Olhar à frente

Especialistas opinam sobre desafios da advocacia do futuro

Os advogados atualmente precisam se atentar a uma clientela informada e mais exigente, a um mercado mais competitivo e à necessidade de gestão estratégica. Já os escritórios devem ter posicionamento de mercado, incorporar tecnologias, otimizar as rotinas de trabalho, dar respostas rápidas aos clientes e metrificar a satisfação da clientela com a qualidade do serviço prestado.

Uarlen Valerio e Alessandro Carvalho

Palestrantes do painel sobre futuro da advocacia da 24ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira

A avaliação é do presidente da OAB-SE, Danniel Alves Costa. Nesta terça-feira (28/11), ele participou do painel sobre o futuro da advocacia na 24ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira. O evento acontece no Expominas, em Belo Horizonte.

Outro palestrante da mesa foi o advogado trabalhista Moysés Monteiro, assessor da presidência da OAB-MG. “Os jovens saem da faculdade sem entender muito sobre advocacia e acham que o Direito tem um mercado saturado. Precisa desempenhar com amor porque a advocacia é sim rentável, mas é de difícil execução no início”, disse ele. “É fundamental estudar sempre, estudar o processo, atender o cliente com atenção e aprender a cobrar da maneira certa”.

A vice-presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basílio, apresentou o projeto Mentoria Jurídica, que capacita jovens advogados em áreas como ética, prerrogativas, oratória, processo eletrônico, custas judiciais, o início de um escritório e redes sociais. São mais de 18 mil inscritos no Rio de Janeiro. “No passado, presente ou futuro, o advogado bem sucedido é aquele bem preparado, estudioso e que diariamente se atualiza”, afirmou ela;

O desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, falou sobre cooperação e independência judicial. Segundo ele, um dos desafios do cenário atual no país é lidar com profissionais que estejam preocupados excessivamente com a exposição. “O compromisso da Justiça tem que observar valores éticos de imparcialidade e independência. Por isso, precisamos fazer uma autocrítica”, assinalou.

Já o advogado Tadeu de Pina Jayme, conselheiro federal de Roraima, comentou sobre o projeto da OAB Nacional do qual está à frente, que busca levar às 27 seccionais a temática da sustentabilidade nas transações comerciais. A iniciativa aborda o pacto global da Organização das Nações Unidas (ONU), a economia verde e o crédito de carbono. Segundo ele, este é um grande mercado para a advocacia, ainda pouco explorado.

Promovida pelo Conselho Federal da OAB e pela seccional mineira da Ordem, a conferência tem como tema “Constituição, Democracia e Liberdades”. Até esta quarta-feira (29/11), serão 50 painéis com temas variados, especialmente sobre questões atuais do país. Ao longo do evento, a OAB estima receber cerca de 400 palestrantes e 20 mil profissionais.

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