A judicialização é inerente ao Estado Democrático de Direito como instrumento de efetivação de garantias. Dessa forma, o caminho para enfrentar o elevado volume de ações não passa por criar barreiras de acesso aos tribunais, mas sim investir na prevenção de conflitos.
Lucinéia Possar, consultora jurídica da Presidência do BB, no lançamento do Anuário
O posicionamento é de Lucinéia Possar, consultora jurídica especial da presidência do Banco do Brasil, que falou sobre o assunto à revista eletrônica Consultor Jurídico durante o lançamento do Anuário da Justiça Brasil 2026, neste mês.
A especialista reconhece que a alta litigância precisa ser combatida, já que sobrecarrega o funcionamento do aparato judicial e afeta de forma pesada esferas como as de consumo, saúde, previdência e as relações com o poder público e com as empresas.
Para contornar o problema, porém, ela argumenta que a resposta institucional não deve focar em dificultar o ajuizamento das demandas, mas sim em consolidar métodos de conciliação.
“O grande desafio contemporâneo não é restringir o acesso ao poder Judiciário ou à Justiça, mas criar mecanismos para fortalecer ou para prevenir conflitos e fortalecer os mecanismos consensuais”, sustenta.
Clique aqui para ver a entrevista ou assista abaixo:
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