20 anos depois

Promotor acusado de homicídio será julgado pelo Júri nesta segunda-feira

Acusado de matar um estudante e ferir outro em 2004, em um shopping em frente à praia em Bertioga (SP), o ex-promotor de Justiça Thales Ferri Schoedl será julgado pelo Tribunal do Júri nesta segunda-feira (3/6).

Reprodução/TV Tribuna

Thales Ferri Schoedl atirou em duas pessoas após desentendimento em Bertioga (SP)

De acordo com a denúncia, o crime aconteceu quando Schoedl foi buscar a namorada e se desentendeu com um grupo de jovens. Segundo a defesa, a namorada do réu sofreu importunação sexual. O réu teria agido em legítima defesa.

O ex-promotor estava em período probatório no Ministério Público à época dos fatos e chegou a ser absolvido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo em novembro 2008.

A absolvição foi anulada por decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, porque, à época do julgamento, Schoedl não estava mais no Ministério Público e, portanto, não teria direito ao foro de prerrogativa de função no TJ-SP.

O acusado não foi vitaliciado, por decisão tomada pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Ele chegou a obter liminar no STF para seguir no cargo, mas houve revogação por julgamento da 2ª Turma do STF.

Em nota, a defesa de Thales Ferri Schoedl, feita pelo advogado Fernando Cesar de Oliveira Faria, afirmou que confia que a Justiça será feita no caso. Ele será julgado no Fórum Criminal de Bertioga.

Leia a nota da defesa

Em razão de várias matérias jornalísticas publicadas nos últimos dias, os advogados Fernando Cesar de Oliveira Faria e Diego Renoldi Quaresma de Oliveira esclarecem que Thales Ferri Schoedl foi absolvido por unanimidade pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (23×0), porque agiu em legítima defesa, e não porque era Promotor de Justiça ou porque seu julgamento foi perante um Tribunal de segundo grau. O fato ocorreu em frente a um shopping, distante da praia. Thales e Mariana não estavam em um luau na praia. As provas do processo demonstram que a turma de jovens era formada por mais de dez pessoas, de alta estatura (quase 2,00m), jogadores de basquete. Thales (de 1,70m) portava regularmente a arma de defesa pessoal e não disparou em direção à turma de jovens. Diante da injusta agressão, efetuou disparos de advertência (para o chão/alto), e somente quando não mais dispunha de defesa é que os dois dos integrantes da turma foram atingidos (de 1,98m e 1,94m, fortes), inicialmente em regiões não fatais. Os jovens conseguiram agredir não apenas Thales, mas também Mariana, além de quase tomar a arma de defesa pessoal e causar-lhes mal grave. Os disparos que atingiram os dois agressores não foram motivados pela importunação sexual sofrida por Mariana, mas resultaram da necessidade concreta de autodefesa, em instante e local distintos, sem relação imediata com a importunação contra Mariana. Essa é a realidade do fato. Diversos veículos de comunicação já foram condenados em última instância por publicarem fake news. Thales Ferri Schoedl confia que a justiça será feita.

Seja o primeiro a comentar.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também