Telemar compra Brasil Telecom por R$ 4,8 bilhões

A Telemar/Oi comprou a Brasil Telecom por R$ 4,8 bilhões, na segunda-feira (7/1). As negociações para a criação da nova operadora duraram dois meses. A Andrade Gutierrez, do empresário Sérgio Andrade, e a La Fonte, de Carlos Jereissati, serão os seus controladores. O BNDES vai financiar parte do negócio. O colunista da Veja, Lauro Jardim, conta que a GP Investimentos, uma das atuais controladoras da Telemar, sai da empresa. E o Citibank deixa a Brasil Telecom.

A atual norma que regulamenta as telecomunicações não permite a compra. Por isso, está marcada para este mês uma alteração na legislação para que o negócio seja concluído. Segundo o colunista, a ordem para a alteração na lei já foi transmitida pelo Palácio do Planalto que, no último trimestre de 2007, deu o sinal verde para que o negócio fosse tocado.

A idéia é que seja criada uma grande empresa de telefonia de capital nacional para competir com os espanhóis (Telefonica e Vivo) e mexicanos (Claro e Embratel).

Segundo a informação publicada na Veja Online, há duas semanas, os fundos de pensão e o Citibank (controladores da BrT) pediam R$ 16 bilhões pela operadora, o que significa R$ 5,2 bilhões pela participação deles. A oferta da Telemar era de R$ 15 bilhões, ou R$ 4,5 bilhões pela parte dos fundos/Citi. O acordo final acabou saindo por R$ 4,8 bilhões, metade do caminho entre as duas propostas.

veritas disse:
09 de janeiro de 2008 às 22:06

"A atual norma que regulamenta as telecomunicações não permite a compra"

a) Como então foi efetivada e com dinheiro público ?

Qual o interesse público ou da sociedade que permite a mudança da lei ?

Por que o BNDES vai financiar ? Qual é o Benefício para sociedade e coletividade financiar este negocio ?

Por que o BNDES não financia a melhoria do serviço banda larga de internet para todo o Brasil ?

Ramiro. disse:
09 de janeiro de 2008 às 22:39

Quem tem a infelicidade de litigar em Juízo contra a TELEMAR tem a nítida impressão que a "TELEMAR é a lei".

No mais esta história de dinheiro público, alguém lembra quem era o proprietário de certa empresa emergente do nada de informática e jogos que a Imprensa divulgou, e a Veja levou processo por divulgar quem era o dono da tal empresa, que a Telemar colocou alguns milhões de dólares? Filho de quem era, lembram?

Melhor nesta questão nos atermos todos ao estritamente publicado pela imprensa que o vespeiro é grande e furioso.

Ramiro. disse:
09 de janeiro de 2008 às 22:58

Num caso como este é importantíssimo indicar as fontes...

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u87210.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u85601.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u318802.shtml

http://veja.abril.com.br/010306/p_042.html

Sem medo de levar vaia da Petralhada... Contra certos fatos quais os argumentos plausíveis?

veritas disse:
09 de janeiro de 2008 às 23:42

E verdade , ainda bem que só perguntei , perguntar não ofende né ?

veritas disse:
09 de janeiro de 2008 às 23:42

Notícia publicada em 03/01/2008 13:10
Cai o número de ações contra empresas fornecedoras de serviços
Cresce, porém, o número de ações contra bancos em 2007

A Telemar foi a empresa mais acionada nos Juizados Especiais Cíveis (JEC's) do Rio no ano passado. De janeiro a novembro de 2007, a concessionária respondeu a 40.567 processos, correspondente a 9,85% de todas as ações distribuídas aos juizados. Em segundo lugar ficou a Ampla, com 24.130 processos, relativos a 5,86% do total de ações. No mesmo período de 2006, a Telemar já havia sido processada 52.414 vezes (13,07% do total) e a Ampla, 33.104 vezes (8,26%) o que mostra uma diminuição no número de processos contra essas empresas.

O menor número de processos contra a Telemar e a Ampla em relação ao ano passado deve-se ao trabalho desenvolvido no Projeto Expressinho, que tem como objetivo exatamente diminuir o número de ações contra grandes empresas através da conciliação. Apesar do aumento no número de reclamações contra essas empresas, muitas delas não chegam a virar processos judiciais devido às conciliações.

"Acredito que uma mudança em relação aos anos anteriores seja o aumento do lucro dos bancos e do aumento do volume de ações novas em relação ao ano anterior. Tanto é verdade que agora, por determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN), os bancos, pela Resolução 3.477 do Banco Central, estão sendo forçados a disponibilizarem 'ouvidorias compulsórias'. Por outro lado, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil público para apurar se está havendo abuso na cobrança de taxas bancárias", explica o juiz titular do 2º Juizado Especial Cível do Rio, Flávio Citro Vieira de Mello, idealizador do Projeto Expressinho.

http://srv7.tj.rj.gov.br/publicador/noticiasweb.do?tipo=1&noticia=/publicador/exibirnoticia.do?acao=exibirnoticia&ultimasNoticias=8144

veritas disse:
09 de janeiro de 2008 às 23:43

continua

Esse aumento fica claro ao compararmos os números: Em 2006, o Banco Itaú foi processado 11.383 vezes. Em 2007, até novembro, já tinham sido distribuídas 17.616 ações contra ele. O Unibanco, que em 2006 foi acionado em 7.156 processos, em novembro de 2007 já tinha respondido a 7.951 ações. O Banco do Brasil também passou de 6.861 (em novembro de 2006) para 9.632 e o Bradesco, de 6. 280 para 9.719 processos de janeiro a novembro de 2007.

Até novembro do ano passado, os Juizados Especiais do Rio receberam 411.698 ações. Em 2006, foram distribuídos 430.717 processos.

veritas disse:
09 de janeiro de 2008 às 23:46

Serviços

Temos neste espaço, diversos serviços de utilidade para o público em geral, inclusive algumas estatísticas para consulta. Quer saber qual a empresa foi mais acionada pelos juizados?
Para ter acesso

http://www.tj.rj.gov.br/cgj/index.html

veritas disse:
09 de janeiro de 2008 às 23:46

DIRETORIA GERAL DE FISCALIZAÇÃO E APOIO ÀS SERVENTIAS JUDICIAIS
DIMOJ - Divisão de Monitoramento Judicial
Serviço de Análise de Dados Judiciais

FORNECEDORES DE PRODUTOS E SERVIÇOS MAIS ACIONADOS EM SEDE DE JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007(ATÉ NOV)
PROCESSOS DISTRIBUÍDOS POR ENTIDADE
Entidade 2003 % 2004 % 2005 % 2006 % 2007 (até Nov) %
1° Telemar 67047 20,45% 64953 19,31% 57202 15,97% 56321 13,08% 40567 9,85%
2° AMPLA 20717 6,32% 20444 6,08% 22691 6,34% 35356 8,21% 24130 5,86%
3° Vivo 4993 1,52% 8565 2,55% 15661 4,37% 26723 6,20% 22511 5,47%
4° LIGHT - Serviços de Eletricidades S/A 14016 4,28% 12488 3,71% 11872 3,31% 20780 4,82% 20869 5,07%
5° Banco Itaú S/A 3014 0,92% 5429 1,61% 7339 2,05% 11383 2,64% 19218 4,67%
6° Banco BRADESCO 3743 1,14% 4691 1,39% 4926 1,38% 6280 1,46% 9719 2,36%
7° Banco do Brasil S/A 4169 1,27% 5131 1,53% 6047 1,69% 6861 1,59% 9632 2,34%
8° Banco Unibanco S/A 3834 1,17% 4260 1,27% 5028 1,40% 7156 1,66% 7951 1,93%
9° TIM Portale Rio Norte S/A 1226 0,37% 2098 0,62% 3634 1,01% 5931 1,38% 6423 1,56%
10° Itaucard Adm. de Cartões de Crédito 1812 0,55% 2099 0,62% 3006 0,84% 5147 1,19% 6214 1,51%
11° Banco ABN AMRO BANK S.A. 3658 1,12% 3064 0,91% 3419 0,95% 4579 1,06% 6035 1,47%
12° GLOBEX Utilidades S.A. - Ponto Frio 2610 0,80% 2206 0,66% 3339 0,93% 4918 1,14% 5909 1,44%
13° Casa Bahia Comercial LTDA 1769 0,54% 2426 0,72% 3406 0,95% 4881 1,13% 5851 1,42%
14° CEDAE- Comp. Estadual de Água e Esgoto 2359 0,72% 2287 0,68% 2894 0,81% 6163 1,43% 5849 1,42%
15° OI TL PCS S/A 3178 0,97% 3121 0,93% 4123 1,15% 5478 1,27% 5309 1,29%
16° Ibicard

veritas disse:
09 de janeiro de 2008 às 23:46

http://www.tj.rj.gov.br/cgj/servicos/top30.html

Ramiro. disse:
10 de janeiro de 2008 às 04:23

TELEMAR NÃO É NADA BOBA

http://www.tj.rj.gov.br/assessoria_imprensa/noticia_tj/2002/11/nottj2002-11-11_i.htm

http://conjur.estadao.com.br/static/text/36359,1

http://www.jurispress.com.br/v2/noticia.asp?pagina=1&busca=consumidor&tribunal=0&data1=&data2=&idtipo=12&idnoticia=15142

Angra dos Reis está longe de ser um lugar inóspito.
Apenas não informaram quem pagou as contas da hospedagem e se os Juizes puderam levar acompanhantes e família.

mario disse:
10 de janeiro de 2008 às 09:44

Mais um "negócio" a ser "aprovado" pela Anatel, leis ? pra que? a Anatel (é a lei), é um dos (poderes), na marginalidade é claro, porém, com omissões de quem deveria na obrigação fazer cumprir as leis, denunciar tais "negócios".
Como o "negócio" mais volumoso, escandaloso dos ultimos tempos foi o da compra da TVA/ABRIL pela Telefonica, que foi "referendado" depois de acusado de ilegal pelo conselheiro da Anatel, com certeza absoluta mais este desmando, crime será concretizado, é tão fácil, É SÓ MUDAR A LEIE, PARA ESTE S NEGÓCIOS (VALE A PENA)(jereissati começa a estruturar 2010)
SEM MAIS
mario o que ainda insiste em acreditar que 'PODE-SE ENGANAR TODO O POVO PARTE DO TEMPO,PARTE DO POVO TODO TEMPO, MAS QUE NINGUÉM CONSEGUIRÁ ENGANAR TODO O POVO TODO TEMPO"

Giovannetti disse:
10 de janeiro de 2008 às 13:22

Foi a Telemar que adquiriu parte da empresa do filho do Presidente?

Schmidt disse:
10 de janeiro de 2008 às 23:25

Gente, desculpem a minha ingenuidade, mas...
1) A Telemar não é aquela que
"investiu" 5 milhoes na empresa fundo de quintal do filho do Lula?
2) A Compra da Brasil Telecom pela Telmar não é ilegal?
3) O filhinho vai falar com o papai pra mexer na lei e permitir que a compra se concretize?

Schmidt disse:
10 de janeiro de 2008 às 23:26

Impressão minha ou tem algum quebra-cabeças se encaixando aí?

Richard Smith disse:
11 de janeiro de 2008 às 00:06

MUDAR UMA LEI PARA FAVORECER UNICAMENTE UMA EMPRESA?!!!

Empresa aliás que forneceu granolina para a empresa o filho do presidente?

Aliás a única emrpesa de comercialização de games que não possui um site na internete para a divulgação dos seus produtos?

Um dos maiores ESCÂNDALOS deste (des)governo "que aí está", aquele "que não rouba e nem deixa roubar", lembram-se?

Agenor disse:
11 de janeiro de 2008 às 10:52

No doce paraiso da politicagem brasileira ,tudo é possível.

PEREIRA disse:
17 de janeiro de 2008 às 20:43

À luz do que está sendo divulgado nessa matéria, veja como se monta uma operação tendo como origem o palácio do planalto para beneficiar grandes epresários.
O palácio do planalto é quem dá o sinal verde para esse tipo de operação. Se não for do interesse do governo não sai.
Ora, alterar uma lei requer todo um processo legislativo e demanda muito tempo. Nesse caso não. A ordem é do palácio do planalto, desconfigurando até a Lei Geral de Telecomunicações que rege as regras concorrencial do mercado de telecumunicações. Mas o que tem a ver o palácio do planalto com essa operação relâmpago?
Entendendo bem a natureza dessa operação é de se notar que tem boi na linha, só não entende quem na quer.

Fernando Bornéo disse:
27 de janeiro de 2008 às 10:12

A Telemar tentou, no ano passado, aplicar um golpe no mercado mobiliário, denunciado pela Associação Nacional dos Usuários do Sistema Telefônico Fixo Comutado e Móvel Celular - ANUSTEL, por meu intermédio, junto à CVM e ao MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL no Rio de Janeiro.

Agora que José Dirceu não está atrapalhando (o Deputado Federal José Dirceu não permitia a consumação dessa maracutaia), a Telemar, que já detém o MONOPÓLIO PRIVADO DO SERVIÇO TELEFÔNICO FIXO COMUTADO EM 16 ESTADOS DA FEDERAÇÃO, não demorará muito, e com a condescendência de membros dos Poderes da República, conseguirá desdizer todo o fundamento da proposta de privatização do Sistema Telebrás, ou seja, fará retornar o monopólio das telecomunicações, que antes era estatal e agora será privado.

Como ninguém aguenda mais a Telemar, que se orgulha de manter-se no primeiro lugar, durante nove anos, em reclamações nos Juizados Especiais, Juízos Cíveis e Procon's dos Estados onde reina soberana, alguma coisa precisa ser feita não somente para evitar a consumação da concentração de poder da mesma no ramo das telecomunicações, mas acabar com o monopólio que detém em 16 Estados.

Em 2006 ingressei com ação civil pública contra o órgão PREPOSTO das concessionárias, a ANATEL, e contra o CADE, distribuída para o Juízo Federal da 10ª Vara do Rio de Janeiro (Proc. n° 2006.51.01000124-4), paralisada "na marra" pelo Juiz Federal Alberto Nogueira Junior, objetivando acabar com o monopólio privado da Telemar nos 16 Estados do país.

Fernando Luiz Bornéo Ribeiro
OB/RJ. 31.235

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