Universal mal disfarça seus interesses comerciais

[Editorial do jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira (19/2)]

Bispos da Igreja Universal do Reino de Deus desencadeiam, contra os jornais Extra, O Globo, A Tarde e esta Folha, uma campanha movida pelo sectarismo, pela má-fé e por claro intuito de intimidação.

Em dezembro, a Folha publicou reportagem da jornalista Elvira Lobato descrevendo as milionárias atividades do bispo Edir Macedo. Logo surgiram, nos mais diversos lugares do país, ações judiciais movidas por adeptos da Igreja Universal que se diziam ofendidos pelo teor da reportagem.

Na maioria das petições à Justiça, a mesma terminologia, os mesmos argumentos e situações se repetiam numa ladainha postiça. O movimento tinha tudo de orquestrado a partir da cúpula da igreja, inspirando-se mais nos interesses econômicos do seu líder do que no direito legítimo dos fiéis a serem respeitados em suas crenças.

Magistrados notaram rapidamente o primarismo dessa milagrosa multiplicação das petições, condenando a Igreja Universal por litigância de má-fé. Prosseguem, entretanto, as investidas da organização.

Não contentes em submeter a repórter Elvira Lobato a uma impraticável seqüência de depoimentos nos mais inacessíveis recantos do país, os bispos se valeram da rede de televisão que possuem para expor a pessoa da jornalista, no afã de criar constrangimentos ao exercício de sua atividade profissional.

É ponto de honra desta Folha sempre ter repelido o preconceito religioso. A liberdade para todo tipo de crença é um patrimônio da cultura nacional e um direito consagrado na Constituição. A pretexto de exercê-lo, porém, os tartufos que comandam essa facção religiosa mal disfarçam o fundamentalismo comercial que os move. Trata-se de enriquecimento rápido e suspeito e de impedir que a opinião pública saiba mais sobre os fatos.

Não é a liberdade para esta ou aquela fé religiosa que está sob ataque, mas a liberdade de expressão e o direito dos cidadãos à verdade.

Mauro disse:
19 de fevereiro de 2008 às 12:15

Atenção; na nossa democracia não é permitido criticar nem se sentir ofendido com as reportagens de jornais com a Folha, Estado, Globo e Veja. Calem-se todos. Mantenha-se calado se o seu nome aparecer difamado em qualquer um desses jornais. Contra a imprensa o cidadão comum só tem direito a uma bela de uma mordaça.

silva disse:
19 de fevereiro de 2008 às 12:32

É engraçado como os folhetins tupiniquins se comportam quando o fogo se volta contra eles...

Conclamo os advogados do site a vasculharem as peças defensivas dos veículos de comunicação, quando tentam colocar a liberdade de expressão como direito absoluto.

É sempre o argumento de que a liberdade de imprensa se sobrepõe a honra do ofendido, e que toda a liminar para impedir que se publique uma notícia é vista como afronta à liberdade de expressão.

Os últimos tempos têm sido muito importantes para que vejamos como funciona a tão falada liberdade de expressão nos veículos de comunicação.

O Paulo Henrique Amorim virou porta-voz da Universal do Reino de Deus; Diogo Mainardi porta-voz da VEJA; Luis Nassif porta-voz da FOLHA.

TODOS COM LIBERDADE DE SE EXPRESSAREM, DESDE QUE NÃO CONTRARIEM INTERESSES DOS PATRÕES.

Do outro lado, ficam os sobreviventes da Escola Base, os Juízes Beethovens da vida. Pessoas de reputação ilibida, que do dia para a noite tornam-se supostos delinquentes.

Espero que os fiéis da Universal, do oligopólio Monárquico, entupam o Judiciário com ações. Só assim teremos a tão sonhada discussão sobre os limites da libertinagem da imprensa.

Como diria uma raposa felpuda: É em briga de cumadres que se dizem verdades.

Rossi Vieira disse:
19 de fevereiro de 2008 às 12:43

Bem vindos ao Estado Democrático de Direito, pessoal da Folha.

Otávio Augusto Rossi Vieira, 41
Advogado Criminal em São Paulo

olhovivo disse:
19 de fevereiro de 2008 às 12:54

Uma sugestão oportuna para o momento: que tal os empresários, donos dos grandes veículos de comunicação, divulgarem suas atividades milionárias. Assim, fica tudo transparente, a democracia sai fortalecida e esse tabu é sepultado.

Comentarista disse:
19 de fevereiro de 2008 às 13:41

Os comentários proliferam mas ninguem - ABSOLUTAMENTE NINGUÉM - responde à pergunta que não quer calar, ou seja:

- OBJETIVAMENTE, quais as "grandes diferenças" teológicas, litúrgicas e MORAIS existentes (se é que existem) entre a igreja Universal e a Católica Romana, considerando que:

1) O bispo da Universal está para seus fiéis tal qual o Papa está para os católicos romanos;

2) Enquanto um deles mora em uma mansão no Brasil, o outro está suntuosamente instalado no Vaticano (quando não está viajando, é claro);

3) O patrimônio da Universal está sendo construído com o dinheiro dos dízimos dos fiéis, enquanto o império romano foi construído - dentre outras - com o dinheiro "limpo e santo" das indulgências (muitas das quais vendidas a preço de ouro para conhecidos déspotas e ateus do passado);

4) Enquanto o bispo é considerado - por seus fiéis - como um verdadeiro emissário de Deus na terra, o Papa se considera o próprio Cristo (sic)!

Ora, ora...

Cadê as diferenças?!?

Claudio Pereira de Morais disse:
19 de fevereiro de 2008 às 14:05

Estranho pois no passado quem não respeitou o direito à religião foi a própria IURD quando não sei qual Bispo chuto uma imagem de uma "santa" em seu programa. Pq tanto repercursão agora com a matéria de jornal.
Acredito que o único problema das igrejas no Brasil e ser isenta de impostos, este o motivo de tanta revolta.
Não concordo com tudo o que esta na matéria da ilustre jornalista, da mesma forma que não concordo com o chute na "santa".
O que falta para todos é respeito e aprender a viver com as desigualdades.

BB disse:
19 de fevereiro de 2008 às 14:40

Prezado Comentarista,

Eis a única diferença: se você criticar (ainda que respaldado de inúmeros argumentos comprovados e/ou históricos) a Igreja Católica no Brasil, será imediatamente rotulado (pervertido, herege, comunista, pá virada, rebelde etc.), ao passo que criticar outras religiões é plenamente aceitável (diria até que é outro esporte nacional).

Interessante notar como alguns condenam nas outras religiões práticas também existentes nas suas, ainda que veladas e "aceitáveis" (tradição).

Claro que os pedidos de dízimo da Universal são muito mais ostensivos, entretanto, é muita inocência alegar que na Igreja Católica é um ato meramente voluntário. Na Igreja que minha avó frequenta o lema é: "Faça as pazes com Deus, doe dízimo, que deve ser a primeira parte do salário, não o que sobrar dele". Pasmem!

Por derradeiro, urge lembrar que ainda é difícil separar Estado (que é laico, frise-se) e Igreja no Brasil. Tanto que possuímos inúmeros feriados religiosos (nem se argumente que os católicos são maioria, senão deveremos ter feriados flamenguistas também), bem como foram gastos milhões do erário com a visita do Papa Bento XVI (por acaso financiaram as visitas do Dalai Lama e outros líderes religiosos?)...

Armando do Prado disse:
19 de fevereiro de 2008 às 14:43

Tudo bem. Tudo bem. Apenas, um detalhe. O Folhão não tolera contrariedades. Claro, a tal da igreja está usando estratégia equivocada, mas que a mídia da unanimidade não tolera divergência, isso não tolera mesmo.

FFF disse:
19 de fevereiro de 2008 às 14:46

O problema, na verdade, não é a crença do fiel (de qualquer religião), mas sim a utilização da religião para fins ilícitos. As imunidades existem para os impostos, desde que o recurso seja revertido para a finalidades essenciais das entidades (art. 150, §4º CF). Desta forma, cabe aos órgãos responsáveis verificarem se está sendo respeitada tal regra, caso contrário tributar, com multa e juros, bem como suspender a imunidado, nos exatos termos que recentemente ocorreu com os partidos políticos. Por outro lado, remessa ilegal de dinheiro para o exterior; dinheiro vivo utilizado para comprar votos; bem como outras infrações, inclusive propaganda enganosa e enriquecimento ilícito também devem ser investigadas, e se for o caso, punidas. Desta forma, voltará ao normal. Aliás, por não ter nenhuma religião, fico a vontade para dizer que os meios de comunicação escrita não quiseram criticar uma religião, mas sim, demonstrar como o dinheiro anda na República das Bananas, como bem fazem quanto ao Mensalão, dinheiro na cueca, malas e caixas de papelão, cartões corporativos, desvios públicos em licitações, pan americano´s e tantos outros.
Por fim, a forma com que estão atacando a jornalista de um jornal sério e tradicional, é uma covardia. O poder judiciário não permitirá tal desproporcionalidade, até por que também está sofrendo uma ameaça, pois, uma avalanche de ações incentivadas é algo muito grave. No mínimo, a jornalista só poderia responder a ações no seu domicílio, e os órgãos investiguem os fatos e punam os infratores, seja quem for.
Minha solidariedade aos meios de comunicação, continuem exercendo sua importante função e profissionalizando de forma a não afrontarem os direitos dos cidadãos.

Carlos disse:
19 de fevereiro de 2008 às 15:06

Para mim falar que a igreja Universal "lava" seu dinheiro em paraíso fiscal não é ofensa a fiéis.

Ora, os fiéis não tem que entrar com ação contra a Folha e sim contra a igreja, para prestar contas do TAL DÍZIMO.

BB,

Já estive na sede da igreja Universal em SP e em duas horas que lá fiquei só foi falado sobre DINHEIRO. Tudo girava em torno de se sacrificar e doar ou fazer o dízimo. Não ouvi uma palavra de conforto e sim o jogo do dinheiro. Chamando gente lá na frente para mostrar que deu seu carro caindo aos pedaços para a igreja e depois de 3 meses estava de carro novo em com um baita emprego.

Em uma certa hora o pastor começou a insitar os fiéis a doarem. Começou com pedido de 30 mil e foi baixando.

Os tais 312 "pastores", passavam com sacolas para recolher dinheiro ou cheque.

Quero ver alguém aqui desmentir sobre este fato.

Ora, assuma que doa e que não se preocupa com o que e a igreja faça com o seu dinheiro. Agora querer processar a Folha pq saiu reportagem dizendo que A IGREJA UNIVERSAL "esquenta" as doações em paraísos fiscais, é absurdo.

Se eu fosse juiz os fiéis, NESTE CASO, iriam perder.

Carlos Rodrigues
berodriguess@yahoo.com.br

silva disse:
19 de fevereiro de 2008 às 15:48

Acho que a questão não é se o que a IURD faz é ilegal, imoral ou engorda....

A questão é que no Estado de Direito cabe ao Juiz decidir se existiu ou não ofensa...

Não cabe, portanto, a FOLHA se arvorar no papel de magistrado e querer decidir o que o Juiz deve fazer, utilizando, para tanto, matérias com os Juízes que decidiram ao seu favor.

Os magistrados têm toda a liberdade de proceder a citação da Folha para apresentar suas razões..

VIVA A DEMOCRACIA!

Marcio M. disse:
19 de fevereiro de 2008 às 18:56

É lamentável. Daí é que se vê o nível dos advogados neste país. Uma notícia que deveria fomentar a discussão sobre a utilização indevida de um instrumento jurídico descamba, inclusive com a troca de ofensas, para a defesa de credos religiosos.

gilberto disse:
19 de fevereiro de 2008 às 19:22

O que a Igreja Católica e o Santo Padre têm a ver com isso??? A questão não é entre a Folha de São Paulo e os estelionatários da fé da IURD?

Comentarista disse:
19 de fevereiro de 2008 às 19:36

O Papa poderia dar uma explicação - digamos - "moral" com relação à origem do "modesto" patrimônio da igreja católica romana...

Aliás, um encontro entre ele (o Papa) e o bispo da Universal a respeito de tal matéria seria realmente muito "interessante"...

Ora, enquanto um mora numa mansão no Brasil, o outro está suntuosamente instalado em Roma (quando não está viajando, é claro).

E enquanto um é considerado como um represante de Deus na terra (pelos seus fiéis, é claro), o outro se julga o próprio Cristo (sic.)!

Etc., etc. e tal.

Por fim, não esqueçamos de orar para os dois, pois, considerando-se o que consta nas Sagradas Escrituras, ambos vão precisar de bons defensores e da infinita misericórdia de Deus no último dia.

Com a palavra, os puritanos, os santos de plantão e os demais que pouco lêem a Bíblia Sagrada (e tampouco outros livros do gênero) mas sempre insistem em opinar sobre assuntos como este.

A.G. Moreira disse:
19 de fevereiro de 2008 às 22:11

Pelo que se vê, o "comentarista" pergunta (faz anos) e, por falta de quem responda o que ele quer ouvir, ELE, próprio responde a si mesmo ! ! !

É muito comum, neste site, existirem pessoas com 2 apelidos ! ! !

A.G. Moreira disse:
19 de fevereiro de 2008 às 22:27

Quando se deixa de lado o tema em foco da discussão, para entrar em "preferências" religiosas ou "teologias comparativas" , comete-se o erro de "julgar e condenar" o cidadão brasileiro que paga impostos, porque o governo lhe dá mau uso cometendo a malversação do dinheiro dos contribuintes ! ! !

Se esse é o caminho, faça-se campanha para que os cidadão PAREM de pagar impostos ! ! !

Carlos disse:
19 de fevereiro de 2008 às 22:55

GOSTO DE SER OBJETIVO EM MINHAS COLOCAÇÕES AQUI.

Mas percebo que alguns comentaristas divagam sem mostrar fatos objetivos.

MOSTREM PARA MIM, EM QUE PONTO A REPORTAGEM DA FOLHA CAUSOU DANOS AOS FIÉIS. ONDE???? GOSTARIA DE SABER. EU NÃO VI NADA QUE ATINGISSE OS FIÉIS.

Será que alguém vai conseguir me mostrar?

Não fiquem falando que a imprensa é isso ou aquilo. Estamos discutindo ESTE (ESTE) ACONTECIMENTO. REPORTAGEM SOBRE A IGREJA UNIVERSAL.

Leiam a reportagem e digam ONDE a Folha causou eventuais danos aos fiéis...

Carlos Rodrigues
berodriguess@yahoo.com.br

Junior disse:
19 de fevereiro de 2008 às 23:12

Vejo o seguinte: a Folha, juntamente com os outros jornais, acreditam que estas ações intimidam o direito de liberdade na imprensa. O que mais acho engraçado, é que querem ter liberdade para falar o quiser sem sofrerem por isso nenhuma reação. Tratam esta igreja como uma facção (tratamento dado a bandidos, exemplo: facção do PCC) e não percebem que a igreja é formada pelos fiéis, é óbvio que não são obrigados a aceitar ofensas deste tipo numa boa. Será que se outro órgão da imprensa tratasse a Folha de São Paulo, ou o Globo de: Facção Folha de São Paulo, Facção o Globo seus líderes e funcionários não procurariam seus direitos??? Faltou respeito dos jornalistas e da redação para com todos os fiéis que frequetam a igreja. Torço para que os juizes tenham bom senso e punam sim a todos os responsáveis, pois se eles tem liberdade para falarem o que querem, então que provem o que falaram, ou assumam as consequencias.

acs disse:
19 de fevereiro de 2008 às 23:33

a rigor os fieis da universal não sabe o que fazem,são alienados(mentais pelo menos)e deveriam ter seus interesses tutelados.acorda brasil,não da mais para permitir que meia duzia de espertalhões explorem os inocentes uteis,no mais das vezes analfabetos funcionais em nome de uma pseudo liberdade de culto.

acs disse:
19 de fevereiro de 2008 às 23:36

processo é pouco para os infiéis que injuriarem edir macedo.ele vai comandar/determinar a morte dos infieis e as ovelhas que se imolarem para defender este santo 171 vão ter milhares de virgens no paraiso.

Comentarista disse:
20 de fevereiro de 2008 às 03:09

O Grupo Folha está começando a entender, de fato (e mesmo que seja "na marra"), o que é direito de ação e democracia...

E é bom que faça logo um acordo com o dono da Record, pois, caso contrário, em pouco tempo vai ter que contar com a maior equipe jurídica do país!

Hehehe...

Sandra Paulino disse:
20 de fevereiro de 2008 às 08:58

A Folha, como qualquer outra empresa jornalística, mesmo aquelas que não contam com apoio de qualquer partido político, DEVE se submeter à escravidão da lei e essa postura de "continuar" a ofender e denegrir vai"continuar" lhe rendendo processos e prejuízo. Eis aí uma excelente oportunidade do Judiciário Brasileiro mostrar sua independência. São Paulo, como sempre sai na frente com esse estandarte. Por que ela não muda o foco e faz uma reportagem sobre o dinheiro dos fiéis (bagatela de R$ 10.000.000.,) que o Governo Federal apreendeu ILEGALMENTE, fez sensacionalismo e sensacionalismo e sensacionalismo escancarado e AINDA NÃO DEVOLVEU?

Najla disse:
20 de fevereiro de 2008 às 09:06

Todos deveriam parar e pensar. Em um país democrático em que vivemos há de se falar em RESPEITO. Respeito ao cidadão que tem o DIREITO de professar sua fé seja em que Religião e Igreja que for. E aplicar ela da forma que seja. Existe sim pessoas que são Analfabetas mas isso não as descaracterizam como Cidadões. A Igreja Universal é sem dúvida nenhuma a Igreja que tem o maior crescimento não somente no Brasil mas pode se falar no mundo. E o que os senhores devem PARAR e PENSAR é se todas essas estão sendo enganadas. O Direito de serem respeitadas deve ser cumpridos, não vamos mais aceitar sermos chacotas desta sociedade que é tão corrupta e vou mais além Corruptos são aqueles que usam o dinheiro do povo brasileiro para comprar tapioca no Rio de Janeiro.
Estão querendo desviar a ateção da verdadeira corrupção.
Mais uma vez peço para que os senhores reflitam. Tem que ser mantido o Respeito à todos.

MFG disse:
20 de fevereiro de 2008 às 09:39

Não sou a favor nem contra as atitudes da IURD porém se a igreja prega a todos os fiéis os mandamentos de Deus e Jesus ficam as dúvidas:
1º Se sente ofendida por comentários em jornais.
2º Parte para o revide de forma agressiva
3º Pede indenização por dano moral (busca por bens materiais ou seja mais dinheiro)
Será que realmente estão pregando os ensinamentos do Mestre realmente?

futuka disse:
20 de fevereiro de 2008 às 12:22

O problema não está na tão mencionada igreja, nem em toda a mídia, pelo que me consta são cidadãos(ãs) brasileiros(as), pagam impostos e sentiram-se ofendidos(as)por uma matéria publicada por um orgão 'emblemático' da mídia aos 'quatro cantos' do País. Então é normal que surjam ações pelos 'quatro cantos'. O ingresso no judiciário para sanear é imprecíndivel e salutar para ambas as partes, envolvidas, ou não!?

A JUSTIÇA TEM E DEVE SER FEITA PARA TODOS!!!

Vítimas de Estelionatário Enir de Assis Marques Enir Sassi disse:
20 de fevereiro de 2008 às 12:27

Em resposta a:
Najla (Estudante de Direito - - ) 20/02/2008 - 09:06

Como é que é? Um(a) estudante de Direito escrevendo "cidadões"??? Temo pela qualidade dos futuros advogados e advogadas que estarão nas bancas em pouco tempo, se começam por escrever incorreções tamanhas como esta sua missiva. Deus tenha piedade dos que verdadeiramente precisarem da Justiça nos próximos anos... Terão que procurar bastante até encontrar advogados bons, competentes, imparciais e de boa formação...

E além disso, o/a missivista confunde o conceito de "respeito" (muito símples de entender: basta tratar o semelhante como queremos ser tratados) com o conceito de exploração de crédulos e lavagem de dinheiro (ainda mais simples de entender: basta olhar o que o governo brasileiro faz conosco há muitas décadas).

Todos têm direito ao credo que preferirem. Ningúem tem o direito de expropriar fiéis e de praticar evasão de divisas não explicadas e não declaradas. Nenhum crime pode ser praticado. Muito menos em nome de Jesus, de Deus ou de uma religião, seja ela qual for.

A questão é simples assim.

Não estou criticando a igreja Iurd. Estou criticando os crimes praticados, a ganância por dinheiro e o flagrante desrespeito aos fiéis. (Não nos esqueçamos dos episódios do "chute na santa" e daquela cena de ridículo e constrangedor chafurdar sobre montes de cédulas de dinheiro praticado por ninguém menos que o próprio auto-intitulado bispo.)

Os crimes atualmente imputados à Iurd poderiam, sim, ter sido praticados por qualquer outro tipo de empresário ou político no país, como vemos acontecer o tempo todo, e cada vez com mais freqüência. Mas não é porque há outros criminosos que os praticam que vamos legitimar e aceitar sua prática por parte da Iurd. Ou vamos?

argento disse:
20 de fevereiro de 2008 às 13:54

É triste ver o que se passa e a exploração que hoje em dia é feita em nome de Jesus e de Deus....Está tudo tão mercantilizado...só apregoam milagres...e a recinto de "orações" muitas vezes parece apresentar verdadeiros espetáculos circenses... E,enquanto isso,os dirigentes enriquecem à custa da boa fé do povo.!

Vítimas de Estelionatário Enir de Assis Marques Enir Sassi disse:
20 de fevereiro de 2008 às 15:38

Quanto a limpidez da instituição Iurd como entidade religiosa, há o que se comentar e discutir (e muito)...
Afinal, lançaram mão apenas do que há de fácil digestão nas religiões (deturpando o conceito da "prosperidade abençoada" provindo do protestantismo), bateram no liquidificador apenas o que interessava mais, e agora servem com generosa cobertura de melífluas promessas de boa vida para quem "é da obra". Para os envolvidos no poder da tal "obra", não há dúvida. Basta ver a novíssima mansão de Edir em Campos do Jordão, para quem sabe do que estou falando.
Religião não é isso. Ponto final.

Outro aspecto: praticar crimes na política como ocorre no Brasil há muitas décadas já é triste e inaceitável o suficiente. Mas praticar crimes financeiros e de outras ordens em nome de Deus ou em nome de qualquer deus é de uma hediondez mórbida eviscerante... Não deveria ser assim.
Talvez, se o povo tivesse mais cultura e educação?

Comentarista disse:
20 de fevereiro de 2008 às 17:55

Com interesses comerciais ou não, a verdade é que o dono da Record está "enquadrando" o Grupo Folha, que, de quebra, está - de fato - conhecendo o que realmente é a tal da democracia.

E se a Folha não costurar com urgência um "acordão" com o bispo, vai ter que direcionar grande parte de seu orçamento (comercial também, diga-se de passagem) para bancar o que talvez venha a ser a maior equipe jurídica do país para se defender.

Hehehe...

Junior disse:
20 de fevereiro de 2008 às 21:25

IMAGINEM ESTA NOTÍCIA: uma facção católica passou em minha rua fazendo uma procissão, tudo indica que a liderança católica "esquente" seu dinheiro em paraisos fiscais.
Será que no texto acima não há nenhum desrespeito para com a comunidade católica???? Acho muita falta de respeito uma jornalista usar certas expressões e indiretas simplesmente em cima de uma opinião pessoal dela. Torço para que tanto a jornalista quanto os jornais percam as ações, pois só assim vão tratar o povo brasileiro com respeito, indiferente de raça, situação econômica e religião.
A IGREJA É FORMADA PELO POVO, PORTANTO QUE ESTE PROCURE SEUS DIREITOS SIM!

Richard Smith disse:
21 de fevereiro de 2008 às 01:05

Não, amigo Júnior, seria (note o condicional) absurdo e ignorante apenas.

Explico: facção se aplica a dissidentes dentro de um grupo social (não-religioso) ou político. Como foi o caso dos grupos de esquerda na década de 60 e 70.

Em religião se diz SEITA, que advém do latim "sectare" (dividir, separar).

Assim, da "Reforma" de lutero, e da sua doutrina do "livre-exame" das Escrituras sagradas advieram inúmeras "secções" que resultaram no verdeiro caos que hoje existe pelo mundo, com mais de 33.000 (trinta e três mil!) denominações diferentes, (isso pelo menos até o ano de 2.000 quando foi feito este "censo"). Umas que pregam o batismo de crianças, outras só de adultos e outras ainda negam a necessidade do mesmo, isso para falarmos apenas de uma das características teológicas existentes entre elas.

E a tal IURD é apenas mais uma entre milhares de outras denominações de orígem pentescostal.

Constituindo-se assim, a rigor, "seitas" (= separações) da herética doutrina luterana que principiou-se como pretendendo ser um movimento de "reforma" do Catolicismo.

O mais engraçado é que lutero voltou-se raivosamente contra a autoridade Papal de interpretar e confirmar as Escrituras, mas cada protestante se acredita imediatamente iluminado pelo Espírito Santo ao abrir a Bíblia.

Ou seja: milhões e milhões de papas andando por aí, cada um com a sua interpretação da Palavra!

Não poderia dar em outra coisa.

Um abraço a você.

Mauro disse:
22 de fevereiro de 2008 às 08:51

Acho que milhões e milhões de pessoas interpretando livremente a Bíblia é algo bem mais democrático do que um homem que não atributos especiais nenhum dizer a todos como devem pensar, agir e crer. A Globo usou o termo "seita" com clara intenção de ofender a IURD, o que não é a primeira vez que ela o faz.
As palavras tem seu sentido etimologico, mas historicamente seus contextos mudam. Um exemplo; o PT na década de 1980 poderia muito bem ser considerado uma facção, mas hoje não mais o é. Em relação ao protestantismo é a mesma coisa. Na época de Lutero poderia ser considerado uma seita, mas historicamente isso só se sustenta em um país de predominancia católica como o Brasil e é um preconceito bastante conveniente ao catolicismo.

Vítimas de Estelionatário Enir de Assis Marques Enir Sassi disse:
22 de fevereiro de 2008 às 10:55

Richard Smith disse-o muito bem. A própria Iurd deveria ter orgulho de ser chamada de "seita", pois é exatamente isso a que se propõe ser. A "indignação" que a Iurd mostra apenas comprova a ignorância das pessoas que a compõem, para não entrar nos meandros da má-fé. Seria o mesmo que considerarem-se ofendidos por serem chamados de "dissidentes" os que deixam partidos políticos por discordar das regras internas. Ora, não foi para "dissentir" que se manifestaram?
Volto a insistir que os defensores das práticas da Iurd deixam de lançar luz sobre o fato de a "igreja" ter empresas no exteror, promover evasão de divisas e crescer por meio de enriquecimeto ilícito. E sabe-se que su riqueza provém apenas em parte (grande parte, é fato) dos dízimos de fiéis. E a outra parte? De onde vem?

Richard Smith disse:
26 de fevereiro de 2008 às 09:13

Meu caro amigo Mauro, autóctone e relativista:

Os milhões de "papas" propiciaram o surgimento de mais de 35.000 (trinta e cinco mil) seitas e denominações diferentes, cda uma se dizendo diretamente orientada pelo Espírito Santo, e portanto, possuidora da Verdade. Isso é um fato.

Depois o amigo diz que a Pedro não foi dada primazia e prerrogativa nenhuma, afirmação que contraria a Escritura. Isso também é um fato.

No mais, o amigo expõe todo o seu relativismo ao distorcer fatos históricos.

Mal-comparando e pedindo excusas pela grosseria é como se você dissesse:

"Fulano, em determinada época, poderia ser considerado viado, mas hoje, é somente uma pessoa liberal"

Tem cabimento?

Quanto ao PT, o caro amigo também está errado. A sua formação reunindo pessoas de diversas correntes, porém sob uma roupagem "filosófica" totalmente nova, o leninismo de cariz gramsciano foi uma coisa total mente nova, não resultando de nenhuma cisão como as observadas anteriormente.

Neste diapasão, para que lutero pudesse ser considerado "autêntico", seria preciso que tivesse recebido uma "nova" revelação, como maomé ou o delirante e linchado joseph smith.

Um abraço a você.

Mauro disse:
27 de fevereiro de 2008 às 19:59

Meu caro amigo gringo, não-autóctone, dogmático Richard.

Os 35000 atribuem a si a prerrogativa de possuir a Verdade do mesmo modo que a Igreja Católica e milhares de outras religiões cristãs, não-cristãs, orientais etc. Acaso já viste algum líder religioso dizer que não tinha certeza se sua doutrina era verdadeira? Eu nunca vi. E, além disso, dentre esses 35000 existem muitos que possuem corpo doutrinário e litúrgico semelhantes, senão iguais, sendo suas diferenças apenas no âmbito histórico. Exemplo; considero a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa muito semelhantes em vários aspectos sendo o grande cisma, um fato histórico, a principal diferença entre elas.
Eu não confundo fatos históricos, você é que confunde o que é relativismo. Basicamente é bem diferente de subjetivismo e significa que todo conhecimento humano é relativo e do ponto de vista ético, bem e mal variam segundo os tempos e as sociedades, podendo ou não haver progresso nessas mudanças.
Assim sendo, se você, um dogmático de carteirinha, é contra o relativismo, então, você é favorável a escravidão, pois há 200 anos não era considerada um crime. Entretanto, devido ao fato de que o conhecimento humano precisa aumentar, e os valores éticos evoluem conforme as épocas, a escravidão, que era uma atividade plenamente legal, sendo o Brasil o último país do mundo a deixar de praticá-la, tornou-se um crime. Você também é favorável a ditadura, pois segundo a rigidez do seu dogmatismo ela não deveria ter sido abolida. Você é favorável também a inquisição e a venda de indulgências, pois estas também não são relativas aos tempos e épocas específicas.
E quanto ao PT, ao contrário do que você pensa, não estou nem aí para eles. Apenas os citei como exemplo.

Adhemar Guedes disse:
02 de março de 2008 às 14:59

Penso que agora, depois das sabias decisões dos magistrados em extinguir os processos sem o julgamento do mérito, pela inexistência de interesse processual, bem como a ilegitimidade, os fiéis irão abrir os olhos e deixar de ser ludibriados e manipulados (pelo menos nesse caso Folha X Universal) pelos expert na arte de dominar a mente dos fracos.

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