Com 17 votos a favor e dez contra, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal aprovou na tarde desta quinta-feira (12/11) a recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República. O último passo para que Gonet seja reconduzido é a votação no Plenário da casa legislativa, o que pode ocorrer ainda nesta quinta.

Gonet foi sabatinado pela manhã na Comissão de Constituição e Justiça
Pela manhã, o PGR foi sabatinado na CCJ e defendeu sua atuação no processo da trama golpista, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes.
“Não há criminalização da política em si. Sobretudo, a tinta que imprime as peças produzidas pela Procuradoria-Geral da República não tem as cores das bandeiras partidárias”, afirmou Gonet ao rebater críticas de senadores bolsonaristas, que classificam o julgamento como “perseguição política”.
O PGR destacou que, no decorrer do processo da trama golpista, foram amplamente usados os acordos de não persecução penal para os acusados que reconheceram o erro e se comprometeram com medidas de reparação, mantendo o status de réu primário.
Gonet afirmou ainda que suas manifestações se restringiram aos autos do processo, evitando vazamentos ilegais e comentários públicos. “O respeito ao sigilo judicial foi sempre obedecido de modo absoluto.”
Ele também destacou sua atuação no caso do escândalo dos desvios no INSS, no acordo sobre o rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG) e no combate ao crime organizado. Com informações da Agência Brasil.
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