboração premiada que não foi à frente, porque se viu que ele não tinha elementos de prova do que se referia na época. Agora o caso vai ser remetido à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Mas é um assunto requentado, que teve um arquivamento no passado e que se ele não trouxer fatos novos se manterá o arquivamento”
"Alguém que busca fazer sua defesa por meio de colaboração premiada é porque pretende reconhecer condutas criminosas que cometeu e apresentar provas contra outros agentes. As tratativas da colaboração pretendida por Tacla Duran em seu benefício não avançaram por ausência de elementos de corroboração por ele trazidos. Agora, passados vários anos, é improvável que tenha esses elementos que poderiam ter lhe beneficiado no passado”
Com todas as venhas, parece que o nobre Dr. não leu a íntegra do depoimento, visto que o que não faltaram nas acusações foram as provas (print de conversas, comprovante de depósito, minuta de acordo de delação, etc).
Interessante esse depoimento, os dono da Odebrechet, OAS, Camargo Correa etc são presos, e um lavador de dinheiro da Espanha, ou seja um zé mané, é que vai ser extorquido?
Toda e qualquer acusação deve ser investigada. Se o Tacla Duran está dizendo a verdade ou não veremos mais à frente. Se as acusações forem verdadeiras que Moro, Deltan e cia. respondam pelos seus crimes. Se forem falsas que Tacla seja responsabilizado.
O que não podemos é ficar defendendo ilegalidades, acobertando suspeitas por que tal ou qual pessoa é desse ou daquele espectro político.
Essas "violações" do Moro, de sua esposa e dos membros do MP, capitaneados pelo DD, deveriam ser investigadas como organização criminosa, dado à quantidade de agentes públicos envolvidos, com os mesmos desígnios de prática de crimes sucessivos e recorrentes! Infelizmente, no nosso país esses caras não são condenados, só os ladrões de galinha!
O deputado Dallagnol acusando o juiz do caso de ser "midiático" soa como piada. Nunca houve no MPF sujeito mais midiático e mais vedete que ele. Usou o MPF à exaustão como propaganda e trampolim para se eleger deputado. Esse é o típico herói dos ingênuos enganador de bobinhos.
Imparciais? Você lê jornais? Eu não gosto do Moro e concordo que houve ilegalidades na lava-jato, embora estas não desabonem a operação como um todo, na minha visão; mas este juiz Eduardo Appio é flagrantemente imparcial. Uma coisa não justifica a outra. Ele fez doação à campanha do Lula (claramente visível no sistema DivulgaCand do TSE, vá conferir) além de a imprensa ter exposto que ele entrava com uma senha intitulada “LUL22” no sistema eletrônico da justiça, além de também já ter falado diversas vezes de política em blogs e podcast petistas e de esquerda. Pelo que tenho frequentemente lido, o senhor parece admirar bastante o Judiciário brasileiro e os seus magistrados, sobretudo de cortes superiores. Eu indico que leia a coluna de Conrado Hubner, professor de Direito Constitucional da Universidade de São Paulo, na Folha.
No direito se busca justiça, aprenda.
Essa tal "sede" de ver alguém condenado é a clara manifestação do fanatismo, coisa condenável sob o ponto de vista da aplicação da lei.
O presidente atual foi condenado em três instâncias, mas, está aí a despejar rancor e buscar vingança.
Tenho certeza que foi teu candidato, o perfil é o mesmo.
Se Moro e Deltan forem culpados, sejam julgados e punidos, por enquanto, estão sob a proteção da presunção da inocência.
E antes de derramar seu desconhecimento aqui, vá estudar e contenha sua verve.
Provas? Envolvendo conversas com terceiros? E, ainda por cima, que não se sabem serem verdadeiras? E cujo teor não menciona especificamente suborno/extorção? Sério?
Provas? Envolvendo conversas com terceiros? E, ainda por cima, que não se sabem serem verdadeiras? E cujo teor não menciona especificamente suborno/extorção? Sério?
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