LACUNA NA ADVOCACIA

Morre o advogado Ordélio Azevedo Sette, aos 84 anos, em Paris

O advogado Ordélio Azevedo Sette, sócio-fundador do escritório Azevedo Sette Advogados, morreu nesta segunda-feira (12/5), aos 84 anos, em Paris. Referência em Direito Empresarial, Sette foi consultor externo da Organização das Nações Unidas (ONU) e conselheiro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Divulgação/Azevedo Sette Advogados

Ordélio Azevedo Sette

O advogado Ordélio Azevedo Sette morreu nesta segunda (12/5), em Paris

Nascido no Rio de Janeiro, formou-se em 1966 pela Universidade de Brasília e era mestre em Direito Público e Constitucional. Também se especializou em Direito Internacional e Comparado pela Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Em 1967, fundou o Azevedo Sette Advogados, hoje com escritórios em cinco cidades do Brasil: Belo Horizonte, Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

Foi presidente da Câmara Internacional de Comércio do Brasil (CIC-BR) e membro do Conselho das Américas, com sede em Washington. Também atuou no Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) da Fiesp. Entre os reconhecimentos que recebeu, foi eleito o Executivo do Ano de 2014 pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-MG) e homenageado do ano no Lifetime Achievement Awards 2023.

“Ordélio foi um dos fundadores dos Centros de Estudos das Sociedades de Advogados (Cesa) e atualmente era o vice-presidente do Conselho Diretor. Ele foi um grande expoente da advocacia empresarial no Brasil. Muito devemos a ele. Eu, pessoalmente, perdi um grande amigo”, lamentou o presidente do Conselho Diretor do Cesa, e sócio da banca Machado Meyer, Carlos José Santos da Silva, o Cajé.

O presidente do Cesa, Gustavo Brigagão, também lastimou a morte do colega.

“Perdemos o nosso querido Ordélio Sette. Tive o privilégio de conhecê-lo há muitos anos, quando seu filho Ricardo trabalhou no escritório do qual fui sócio. Mais tarde, reencontrei Ordélio no Cesa, entidade que ajudou a fundar e da qual participou ativamente ao longo de décadas, sempre com entusiasmo e comprometimento. Advogado brilhante, construiu um dos escritórios mais respeitados do país. Sua ausência deixa uma lacuna imensa — profissional e, sobretudo, humana.”

Martina Colafemina

é repórter da revista Consultor Jurídico

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