Juiz determina prisão de PMs acusados de matar menor

O juiz Benedito Antonio Okuno, da 1ª Vara Criminal de Bauru (SP), decretou a prisão temporária, por 30 dias, dos policias acusados de torturar e matar com choques elétricos Carlos Rodrigues Filho, de 15 anos. São eles, o tenente Roger Marcel Vitiver Soares de Souza, o cabo Gerson Gonzaga da Silva e os soldados Emerson Ferreira, Ricardo Ottaviani, Maurício Augusto Delasta e Juliano Arcângelo Bonini.

A medida atende à solicitação do delegado seccional Donizeti José Pinezzi, que dirige o Inquérito. O prazo da prisão em flagrante terminaria na segunda-feira (24/12), quando os militares poderiam ser colocados em liberdade se não houvesse a decretação de prisão preventiva ou temporária.

Na terça-feira (18/12), laudo divulgado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Bauru diz que o corpo de Carlos apresentava 30 ferimentos causados por choque elétrico, além de escoriações na face e no tórax. A causa da morte foi definida como “eletroplessão”.

Pinezzi justificou o pedido de prisão pela exigüidade de tempo para a conclusão do Inquérito, já que são seis implicados e ainda existem pontos a ser esclarecidos. O mandado foi encaminhado ao tenente-coronel Abaré Vaz de Lima, diretor do presídio militar Romão Gomes, para cumprimento.

O delegado, que havia marcado para o dia 27 o interrogatório dos acusados, vai requisitar a presença deles em Bauru para, além do interrogatório, participarem de sessões de reconhecimento e da reconstituição do crime.

A polícia identificou e apreendeu um menor, de 17 anos, que confessou ter roubado a moto do taxista junto com Carlos Rodrigues Júnior, fato que desencadeou a operação que resultou na morte do menor. O segundo acusado também mora no bairro Mary Dota, em Bauru. Segundo policiais, ele confessou sua participação e a do amigo morto pela polícia.

Agência Estado

Mauricio_ disse:
21 de dezembro de 2007 às 22:20

Crime bárbaro, covarde, que merece punição exemplar para seus autores.

Parabéns ao delegado seccional de Bauru, Dr. Donizeti José Pinezzi, pela condução do inquérito que culminou na decretação da prisão dos milicianos envolvidos.

Um crime covarde como esse, praticado, em tese, por policiais militares contra um menor de 15 anos, totalmente indefeso, não pode ser aceito, muito menos restar impune.

Denilson Marques Lopes Evangelista disse:
28 de dezembro de 2007 às 10:59

Realmente é importante que se tome as medidas adequadas ao caso.

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