Vitória da advocacia

OAB comemora condenação de Bretas no CNJ: "Exemplo contra o abuso de autoridade"

Autora de uma das reclamações disciplinares que resultaram na condenação de Marcelo Bretas à aposentadoria compulsória por sua atuação na “lava jato”, a OAB se manifestou na noite desta terça-feira (3/6) sobre a decisão do Conselho Nacional de Justiça. Em nota, o presidente do Conselho Federal da Ordem, Beto Simonetti, considerou a decisão exemplar.

Carlos Moura/SCO/STF

OAB comemora condenação de Bretas pelo CNJ: "Exemplo contra o abuso de autoridade"

Beto Simonetti, presidente do Conselho Federal da OAB

“A decisão do CNJ é um bom exemplo contra o abuso de autoridade. A OAB trabalhou muito para que os desvios e irregularidades praticados contra a advocacia e a sociedade brasileira não ficassem impunes e, hoje, estamos colhendo esse resultado”, afirmou Simonetti.

Para o vice-presidente nacional da OAB, Felipe Sarmento, o resultado do julgamento reconhece o valor da advocacia.

(A decisão do CNJ) reafirma as prerrogativas da advocacia como essenciais para o Estado Democrático de Direito e assegura a punição correta ao violador, após o devido processo e com ampla defesa”, disse Sarmento.

Já o ex-presidente da entidade Felipe Santa Cruz, que estava à frente da OAB quando a reclamação foi apresentada, parabenizou a atuação da Ordem.

“Parabéns ao sistema OAB, na pessoa do nosso presidente Beto Simonetti. Esta é uma data especial para os que resistiram ao surto autoritário que tomou parte do Judiciário e da Nação. A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”, comentou Santa Cruz.

Julgamento no CNJ

Afastado do cargo do cargo de juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro desde 2023, Marcelo Bretas foi aposentado compulsoriamente nesta terça-feira pelo CNJ pelos abusos que cometeu no braço fluminense da “lava jato”. O relator do processo no CNJ, conselheiro José Rotondano, declarou duas ações procedentes.

Para Rotondano, é válido punir Bretas pela negociação de penas, no caso da delação do advogado Nythalmar Dias Ferreira Filho, e pela condução de um acordo de colaboração premiada baseado apenas em informações repassadas por terceiro para prejudicar o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), e favorecer a candidatura de Wilson Witzel (PMB) ao governo estadual em 2018.

O relator negou a ação sobre busca e apreensão em endereços de advogados. Houve unanimidade pela condenação com a aposentadoria forçada, mas tiveram algumas divergências parciais na terceira ação, a respeito de busca e apreensão. Isso porque alguns conselheiros entenderam que os mandados do Ministério Público poderiam ter sido alvos de interferências de Bretas.

Processo Administrativo Disciplinar 0001820-78.2023.2.00.0000
Processo Administrativo Disciplinar 0001817-26.2023.2.00.0000
Processo Administrativo Disciplinar 0001819-93.2023.2.00.0000

Mauro Viz disse:
04 de junho de 2025 às 08:38

Este País sempre foi uma vergonha em ver de Magistrados serem presos e pagarem indenizações são aposentados quando cometem crimes. Vale apena roupar ou fazer armações neste País

Ilana Isolinda Caminho Guedes disse:
04 de junho de 2025 às 09:04

Nossa , o sr Bretas ficou "muito triste" com a condenação. Livre, leve e solto, para fazer palestras e afins, além de ter mensalmente seu "rico dinheirinho da aposentadoria em sua conta". Perdeu apenas o status de Juiz, nada mais. Não há o que comemorar!

BR1 disse:
04 de junho de 2025 às 09:47

E os abusos de autoridades praticados pelo XANDÃO, não interessa à OAB?

João Roberto de Napolis disse:
04 de junho de 2025 às 16:59

Condenação? Aposentadoria compulsória? Esse país é um circo mambembe, uma comédia pastelão onde o palhaço é o povo. O judiciário tupiniquim chega às raias do absurdo, do bizarro, seus componente o exército brancaleone !!!!!!!

Mauricio Ferraresi disse:
05 de junho de 2025 às 08:48

A mesma OAB que defende o Xandão! Sem mais.

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