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Em entrevista, Sérgio Bermudes destacou evolução do Judiciário depois da ditadura

No ano passado, o programa Histórias da Constituinte, da TV Justiça, recebeu Sérgio Bermudes para falar sobre os bastidores da Constituição de 1988. Bermudes, um gigante da advocacia brasileira, morreu na última segunda-feira (27/10) e deixou um legado imensurável para a democracia do país. A conversa foi conduzida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Bermudes, ao defender Clarice Herzog, viúva de Vladimir Herzog, jornalista assassinado pela ditadura militar em 1975, obteve a primeira condenação da União e, consequentemente, o primeiro reconhecimento do próprio Estado brasileiro da rotina de tortura e desaparecimentos forçados provocados pelo regime.

Na entrevista, o advogado falou sobre os princípios fundamentais que guiaram a criação da Carta, como democracia, liberdade, igualdade e justiça social. E relembrou as atrocidades da ditadura.

Divulgação

Advogado Sergio Bermudes

Sérgio Bermudes morreu aos 79 anos, na última segunda-feira

“Em função de suposta filiação ao Partido Comunista ou à pregação comunista, inúmeras pessoas foram presas ilegalmente, torturada e mortas”, diz Bermudes.

O advogado afirmou ainda que a violência, além de tudo, era injustificada, tendo em vista que a ideologia comunista nunca teve aderência da sociedade brasileira.

“É uma reflexão que se faz menos com ironia, mas com amargura, isto é, se perseguiu, se violentou, se assassinou, se torturou, em decorrência de uma filiação ao comunismo, quando o Partido Comunista e seus ideais jamais empolgaram a quem quer que seja no Brasil.”

Para Bermudes, o fim da ditadura possibilitou a evolução do sistema de Justiça do país. “O Judiciário brasileiro é melhor, obviamente, hoje, que aquele acuado pela ditadura. E ele evoluiu mais que o Judiciário da Constituição de 1946.”

“Creio que faz parte da evolução do Brasil o exercício da democracia, e a Constituição hoje assegura isso.”

Clique aqui para assistir à entrevista ou veja abaixo:

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