“Confesso que fui infeliz nos exórdios de algumas sentenças proferidas na Vara da Justiça do Trabalho de Santa Rita-PB, da qual sou titular.” A declaração é da juíza Adriana Sette da Rocha, que reconheceu ter emitido “conceitos errôneos, despropositados sobre a natureza da magistratura” e pediu desculpas publicamente em carta enviada à Associação dos Magistrados do Trabalho da 13ª (Amatra 13).
No dia 17 de novembro, a Consultor Jurídico publicou reportagem com uma das decisões da juíza, na qual ela escreveu: “A liberdade de decisão e a consciência interior situam o juiz dentro do mundo, em um lugar especial que o converte em um ser absoluto e incomparavelmente superior a qualquer outro ser material”.
Na sentença, ela negou o pedido de um trabalhador rural por entender que seus direitos trabalhistas já estavam prescritos. Ao explicar suas colocações, a juíza afirma que os homens, ao julgar, “não estão livres de limitações de saber e de entendimento” e nem “dos vícios de sentimentos inerentes à condição humana”. Daí teria nascido o seu erro.
Em nota, a Amatra 13 diz que a juíza usou expressões inadequadas, mas que o seu comportamento não foi pautado por um sentimento de superioridade, diante da carta de retratação enviada à entidade. A associação defende que a isonomia entre os cidadãos é um dos pilares para democracia e que “aos juízes cabe, tão-somente, exercer a atividade estatal de aplicação do Direito na solução dos litígios”.
O juiz Grijalbo Coutinho, presidente da Associação Latino-Americana de Juízes do Trabalho, diz que ficou surpreso quando leu a decisão proferida pela juíza. Ele conta que conhece pessoalmente Adriana e nunca teve a “impressão de estar em contato com uma pessoa arrogante ou investida de poder autocrático”.
Coutinho afirma que o ato da juíza foi um equívoco, mas que o seu pedido público de desculpas “é demonstração cabal de compromisso com uma magistratura democrática e transparente, capaz de reconhecer os seus equívocos, bem longe daquele triste cenário por ela descrito em decisão judicial”.
Leia a nota da Amatra 13, que traz o pedido de desculpas da juíza e a declaração do juiz Grijalbo Coutinho
NOTA PÚBLICA
A AMATRA 13 – Associação dos Magistrados do Trabalho da 13ª Região, entidade que congrega os magistrados do trabalho da Paraíba, vem a público expressar que a isonomia entre os cidadãos é um dos pilares fundamentais da democracia e que aos Juízes cabe, tão-somente, exercer a atividade estatal de aplicação do Direito na solução dos litígios.
A AMATRA 13, em face dos recentes fatos noticiados na imprensa, vem hipotecar solidariedade à Juíza Adriana Sette da Rocha Raposo reconhecendo que, na tentativa de reafirmar a independendência da magistratura, prerrogativa instituída em prol da sociedade, a magistrada utilizou expressões inadequadas ao proferir decisão, contudo, acredita que o seu comportamento não foi pautado pelo sentimento de superioridade, haja vista a sua retratação, conforme trecho abaixo, cuja divulgação foi solicitada a esta Associação:
“AOS MEUS COLEGAS, AMIGOS E AO PÚBLICO EM GERAL
A propósito de matérias sobre mim publicadas na semana em curso, em vários órgãos da imprensa nacional: confesso que fui infeliz nos exórdios de algumas sentenças proferidas na Vara da Justiça do Trabalho de Santa Rita-PB, da qual sou titular. Neles, repeti conceitos errôneos, despropositados sobre a natureza da magistratura, de que desejo aqui me retratar.
A missão entregue ao juiz é, de fato, sublime. Tanto que o próprio Mestre aconselhou: “não julgueis”, como se quisesse advertir que do julgar ninguém seria digno o bastante. No entanto, os homens precisam de Justiça e pedem por Justiça. E assim, a tarefa sublime acaba em mãos humanas, como as minhas, as dos meus pares. E homens, quando julgam homens, não estão livres das limitações de saber e de entendimento, dos defeitos de linguagem e dos vícios de sentimento inerentes à condição humana. Daí o risco sempre iminente do erro. Este é o drama do julgador (e o presente episódio constitui dentro dele um capítulo pessoal particularmente doloroso). E isso, o que eu decerto teria escrito, num momento de maior felicidade.
De coração, peço desculpas àqueles a quem eu ofendi com minhas palavras. Conforta-me apenas o fato de que, em nenhuma das matérias do meu conhecimento, tenha sido questionada a lisura das sentenças que dei.
Santa Rita-PB, 22 de novembro de 2007.
Adriana Sette da Rocha Raposo”
João Pessoa, 24 de novembro de 2007.
Associação dos Magistrados do Trabalho da 13ª Região
Leia a declaração do juiz Grijalbo Coutinho
Conheço pessoalmente a juíza Adriana Sette da Rocha Raposo. Ela foi aprovada na 10ª Região (DF e TO) e aqui permaneceu durante tempo muito curto. Na presidência da Anamatra, entre 2003 e 2005, voltei a encontrá-la em alguns eventos na Paraíba. Jamais tive a impressão de estar em contato com uma pessoa arrogante ou investida de poder autocrático, comportamento esse a ser repudiado sempre. Juiz não é diferente de nenhum outro cidadão. Cada profissional tem tarefas importantes a desempenhar numa sociedade democrática.
Por outro lado, ao ler a matéria no ConJur, também fiquei surpreso com a indicação de uma pretensa superioridade do juiz, não só porque essa premissa rompe com o conceito de Estado Democrático de Direito atribuído pela Constituição Federal, mas também porque a afirmação pareceu-me dissociada do perfil político da colega Adriana Sette da Rocha Raposo.
Ao pretender justificar a opção por um ou outro caminho nos autos, valendo-se do princípio da livre convicção motivada, algo inerente à necessária independência jurisidicional, como ela própria diz em sua nota, foi infeliz ao confundir tal princípio processual com superioridade do juiz.
O seu ato com pedido público de desculpas é demonstração cabal de compromisso com uma magistratura democrática e transparente, capaz de reconhecer os seus equívocos, bem longe daquele triste cenário por ela descrito em decisão judicial. Foi um equívoco, tenho certeza. Em maior ou menor intensidade, todos nós, juízes e demais cidadãos, estamos sujeitos a encarar fatos e situações de maneira errônea.
Grijalbo Fernandes Coutinho
Presidente da ALJT – ASSOCIAÇÃO LATINO-AMERICANA DE JUÍZES DO TRABALHO
Ué, agora ficou boazinha ?
De repente ficou humana ?
Lágrimas de crocodilo !!!!!
Por coisas muito menos ofensivas eu já vi juízes processando pessoas, associações tomando as dores de seus associados, etc. etc.
É o caso, portanto, de uma rigorosa apuração do CNJ quanto à conduta da Meritíssima, não só a de agora, mas no "conjunto da obra" da MM. Juíza, até para que se mensure, com o devido rigor, se ela serve mesmo para ser Magistrada .
O Conselho Federal da OAB poderia começar a se mexer !!
Sinceramente, agora fiquei sem palavras. Critiquei a Magistrada, mas até que se prove o contrário, são validas as suas escusas. Muitos Juizes agem de forma arrogante, desrespeitando as prerrogativas dos advogados, mas os grandes culpados são os profissionais do direito que deveriam combater e não o fazem.
Caro Valdemiro. Estou também sem palavras, você , eu e qualquer leitor, porque não somos PSIQUIATRAS. Eles, têm TODAS AS PALAVRAS SOBRE ESSA JUIZA
Foi um ato nobre a retratação da magistrada, e o argumento dela de que errar é humano, também a enobrece. Pois errar é humano e perdoar é divino.
O reconhecimento do próprio erro, em público ou publicamente, demonstra absoluta transcedência espiritual dessa juíza como pessoa humana. Parabéns pela atitude, nobríssíma. Se e quando fiz crítica rude, nese caso, aí vai minha desculpa, em retribuição.
Otávio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo.
Os seres superiores também podem ser humildes...
Ela errou várias vezes, pois disse ter redigido desta forma não uma, mas várias sentenças.
No entanto, nunca é tarde para reconhecer os próprios erros.
Parabéns por ter assumido publicamente que errou. Se todos os seres humanos tivessem a humildade e a grandeza de reconhecer as próprias falhas (primeiro passo para corrigí-las) viveríamos em um mundo melhor.
É...OS DEUSES TAMBÉM ERRAM...E SE DESCULPAM...
Pessoa virtuosa. Parabéns pela retratação.
Como outros leitores do CONJUR, também critiquei a juíza, pois as suas palavras haviam ofendido os princípios democráticos e revelavam uma possível megalomania. Mas eu acho que, se ela desculpou-se, refletiu sobre os seus atos, e percebeu que não é superior nem tampouco inferior a outro ser humano em virtude de um cargo que ocupa. Não merece qualquer espécie de punição, além das críticas que merecidamente sofreu. Aliás, eu acho que nenhum juiz pode ser punido pelo que escreve, salvo se caluniar uma parte ou ferir a honra de um terceiro que não faz parte da lide. Caso contrário, estaríamos punindo opiniões, o que seria o fim do Poder Judiciário.
Estou tão emocionado com essa confissão, que só veio depois da execração pública, que me vejo debulhando em lágrimas. Fico pensando o que teria acontecido com essa juíza se tivesse em outro país, mais sério do que o nosso. Muito provavelmente teria sido exonerada ou recebido um "impeachment".
Concordo inteiramente com o posicionamento do Dr. Luís Fernando.
Ninguém, incluindo os magistrados, pode ser punido por emitir opiniões, desde, claro, que não atinja a honra alheia.
Espero que o desmentido seja reflexo de uma modificação de caráter - o que é muito difícil - e não a consequencia de uma burrice de ter colocado à público as suas reais convicções interiores. Salve-se quem puder...
Em tempo: O Juiz quando sentencia não emite "opiniões". Profere um COMANDO. A sua "opinião" - que é a sentença -tem força de lei. Se, tecnicamente,o que a juiza disse não faz parte da decisão pouco importa. O fato é que a juiza expressou aquilo que está na sua consciência e mais dia menos dia poderá voltar a aflorar.
Bom dia a todos,
Excelência, admiro sua coragem, estás de parabens, nada é mais confortante e leve do que um pedido de desculpas, achei linda sua atitude ela prova que tens um coração e que mesmo em dado momento cometamos algo que ofende, diminui alguém, um pedido de desculpas soluciona sim.
Parabens mais uma vez excelência!
Os seres, norma geral, vivem para aprender. É a busca incessante, no êrro e acerto, da perfeição, seja, da aproximação com o Criador ou com a natureza que é perfeita.
Dito isto, a Doutora Juíza apenas mostrou o quanto é falha, até mesmo em seu modo de expressar que é da natureza do juiz, escrever o que está na lei, e não o que se lhe vai n'alma. Ela mesma admite ter usado expressões inadequadas.
Fosse apenas em uma sentença, creria eu que naquele dia ela estava na TPM, mas foram várias sentenças.
Já dizia o mestre dos cerrados: "pau que nasce torto não tem jeito morre torto!"
Ela tentará, mas terá recaídas, e, quem sabe o mestre não tenha tanta razão assim e ela melhore um pouco, até porque os seres procuram se aproximar do Criador (natureza), que é perfeito.
Sê/RJ
Agora sim, reconhecemos uma participante da Justiça mais atuante e democrática desse país: a Justiça do Trabalho.
O erro qualifica o ser humano, mas o reconhecimento do erro sublima a inteligência. De parabéns a Justiça do Trabalho!
Esse pessoal que lida com a justiça precisa de acompanhamento psicológico. é muita pressão e os valores adquiridos ao longo da vida acabam sendo misturados ao ato de julgar.
Todos os profissionais que lidam com pessoas e decisões, como médicos, juizes e jornalistas, precisam se submeter a uma terapia. Não dói, não é coisa para 'doido', ajuda no crescimento pessoal e profissional.
ah, Anamatra, e esse sentmento foi pautado em que mesmo? se não foi superioridade...foi delirio?
O problema do judiciário é esse...nos erros apontados e confirmados, o pronunciamento é do tipo 'não foi bem assim' ou 'não é isso que vc está pensando'...
Foi importante reconhecer o erro, mas com certeza não deve ter sido fácil ...
Os operadores do direito estão confundindo prerrogativas com privilégios, mordomias e superioridade. Enquanto agirem assim, ficarão cda vez mais distante de promoverem a justiça....
O segundo passo agora, é ela ir prestar algumas horas de serviço comunitário, em um hospital de câncer para crianças, por exemplo, ou em um sanatório, para que ela tenha uma lição do que é realmente a fragilidade humana e possa julgar com olhar humano a partir de agora.
Erra é humano, achincalhar o erro também é humano, ridicularizar e querer punir quem está por trás do erro é mais humano ainda, ou como diria Nietzche, 'demasiado humano'. Todavia, reconhecer o próprio erro e, acima de tudo, mostrar aos outros que não se tem a cerviz dura (ou seja, dobrar a espinha), é um gesto que só os grandes sabem fazê-lo. Por isso, a senhorita que fez tal gesto não só prova que é lúcida como está apta ao cargo que ocupa, afinal, ser juiz é ser humano, ainda que demasiado humano. A ela, meus parabéns, terá sucesso na carreira.
Juíza, parabéns.
Se outros fizessem o mesmo o Brasil seria uma Outra Nação.
Mais não, continuam a dizer que nada fizeram.
Mais uma vez, Magistrada parabéns.
Parabéns à Magistrada pela postura pública em relação ao caso. Revelou estar plenamente à altura da nobre missão da magistratura num Estado Democrático de Direito. Muito mudaria na qualidade da magistratura nacional se mais atitudes como essa fossem tomadas.
Eu adoraria poder me irmanar aos colegas que estão a parabenizar a Juíza.
Para fazê-lo, contudo, eu precisria acreditar na sinceridade de suas palavras, o que não ocorreu.
Isto está me cheirando muito mais uma pressão exercida pela ANAMATRA. Acredito que a carta seja o resultado do aconselhamento de gente mais equilibrada e próxima da Juíza.
Duvido, porém, que, no íntimo de Sua Excelência, alguma coisa tenha mudado. Minha tendência é acreditar que toda a arrogância e prepotência anteriormente demonstradas continuarão a habitar os escaninhos da consciência da famigerada Magistrada e não tardarão a se manifestar em futuro próximo.
Quem viver verá! E eu estou torcendo para estar errado.
PAULO HENRIQUE M. DE OLIVEIRA
ADVOGADO - OAB/SP-78.747
Só tive tempo de ler a notícia agora. A primeira manifestação da Douta Magistrada onde fez referência ao fato de entender que Juízes são "seres superiores" não me espantou. Escrevo isto porque, salvo lamentável engano meu, creio já ter me deparado com o perfil da MMa. em minhas incursões pelo Orkut. A impressão que tive do perfil que vi, e que acreditei ser o dela, me pareceu bastante sincero: no item "QUEM SOU EU" ela respondeu "...no começo, eu criei o céu e a terra..." (ok,ok, parei por aqui, afinal, amanhã é segunda-feira e preciso descansar para ter paciência de ficar esperando quatro horas para que um juiz ou uma juíza que designa uma audiênica para as 13h a realize às 17h. Mas, eu espero... afinal, seres superiores nunca reclamam. Dão o exemplo. Estarei lá às 13h em ponto.)
Ai,Ai,Aiai! De pecadora a santo em apenas uma folha é um tanto demais!
O "reconhecimento do erro",flagrantemente, é uma equivocada desculpa, porque o próprio texto em seu contúdo e essência, não revela a verdadeira intenção.
A ANAMATRA cumpre seu papel e nada mais!
Será que existe sinceridade na carta ou é uma jogada da amatra?
A juiza pensou que era uma deusa, melhor juiza deusa. Digna de pena esta pobre criatura (espiritualmente).
É paradoxal, mas esse ato, de uma certa forma, ratifica a triste manifestação inicial. Se não viesse a retratação, ela não poderia manter sua condição "deusal".
Os Gregos diziam, e Rui Barbosa também falava:
"Quanto mais sei, sei que não sei".
Quanto maior a cultura e sabedoria, maior a humildade, começando pelo Grande Rui, nosso Advogado, símbolo maior do Direito em nosso país.
As grandes personalidades têm simplicidade; respeitam ao próximo, seja ele um simples cidadão ou uma alta autoridade.
Alías, o Dr. Rui Barbosa nunca foi magistrado...isso diminuiria sua cultura? Obviamente, não.
Como diria Marco Túlio Cícero na Roma antiga: "A arrogância das autoridades públicas precisa ser contida".
Infelizmente, a Justiça brasileira tornou-se um monstro, cuja cupidez, soberba e insolência de seus membros, somados a uma série de privilégios pessoais, salários superfaturados para a realidade brasileira, ausência de controle externo, induz a irresponsabilidade e a estas manifestações estapafurdias, na qual é dito o que a grande maioria, não todos, os seus membros pensam de si em relação ao resto da população.
Os magistrados nada mais são do que servidores públicos, como todos os outros, não semideuses do Olimpo como se julgam.
Ué, agora ficou boazinha ?
De repente ficou humana ?
Lágrimas de crocodilo ! ! ! ! !
Por coisas muito menos ofensivas eu já vi juízes processando pessoas, associações tomando as dores de seus associados, etc. etc.
É o caso, portanto, de uma rigorosa apuração do CNJ quanto à conduta da Meritíssima, não só a de agora, mas no "conjunto da obra" da MM. Juíza, até para que se mensure, com o devido rigor, se ela serve mesmo para ser Magistrada .
O Conselho Federal da OAB poderia começar a se mexer ! !
É verdade patente que grande parte dos juízes se acham melhores do que os outros e constantemente se comportam como tal. Esquecem-se que são funcionários públicos - bem remunerados - e como tal deveriam dar exemplo de atendimento cortez, mas o que se vê é o contrário. Como procurador autarquico inúmeras vezes vi as sentenças criticarem a ineficiência da Administração Pública ao mesmo tempo em que, no Judiciário, se aguarda horas para ser atendido por um servidor mau educado no balcão do fórum, se aguarda anos para prolatação de uma decisão interlocutória ou de uma sentença, aguarda-se horas de atrazo de uma audiência, aguarda-se horas para poder falar com o juiz que na maioria das vezes recebe mau o advogado, como se estivesse fazendo um favor e não cumprindo seu dever etc. Tudo isso é exemplo do que realmente pensam de si mesmos em relação ao resto da população. Pensamento esse muito bem - e verdadeiramente - expressado pela juiza que ora, oportuna e desfaçadamente, se desculpa.
A arrogância faz parte de grande parte dos magistrados em qualquer parte do mundo e no Brasil esta é apenas a ponta do iceberg. Precisamos mudar estes tipos de atitudes maniqueístas. Um Juiz, um promotor, um ministro, todos devem ser respeitados, porém devem também respeito, pois são apenas aplicadores da lei, um funcionário como outro qualquer, e como todos, devem ser também cumpridores da lei.
Hélio
Felicito a proba, culta e digna Magistrada pela belíssima atitude. Não é humilhante o reconhecer de um erro, mas sim virtude que poucos possuem. Com o expresso procedimento a Magistrada só bem demonstrou que é mais sábia hoje quando reconheceu e desculpou-se do erro, do que antes quando errou.
Por oportuno informo a preparada magistrada que não se dá sentença (erro de colocação; não metáfora), mas sim sentenças são proferidas ou prolatadas. Ademais, magistrado(a), a meu sentir, NÃO É JUIZ(a), mas sim instrumento da administração do Estado em administração da justiça. Estado instrumentalizado. Então magistrado não julga; não dá; não profere nem prolata sentença; quem assim procede é o Estado instrumentalizado. Este sim; julga e profere sentença em foma de decisão. Diz o direito e aplica a justiça.
Sr. DOUTOR FUCIONARIO PUBLICO JUIZ DE DIREITO DA 5ª VARA CIVEL
FULANO DE TAL.... AQUI REPRESENTADO ...
ACABA COM ESSE NEGOCIO DE "EXCELENCIA" PORQUE NIGUEM AGUENTA MAIS. NÃO EXISTE HIERARQUIA.
PENSAR E FALAR BOBAGENS É FACIL, PRATICAR E ESCREVER BOBAGEM NÃO É MOLE NÃO. - FICA DIFICIL CARREGAR ESSA MALA. - UM DIA O MAU CARATER CAI VITIMA DE SI MESMO - SABIO DITADO - CABE O APENAMENTO MAIOR, -- A APOSENTADORIA PRECOCE _
Concordo, em gênero, número e grau com o Gonzaga Cunha. Desculpar-se por reconhecer um erro é, antes, engrandecedor da pessoa. Meus parabéns à sra. juíza.
Francisco Alexandre Zerlorrini. BH/MG.
O erro da Exma. Sra. Dra. Juíza do Trabalho foi ter traduzido em palavras o sentimento de 99,9 % dos juízes do nosso país, quiçá do mundo inteiro.
É Deus no céu e eles na Terra...
Concordo com Dijalma Lacerda: se o erro parte de um funcionário qualquer do judiciário, ou de um advogado, no exercício da função, os magistrados não exitam em adotar as medidas mais drásticas cabíveis (ou não), para se apurar o erro e punir o errante.
Mas quando o erro parte deles, basta um "foi mal", e fica tudo bem...
E o pior é que eles são elogiados por este gesto, de forma que se endeusam ainda mais...
Estou ingressando na advocacia, sou estagiário, neste pouco tempo já ouvi diversas piadas sobre juízes. É uma pena que várias delas decorram de fatos verídicos.
Do ocorrido, devemos tomar como um alerta do que acontesse diariamente nos tribunais. Em meu ponto de vista, está aí mais uma tarefa para o CNJ atuar e resolver.
É preciso que alguém diga a essa moça que quem julga não é o juiz mas, sim, o Estado.
Deve-se ainda acrescentar que não é ela o Estado. Mesmo quando julga.
É necessário deixar bem claro que, apesar da CF considerar juiz como órgão do Judiciário, em verdade, juiz não é orgão de nada. Órgão é o Juízo.
Em síntese, juiz não pode e nem deve falar em seu próprio nome e por sua própria vontade. Sempre e sempre o juiz fala em nome do Estado e conforme a vontade da lei.
Embora, na prática, forçoso é reconhecer, a teoria é outra.
Há juiz que pensa que é Deus e alguns até não tem dúvida, estão certos de serem até superior a Deus.
Jesus disse: "que atire a primeira pedra aquele que nunca pecou" Esta juíza sempre pautou pelo clareza de seus julgamentos, que sequer foram questionados. A gravidade se deu em suas declarações infelizes e por não ter pautado pela humildade, só o fazendo agora. Sua dor em ter que retratar-se deve ser maior do que ter sido motivo de piada no mundo virtual e real... mas, todos merecem uma segunda chance, inclusive a Dr. Adriana.
Acredito que errar é humano. Reconhecer que errou além de humano são poucos que o fazem. Sem dúvidas foram agressivas as palavras da magistrada, porém o seu reconhecimento do erro, a toda evidência, demonstra a lisura a que conduz seus jurisdicionados. Ao invés de críticas, como no primeiro momento, é necessário, ao contrário, agora aplausos.
Gente! A juiza se retratou! Querer comparar um ato de magistrado que comporta retratação com atos que não comporta é profundamente lamentável. Vamos no ocupar com outro assunto como as vendas de sentenças e desvios de verbas pelos tribunais, aí sim merecedores de punições serveras.
Depois que inventaram a palavra "desculpa" tudo ficou válido. Errei? Me desculpe. Matei? Me desculpe. Roubei? Me desculpe. Traí? Me desculpe. Gesto nobre, o pedir desculpas. Retirou o mal feito? Restituiu a vida? Os bens? A honra? O pedido de desculpas é apenas o reconhecimento de um erro, e mesmo assim há casos em que o reconhecimento não o é no sentido exato do termo e sim existe para aplacar fúrias. Não creio no pedido de desculpas uma vez que a sentença foi a exteriorização do pensamento da juíza. Ela não precisa se desculpar por pensar assim. Deveria, antes, procurar entender porque pensa assim. E mudar seu pensamento, se possível. O erro existiu, a conduta é essa e pedidos de desculpas apenas tentam ludibriar o sentimento dos atingidos pelo ato. Acho que vivemos tempos em que sentimentos como honra, honestidade e caráter viraram tópicos de dicionário. Talvez agora seja hora de desculpar todas as mazelas do governo Lula, todos os descalabros cometidos por gentes do "poder", todas as roubalheiras e que tais. Não, Excelência, eu não a desculpo.Posso tentar compreender, mas para desculpar o caminho é mais longo do que ler simples palavras.
TODO DIA DIA SAI UMA NOTÍCIA NOVA NO JUDICIARIO. AGORA UMA JUIZA PARECE CONIVENTE COM A MANUTENÇÃO DE MULHERES PRESAS EM CELAS PARA HOMENS. O CURIOSO É A PROPORÇÃO, UMA MULHER PARA UM GRUPO DE 20 A 40 HOMENS. NESSE CRIME NO QUAL PARTICIPOU TODO O ESTADO SUPEROU TODO O TRAFICO DE DROGAS E ATÉ MESMO TODA PEDOFILIA NO BRASIL. SEM TIPIFICAÇÃO LEGAL.
EM TEMPO. É SÓ PEDIR DESCULPA. E A MENINA VOLTA BEM PARA A CASA.
Viva a Democracia e viva o CNJ pois só após esses mecanismos instituicionais é que está sendo possível algumas figuras que antes se sentiam acima dos demais seres humanos a pelo menos reconhecer o erro e até pedir desculpas, o que antes nem isso era possível.
Existem juízes que só assinam sentença com uma caneta "virgem", se é que existe isso. Outro dia minha esposa ao levar sua tia paraplégica para resolver um problema na justiça eleitoral parou o carro bem em frente à sede do TRE/AM e foi agredida verbalmente por um juiz que estava chegando, ele chegou inclusive a chamar o carro dela de lata velha (vou mandar uma carta para o programa do Luciano Hulk). Deveria haver mais rigor durante os testes de seleção, principalmente na avaliação psicológica dos candidatos, quem sabe se evitaria esta aberrações. Afinal são servidores públicos e tem a obrigação de prestar um serviço de boa qualidade a população, se não querem fazer que peçam para sair.
Parabenizo a Juíza pelo seu ato, no entanto é preciso que saiba que o tempo se encarregará de julgá-la, tal qual aprendi com um velho dito popular:
"Há quatro coisas que não voltam para trás:
a pedra atirada; a palavra dita; a ocasião perdida; o tempo passado."
-Por fim, que sua consciência a perdoe!
Mais importante do que pedir desculpas é não cair no erro novamente.
Essa juíza trabalhista, é evidente, ao escrever a asnice da supremacia humana de juiz, aprende a ter um mínimo de bom senso, agora, sob o rigor da crítica procedente, com esse público "pedido de desculpa"...
Errar é humano para quem é humano, entretanto, para alguém que se julga acima do bem e do mal, um verdadeiro ser inefável ou divino por assim dizer, certamente, não poderá ser perdoado, porque afinal é assim mesmo que pensam e agem essa casta fedorenta do judiciário.
E isto é o que acontece do Oiapoque ao Chuí, excetos os ministros que compoem o Supremo Tribunal Federal, pois volta e meia vimos casos que são criticados por membros fedorentos do Poder Judiciário.
Na verdade. a população, os cidadãos de um modo geral devem mesmo é ter muito cuidado com essa casta fedorenta que compoem o fedorento judiciário do Brasil, porque a MM. Juíza ao proferir tais sentimentos, é porque, pensa, age e se sente como tal, superiores sim e não adianta vir com desculpas esfarrapadas, porque palavras nascem do coração, a boca é simplesmente o canal da expressão e do sentimento, poderia, se fosse o caso, ter usado outro oríficio para defecar esse tipo de ofensa contra o povo que são os seus legítimos e verdadeiros patrões, e tenho dito.
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