GRANDES TEMAS, GRANDES NOMES

Digitalização dificultou a lavagem de dinheiro, diz professor

O combate à lavagem de dinheiro ficou consideravelmente mais fácil com a digitalização das operações financeiras, avalia o professor de Direito Penal Luís Greco, da Universidade Humboldt de Berlim.

ConJur

Segundo Greco, lavagem de dinheiro é muito mais fácil com dinheiro vivo

“De certa maneira, a lavagem de dinheiro é muito mais fácil com dinheiro vivo, com cash, do que com qualquer forma de movimentação digital de capital, pois desde a transferência bancária clássica até a criptomoeda, tudo o que acontece agora deixa registro”, disse Greco.

Ele falou sobre o assunto em entrevista à série Grandes Temas, Grandes Nomes do Direito, na qual a revista eletrônica Consultor Jurídico ouve alguns dos nomes mais importantes do Direito sobre as questões mais relevantes da atualidade. A conversa se deu durante o XIII Fórum de Lisboa, promovido em julho na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Para o professor, ao dificultar a prática da lavagem de capitais, as novas tecnologias impõem às autoridades a tarefa de repensar a persecução aos crimes financeiros.

“A pergunta a formular é: qual é o nosso problema real com aquilo que estamos chamando de lavagem de dinheiro? O que é exatamente lavagem de dinheiro e que merece toda essa preocupação, essa movimentação da máquina persecutória, todas essas regras que cada vez se intensificam mais a respeito de deveres de notificação, de limites para pagamento em dinheiro etc.”, disse Greco.

“Um amigo que considero um dos maiores estudiosos do tema, Ciro Chagas, advogado em Belo Horizonte, insiste na ideia de que lavagem e criptomoeda nem são compatíveis. Se ele está certo ou não, não sei, tenho que esperar a tese dele, mas eu tendo para algo nesse sentido”, completou.

Clique aqui ou assista abaixo a entrevista:

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