* Editorial publicado na edição deste domingo (10/9) com o título “O custo Janot”.
Na segunda-feira passada, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, admitiu aquilo que o Brasil já sabia há um bom tempo: a existência de fatos gravíssimos envolvendo a delação da JBS. Imediatamente após a declaração de Rodrigo Janot, surgiram especulações sobre os possíveis desdobramentos do reconhecimento oficial de que a delação da JBS não era exatamente aquele rosário de virtudes que o procurador-geral da República insistia em apregoar.
Uma vez mais o país se via enredado em questões sobre o futuro de suas autoridades e de suas instituições. E ninguém deixou de perceber como está saindo cara ao País a atuação açodada do sr. Rodrigo Janot.
Desde a divulgação da delação da JBS em meados de maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) foi questionada por conceder tão generosa imunidade ao sr. Joesley Batista. Além de ser uma clara afronta à lei – que proíbe esse benefício aos líderes de organização criminosa (Lei 12.850/2013, art. 4.º, § 4.º, I) –, a indulgência parecia confirmar a velha sina da impunidade para os ricos e poderosos, num inequívoco sinal de que o crime ainda estava compensando. Era um banho de água fria em tantos brasileiros que julgam ter surgido, nos últimos anos, uma Justiça mais efetiva.
Ainda que severamente prejudiciais à moralidade pública, os ventos de impunidade que acompanharam a delação da JBS não foram o principal estrago causado pelo procurador-geral da República. Seu açodamento, tanto na assinatura do acordo de colaboração premiada com o sr. Joesley Batista como na apresentação da inepta denúncia contra o presidente da República, provocou sérios prejuízos ao país, justamente quando o governo e a sociedade buscavam, a duras penas, superar a grave crise econômica e social deixada pelos anos de PT no Palácio do Planalto.
A atuação descuidada do sr. Rodrigo Janot vai muito além dos efeitos sobre as pessoas envolvidas na corrupção da JBS. Ela atrapalhou a vida de todos os brasileiros, ao comprometer o processo de recuperação da economia, no ritmo que havia adquirido, à época, e ao prejudicar o andamento das reformas no Congresso, em especial os trabalhos da reforma da Previdência.
Justamente quando o Legislativo tentava se organizar para conseguir votar um tema difícil, mas indispensável para recolocar o país nos trilhos, como é a mudança do sistema previdenciário, o procurador-geral da República buscou os holofotes para anunciar a existência de provas incontestáveis contra o presidente Michel Temer.
Depois, o país percebeu que não era bem assim – a denúncia da PGR contra Michel Temer estava eivada de inconsistências –, mas o estrago estava feito. Por semanas, a agenda do Congresso ficou sequestrada por uma denúncia artificialmente montada, sem que fosse possível avançar nos temas que de fato podem melhorar a vida da população.
Além de atrasarem o trabalho dos parlamentares, os atropelos do procurador-geral da República prejudicaram a economia do País. No momento em que empresários e investidores começavam a vislumbrar um mínimo cenário de estabilidade e voltavam a apostar na recuperação econômica – investindo, contratando, destravando projetos, etc. –, estava lá o sr. Rodrigo Janot, do alto de seu posto, determinado a desfazer essa impressão inicial, intimidando todo e qualquer movimento de recuperação da economia e do emprego. Sua atuação impôs ao País a agenda da instabilidade.
E mesmo após a Câmara dos Deputados ter trazido um pouco de serenidade e responsabilidade ao caso, negando andamento à inepta denúncia contra o presidente da República, Rodrigo Janot voltou a falar de novas acusações contra Michel Temer. E, se alguém duvidasse da existência real de alguma prova consistente, a mensagem era de que ela surgiria de alguma nova delação, como a de Lúcio Funaro.
O país tem assistido a muitos casos de corrupção. São tantos e tão frequentes escândalos que é difícil dizer qual é o maior e mais grave. É fácil, no entanto, definir a imprudência mais custosa e mais danosa ao país nesses últimos tempos, quando se tem um procurador-geral da República incapaz de perceber as consequências de suas ações. Mais uma vez, fica evidente a importância de se cumprir a lei. Poupam-se muitos problemas.

A economia afundou com a corrupção generalizada capitaneada pelos investigados, não pela ação do MPF, que, sim, cometeu algumas gafes, que pode prejudicar o contexto final, talvez devessem ter deixado a PF à frente das ações de investigação e autuado mais nas arestas, pois fica mais fácil de ver do lado de fora, mas a vaidade, daí para por a culpa no remédio e não na doença vai uma distância muito grande.
Criticar o MPF por tentar fazer alguma coisa é "incrível" já que vem tentando fazer alguma coisa. Como assim, um Presidente que recebe um empresário na calada da noite e escuta absurdos e não denuncia, só isto já era motivo, ele deve dar o exemplo. Estamos estarrecidos com a corrupção, é um deboche ao trabalhador no Brasil onde a maioria ganha próximo a um salário mínimo enquanto vereadores, deputados e por aí vai gastam fortunas com seus gabinetes, por que não começam a diminuir estes gastos, a reduzir benefícios fiscais das grandes empresas. Não podemos ficar nas mãos de pessoas sem escrúpulos, legisladores que só fazem leis que os favorecem. Não sei onde vamos parar.
É o que evidencia esse editorial. Tacha de "inepta" a denúncia do PGR somente porque a Câmara dos Deputados, beneficiada com emendas parlamentares que custaram a bagatela de 3 bilhões ao país, por baixo, impediu o STF de prosseguir no processo contra esse "presidente" que eu não respeito, não devo respeitar, e nenhum brasileiro que se preze respeita ou reconhece. Um tipo que faz o que a bancada ruralista quer e não tem NENHUM respeito pelo meio ambiente, o qual, ele devia entender, é direito fundamental; um tipo que quer impor uma reforma previdenciária que impõe às seguradas perdas duas vezes, pelo menos, maiores do que as impostas aos segurados; basta ver que a idade mínima para as mulheres se aposentarem aumenta em 10 anos, ao passo que as dos homens aumenta em 5; um tipo que mandou a responsabilidade fiscal às favas, acabou com a transparência das contas públicas e das políticas públicas, basta olharem os sites do governo; a lista de desmandos não tem fim. Um tipo que recebe tipos suspeitos fora do Planalto, para conversas questionáveis. Apoiadores desse tipo não merecem nenhum respeito. Como ele.
pej. que ou o que age de forma interesseira e ambiciosa, ao mesmo tempo que simula, esp. através do discurso, virtude ou comprometimento com os interesses populares.
Como bem salientou Ribas do Pardo, o jornal defende a gripe enquanto culpa o resfenol pela sonolência.
O discurso fácil de combate à corrupção política procura ocultar um fato assustador, no sentido de que nenhuma nação democrática atinge o nível de corrupção política elevado, sem a conivência dos adeptos da corrupção jurídica. O Brasil ficará estarrecido com a realização de auditorias independentes ou uma CPI em todas as Corregedorias dos Ministério Público incluindo o CNMP. Lá estará o arquivamento do vergonhoso Caso João Marcos. A maior fraude processual em matéria de delitos de trânsito já praticada no Brasil e que envolve membro do MP. O arquivamento ilegal do inquérito policial foi "abençoado" por Janot e seus corregedores. Mãos manchadas com sangue inocente. Lágrimas de uma mãe que até hoje chora a morte de seu jovem filho. Um vergonha para se intitulam fiscais da moralidade.
Penso que o Jornal está equivocado.
Quem atropelou o País foram os larápios do erário!
Foram aqueles que praticando crimes contra a Administração, inclusive Caixa 2, deixaram ao Brasil em frangalhos.
Quem atropelou o País foram aqueles que praticaram Latrocínio Público contra milhares de Brasileiros os deixando sem saúde, sem segurança pública.
Atropelaram o País foram aqueles que praticaram Latrocínio Público matando milhões de brasileiros sem educação e os condenando a eterna ignorância.
Quem atropelou o País foram os Latrocidas do Erário que condenaram o Brasil a viver quase eternamente sem infraestrutura, sem saneamento básico.
Eles sim atropelaram o Brasil, os latrocidas do erário que condenaram o Brasil a essa crise econômica sem precedente.
Ou para o centenário Jornal alguém ter mais de dez milhões de dólares em casa não é atropelo?
Ou alguém correr numa das ruas da maravilhosa São Paulo, com quinhentos mil não é atropelo?
A crise econômica foi deixada pelos latrocidas do erário que conseguiram atropelar a moralidade deste País.
Se o Jornal disser que isso não é nada, então, concordarei com o editorial.
Todo apoio para a Lava Jato.
Parabéns ao senhor procurador geral da República pelo hercúleo trabalho realizado durante o seu mandato.
Deus abençoe a nova Chefe do Ministério Público.
Parabéns para a Polícia Federal, MPF, Juiz Federal e Tribunais pelo excelente trabalho efetuado em prol do Brasil e em nome daqueles que amam o País.
Os brasileiros do futuro agradecerão o presente (a limpeza) que está sendo efetuada no presente.
Por que exigir perfeição apenas do Janot? Erram os homens, erram as instituições, todos erramos em algum momento da nossa vida pessoal ou profissional! Revela-se verdadeiro absurdo catapultar os poucos erros do Janot à condição de fator de desestabilização da economia e da nebulosa situação política do país, de há muito desmoralizada! Significa ignorar por completo os desacertos e os "malfeitos" dos últimos governantes, ineptos e corruptos elevados à condição de mandatários graças a essa estúpida e incoerente obrigatoriedade do voto! Editorial tendencioso, claramente encomendado pela escória instalada no poder!
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