A Polícia Federal está investigando quem são os grandes fornecedores de drogas no mundo das celebridades. Segundo notícia do jornalista Ricardo Feltrin, colunista do UOL News, um agente afirmou que o Serviço de Inteligência da Polícia Federal em São Paulo estima que um fornecedor de drogas com cerca de 150 clientes “célebres” movimente até R$ 120 mil mensais (com lucro em torno de 50%).
A operação é chamada de Naufrágio. Ainda segundo o colunista, o flagrante e detenção de um suposto traficante em companhia do ator global Fábio Assunção, na última quinta-feira, em São Paulo, é apenas a ponta do iceberg da megaoperação, que já tem dezenas de telefones grampeados (com a devida autorização da Justiça).
O colunista informa que a PF pretende identificar os traficantes e também os usuários de drogas ilícitas. A operação é semelhante à desenvolvida no Rio de Janeiro, que tem identificado e detido os chamados “traficantes classe média”.
Será que teremos defensores do direito à intimidade (sic)das celebridades?
Em tempo:
AVANTE PF!
AVANTE MPF!
Vai dar uma mão-de-obra desgraçada! Todas as "celebridades" enchem a cara de todas as drogas possíveis e imagináveis. Espero que todos tenham, mais dia, menos dia, uma overdose. Quem compra droga, neste país, são os "riquinhos". Pobre não tem dinheiro pra pagar o preço. E, por que não botar as "celebridades" também na cadeia? Se não houvesse consumidores, não haveria tráfico. Só não pode é dar idéias ao molusco de cobrar impostos sobre as drogas. Ele libera, no ato! Por decreto, como ele tem governado.
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.
Avante PF nos cartões corporativos e nos cuecões, já que, por acidente, descobriu-se apenas uma cuequinha. E o caso do dossiê? Que fim levou? Encontrarão celebridades maiores naquelas bandas. É só querer.
Ufa!
Tenho certeza que, por se tratar de celebridades, infezlimente vai "passar batido".
"Traficante de Luxo" é coisa quase tão antiga quanto o rascunho do "Livro do Gênesis". Uma questão ficou muito vaga, quem eles classificam como "celebridades"? Cocaína servida em bandeja de prata não é privilégio de socialite ou classe artística, como, simili modo, já se mostrou, o caso da prostituição de altíssimo luxo no DF. Quanto aos resultados práticos, numa palestra que assisti em 2006, não preciso citar o nome, é nacional, um fantástico psiquiatra forense falou tudo que tinha contra a na nova LEI Nº 11.343, DE 23 DE AGOSTO DE 2006. Tínhámos uma lei de drogas que foi substituida por esta, que se pegas pela PF, as penas para as "celebridades" estão no artigo 28.
Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas:
I - advertência sobre os efeitos das drogas;
II - prestação de serviços à comunidade;
III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.
§ 7o O juiz determinará ao Poder Público que coloque à disposição do infrator, gratuitamente, estabelecimento de saúde, preferencialmente ambulatorial, para tratamento especializado.(...)
Estou com quem defende posição, se há mercado de consumo, há demanda, e se há demanda e o lucro é bom, há fornecedor. Resultado, quem tem cash não precisa traficar para sustentar o vício, o máximo que pega é uma recomendação de internação em clínica especializada. E aos pobres que começam a traficar para manter o vício, os rigores da lei, inclusive a lei do tráfico, quem adquire e não paga, "cerol". Grande lei de drogas...
O problema do consumo de drogas ilícitas parece ser de saúde pública. Cheirar cocaína, fumar maconha ou usar outra droga que o Estado afirme ser ilegal, não difere do uso de álcool, isoladamente. No Brasil 80% das mortes em acidente de trânsito está ligado ao uso de álcool (e não cocaína ou maconha). Sou a favor da manutenção da intimidade do cidadão que poderia escolher qual a melhor dose de droga a ser consumida para si. Deixar que o Estado escolha a droga ideal ao consumo é barbaridade do século passado. A substância cocaína quando misturada a outras substâncias nocivas à saúde torna essa droga muito perigosa. É melhor que se consuma a cocaína com alto grau de pureza. Daí, na classe média ou alta, se buscarão os consumidores- traficantes e não os traficantes que vivem desse meio de vida ( que certamente estão nos cartéis, tal qual Abadia). E colocar celebridade na cadeia não modificará em nada o tráfico de drogas ilícitas. Sou a favor da liberdade de escolha e muito mais que isso, que o cidadão, num país de alto grau de consumo de álcool, pudesse escolher para si o tipo de droga que melhor lhe mudasse o estado psíquico que quer para si. Ou proíba-se tudo, ou se dê adequação ao uso das drogas ilícitas, industrializando-as, mediante regras de consumo, cobrando-se impostos que hoje se encontram nas mãos dos chamados “Abadias da vida”.
Otávio Augusto Rossi Vieira, 41
Advogado Criminal em São Paulo.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login