AO MESTRE COM CARINHO

Gigante do Direito brasileiro, Pontes de Miranda é tema de exposição no TJ-DF

Além de ser um dos maiores juristas da história do Brasil, Pontes de Miranda coleciona outras áreas em que alcançou a excelência: foi advogado, filósofo, sociólogo, magistrado, matemático, diplomata, escritor e artesão.

“Em nossas conversas, Pontes falava com entusiasmo sobre sua amizade com Albert Einstein, sobre suas fichas de pesquisa meticulosamente organizadas e sobre sua datilógrafa, uma senhora de mais de 80 anos que ainda utilizava uma máquina de escrever manual. Era um homem à frente de seu tempo, mesmo sem computador ou internet, com uma mente brilhante e uma disciplina admirável”, conta o desembargador Roberval Belinati, primeiro vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e idealizador da exposição “O desembargador Pontes de Miranda”.

Reprodução

Pontes de Miranda, um dos maiores juristas do Brasil, ganha exposição no TJ-DF

A mostra será inaugurada nesta quarta-feira (12/11), às 16h, no hall de entrada do Palácio da Justiça do TJ-DF. A cerimônia de abertura contará com a palestra “Pontes e o Tempo (1892–1979)”, ministrada pelo historiador Oswaldo Zaidan Filho, coordenador do Memorial Pontes de Miranda no Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (AL).

Pontes de Miranda era brilhante em diversas áreas e tinha amigos ilustres como Albert Einstein. Ele também foi embaixador do Brasil na Colômbia, em 1936, e recusou o convite para representar o país na Alemanha por não compactuar com os ideais do regime nazista, segundo Belinati.

No dia 22 de dezembro de 1979, aos 87 anos, Pontes de Miranda morreu ao cair em sua biblioteca. “Hoje, ao relembrar esses momentos, compartilho com todos não apenas histórias, mas valores. Pontes de Miranda nos ensinou que o saber jurídico deve caminhar lado a lado com a humildade, a generosidade e o compromisso com a verdade e a justiça. Sua memória continua a inspirar gerações de juristas, magistrados e estudantes. Sua vida, marcada por sabedoria e humanidade, será sempre lembrada como um farol que ilumina os caminhos do Direito brasileiro”, diz Belinati.

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