Streck: Constituinte sem povo, sem parlamento e… Sem Supremo!

O general Mourão, candidato a vice-presidente de Bolsonaro, acaba de defender que o país faça uma nova Constituição, mais enxuta e focada em "princípios e valores imutáveis" (sic), mas não necessariamente por meio de uma Assembleia Constituinte. Sim, ele disse isso. Para ele, o processo ideal envolveria uma comissão de notáveis (sic), que depois submeteria o texto a um plebiscito, para aprovação popular. E fechou com esta frase: "Uma Constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo".

Bingo. É isso. Um candidato a vice-presidente, que quer chegar ao poder pelo voto, despreza a Constituição, o parlamento e o próprio Supremo Tribunal Federal. Isso porque a tese do general Mourão só tem “viabilidade” se, antes, for fechado o parlamento e, é claro, também for fechado o STF, que, por óbvio, haveria de declarar absolutamente inconstitucional uma “constituinte sem povo” (sic), outorgada por uma “comissão de notáveis” (sic), rasgando ao meio a Constituição de 1988. Tão claro isso, pois não?

Ou seja, o general precisaria, para realizar seu intento, de um novo AI-5, especialmente a redação do artigo 11: Todos os atos decorrentes deste ato são insuscetíveis de revisão pelo judiciário (especialmente pelo STF). Os mais jovens nem sabem o que isso quer dizer. Pena.

Incrível como não nos acostumamos a viver em democracia. Há um vírus que está encalacrado em nosso inconsciente. Um vírus que mistura herança escravocrata, patrimonialismo e regimes de exceção. Os períodos democráticos, quando acontecem no país, fazem com que os saudosos se cocem. Essa comichão vai crescendo e vira uma feridinha. Se deixarmos que “evolua”, teremos algo incontrolável.

Peço que os democratas ajudem a convencer a todos os partidos e candidatos — inclua-se qualquer proposta de constituinte, venha do general ou do PT ou PSDB ou do PDT ou de quejandos — que uma democracia se faz, e só se faz, respeitando as regras do jogo. Simples assim. Porque quem acha que precisa de uma nova Constituição cai em uma contradição: se não obedece a esta, mas quer uma nova, por qual razão ele obedecerá a nova?

Parece óbvio ter que dizer o óbvio, que é sempre ladino. Desvelar as obviedades do óbvio é tarefa que se impõe. O problema da fala do general não é o seu conteúdo estrito, mas, sim, o simbólico que ela representa. Parece que ele quer testar o “sistema”. Gestar o ovo da serpente. E atiçar as viúvas do arbítrio.

Chamemos, pois, os democratas. Chamemos os cientistas que podem explicar a todos que a terra não é plana (a linguagem é metafórica — o estagiário levanta a placa com os dizeres: ele-quer-dizer-que-dizer-que-a-terra-não-é-plana é óbvio, isto é… Deixa pra lá, entenda quem quiser entender). Enfim, lembremos de Darcy Ribeiro e seu Tratado de Obviedades; Deus é tão treteiro, faz as coisas tão recônditas e sofisticadas que ainda precisamos dessa classe de gente, os cientistas, para desvelar as obviedades do óbvio.

Tudo óbvio demais e nada mais tenho a dizer. Mas atentemos para a tempestade perfeita que vem se formando.

Machado de Assis, sempre ele, tem um conto chamado O Espelho – Esboço de uma Nova Teoria da Alma Humana. Quatro ou cinco cavalheiros debatem, uma noite, várias questões de alta transcendência. Quatro ou cinco? É que um deles, o quinto personagem, provinciano, capitalista, inteligente, não sem instrução, astuto e cáustico, não discutia nunca. Naquele dia se dispôs a discutir algo, só que “a discussão” era um monólogo: “Se me replicarem, acabo o charuto e vou dormir”.

Pois é. Talvez o general esteja avisando: se me replicarem, acabo o charuto e vou dormir!

Rejane Guimarães Amarante disse:
14 de setembro de 2018 às 15:37

Sempre defendi aqui no Conjur e outros sites e redes sociais a Constituinte do Povo, por convocação através de candidaturas independentes de partidos políticos, eleitas em votos em cédulas de papel com fiscalização da apuração por toda a sociedade. E defendi e ainda defendo que essas eleições não deveriam ocorrer por meio de urna eletrônica e sem candidatos independentes. No mais, qualquer que seja o partido ou o candidato ou o "jurista" que critique, se não defender a candidatura independente e as cédulas de papel, é só mais um do mesmo sistema que nos trouxe a esse abismo. Aliás, Streck, o senhor não criticou as 99 emendas à Constituição que alteraram SUBSTANCIALMENTE o que o Poder Constituinte de 1988 estabeleceu como norma fundamental. Streck, o senhor não falou nada sobre a inclusão de muitos artigos ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. O senhor, Streck, é um crítico oportunista.

Gabriel R. Gonçalves disse:
14 de setembro de 2018 às 15:46

A fala do general é mera retórica. Não está no plano de governo de Bolsonaro nada nesse sentido.
Aliás, o preâmbulo desse documento enfatiza a tríade de seu governo: eficiente, constitucional e fraterno.
Não olvidamos, porém, que a Constituição atual possui defeitos. Uma Constituição rígida, em uma sociedade plural e dinâmica, traz dificuldades interpretativas insuperáveis.
Sim, porque concordo com o professor Lênio: a Constituição prevê a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o que na prática, pela organização judiciária atual, somente terminará após pronunciamento do STF.
Outro aspecto problemático: foro privilegiado. Outra inovação do STF. Deram um remendo novo em calça velha.
O momento é de calma e de prudência. Vale o que está no plano de governo.

Wellington Téo disse:
14 de setembro de 2018 às 15:48

No afã de debelar Dilma Rousseff do poder e trancafiar Lula por meio de um processo sem provas, tudo porque Aécio e amigos ficaram p.... com o resultado das urnas e não queriam arriscar a volta de Lula, deixaram tudo correr flouxo. Daí surgiu fascistas oportunistas prontos para acabar com várias conquistas da democracia. Agora aguenta ou voltemos certo.

Marco Dorigon disse:
14 de setembro de 2018 às 16:08

Belas e oportunas palavras...

Johnny LAMS disse:
14 de setembro de 2018 às 16:17

Gostaria de lembrar, com a devida humildade, que o Poder constituinte originário é titularizado pelo povo, e povo pode exercê-lo quando ele quiser. Os teoricos não explicam muito bem como esse "querer", mas, em tese, é possível esse Poder seja exercido novamente (pós CF88). Só que espera-se que isso ocorra em nível democrático, e não em nível Bolsonaro/Mourão.
Eu sou jovem, nasci praticamente com CF88. Mas, pelo pouco que conheço, ouso afirmar que é essa é nossa melhor constituição. Mas parece que essa é apenas uma constituição simbólica, já que Executivo, Legislativo, Judiciário, MP etc está pouco se importando com ela.
Se a proxima constituição for feita para funcionar, ou seja, para ser obedecida/respeitada, acho que já teriamos um avanço.

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA disse:
14 de setembro de 2018 às 16:30

(..) E por falar em escravidão moderna, o Egrégio STF ao julgar o Inquérito nº 3.412 – Al, dispondo sobre REDUÇÃO A CONDIÇÃO ANÁLOGA A DE ESCRAVO. CRAVIDÃO MODERNA, explicitou com muita sapiência (…) “Para configuração do crime do art. 149 do Código Penal, não é necessário que se prove a coação física da liberdade de ir e vir ou mesmo o cerceamento da liberdade de locomoção, bastando a submissão da vítima “a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva” ou “a condições degradantes de trabalho”, condutas alternativas previstas no tipo penal. A “escravidão moderna” é mais sutil do que a do século XIX e o cerceamento da liberdade pode decorrer de diversos constrangimentos econômicos e não necessariamente físicos. Priva-se alguém de sua liberdade e de sua dignidade tratando-o como coisa e não como pessoa humana, o que pode ser feito não só mediante coação, mas também pela violação intensa e persistente de seus direitos básicos, inclusive do direito ao trabalho digno. A violação do direito ao trabalho digno impacta a capacidade da vítima de realizar escolhas segundo a sua livre determinação. Isso também significa “reduzir alguém a condição análoga à de escravo” (…)
A privação do emprego é um ataque frontal aos direitos humanos. ”Assistir os desassistidos e integrar na sociedade os excluídos.” Que os atentados contra os Direitos Humanos terão repercussão nacional e internacional, por serem considerados “bien commun de l’humanité” e crime de lesa humanidade; que está insculpido na Declaração Universal dos Direitos Humanos, um dos documentos básicos das Nações Unidas e foi assinado em 1948. Nela estão enumerados os direitos que todos os seres humanos possuem. Dito isso, em sintonia com a lição do egrégio STF, OAB tem q respeitar CF, primado do trabalho.

Alexandre A. C. Simões disse:
14 de setembro de 2018 às 17:23

Ora, ora e ora, senhor Mourão (aumentativo de Moro), Bolsonaro dá a vida (literalmente) para se eleger e o senhor agora quer fazer cortesia com o chapéu alheio? Calma, cidadão, você está destruindo a campanha política de Bolsonaro. Foi para isso que ele te chamou? O cara esfaqueado e internado e você falando uma asneira dessas? Ele autorizou? Diga para todos. Lênio, não haverá uma semana de paz? Todos os dias uma notícia pior do que a outra. Que saco! Saudade dos primórdios da civilização! A Constituição Federal brasileira tem uma coisa ruim. Ela coloca medo nos candidatos. O programa constitucional é amplo-amplíssimo. Que medo esse? Ou melhor, que tiro foi esse? Vamos tentar cumprir as regras que já existem? Não se pode violar um sistema como o nosso. A democracia é uma conquista a duras penas. Aliás, Mourão, o que você tem em mente? O que poderia mudar? Vai suprimir direitos do povo e obrigação dos governantes? Já está pegando mal, hoje ninguém que ser manipulado. Todos queremos participar da nova Constituição. Aliás, nem queremos uma nova Constituição. Para com isso.

Pablo Pizzatto Gameiro disse:
14 de setembro de 2018 às 18:32

Dá-lhe Machado!! Lênio... Pensei em O Espelho no caso da Juíza leiga, que "determinou" fosse a Advogada algemada. Tô achando que o caso do General está mais para Full Metal Jacket (1987) do Stanley Kubrick.

Paulo Moreira disse:
14 de setembro de 2018 às 19:20

Qualquer um pode fazer, dizer e pensar o que bem entender. Desde que não ofenda ninguém, claro.

Entretanto, chama-se mentira usar ideias com o objetivo de confundir a cabeça dos leigos para que estes acreditem que tais ideias possam virar realidade. E não importa se a mentira veio do Mourão, do Ciro Gomes, do Bolsonaro, da Marina, do Lula, do "Paulinho da Padaria", da "Ghreicyenne do Salão"... Mentira é mentira, não importa quem seja o mentiroso.

A outro enfoque, gostaria de "dar uma ideia" ao colega VASCO VASCONCELOS - ANALISTA, ESCRITOR E JURISTA (Administrador): pare de postar esse "textão" improfícuo sobre a prova da Ordem. Em vez disso, passe na prova ou preste concurso para cargos que exijam bacharelado. Tem muitos por aí: oficial de justiça, delegado, analista judiciário, auditor fiscal, fiscal de tributos etc.

Apenas estude primeiro.

Murilo Colomby disse:
14 de setembro de 2018 às 20:08

A apologia ao AI-5 é uma idiotice sem tamanho.

De que adianta uma Constituição complexa a ponto de o cidadão médio não conseguir entender e surreal a ponto não poder ser cumprida?

Tenho certeza absoluta de que no mínimo 99% da população jamais leu a Constituição. O fato de ser vice do Bolsonaro não lhe tira a razão.

O IDEÓLOGO disse:
14 de setembro de 2018 às 20:22

A declaração do candidato a vice de Jair Messias Bolsonaro, é gravíssima, porque ofende a Democracia. Utiliza a própria Democracia para negá-la.
Infelizmente faltam líderes para a defesa dos princípios democráticos. A OAB, simplesmente, silenciou,contra a declaração despropositada do vice, que é, militar. Afinal, a maioria dos advogados apoia a Ditadura, como afirmou o professor Bolívar Lamounier.

elias nogueira saade disse:
14 de setembro de 2018 às 21:03

Absolutamente não concordo com esta absurda proposta. Porém, é a utilizada em Cuba ,na Coréia do Norte,e em outros países comunistas.Os " notáveis" se reúnem e fazem as "reformas constitucionais."No momento, temos dois candidatos que pregam "a tomada do poder" pelo povo, e coisas semelhantes, e felizmente nossa democracia o admite. Isso o nosso constitucionalista não comenta, simplesmente por que não dá Ibope.

Eududu disse:
15 de setembro de 2018 às 19:39

Jornalistas: General, o senhor falou durante a sua palestra que a constituição é um dos motivos da crise econômica, qual que é a solução então?

General Mourão: Na realidade teria que partir para a reforma de todas as reformas, né, nós precisamos de uma nova Constituição, mas no momento eu julgo que isso é uma coisa muito difícil da gente conseguir, uma regra clara é o seguinte, a gente parte do mais fácil para o mais difícil.

Jornalistas: O senhor defende que se faça uma nova Constituição eventualmente se o Bolsonaro for eleito?

General Mourão: Minha visão. Minha visão. Minha opinião é que nós precisamos de uma Constituição mais enxuta.

Jornalistas: Baseado em que fundamentos...o governo então defenderia essa possibilidade?

General Mourão: NÃO. NÃO. PRESTE ATENÇÃO. É A MINHA VISÃO. MINHA, GENERAL MOURÃO. MINHA OPINIÃO. NÃO É A OPINIÃO DO BOLSONARO.

Jornalistas: Mas é sua opinião baseada em que fundamentos?

General Mourão: Fundamentos como eu falei aqui. Eu julgo que a nossa Constituição é extensa demais, uma Constituição ela tem que ser de princípios e valores, você observa a Constituição americana que tá há mais de 200 anos em vigor, e você vai ver que ali são os princípios que regem a nação, o resto, o horário de trabalho do bancário, se o juro vai ser tabelado, essas coisas, isso aí é lei ordinária, que vai mudar de acordo com os costume e com o tempo.

Jornalistas: O senhor acha que o clima político do Brasil hoje permite fazer uma constituinte dentro de um ambiente de preservar as instituições, General?

(continua)

Eududu disse:
15 de setembro de 2018 às 19:46

...
General Mourão: Olha, eu julgo que constituinte não é o caso, foi um erro que cometemos no passado, o próprio congresso se tornou constituinte e eu acho que é melhor uma comissão de notáveis e depois submeter o processo a plebiscito, para aprovação da população.

Jornalistas: Isso é democrático, General? Notáveis, quem seriam esses notáveis?

General Mourão: Quem são os notáveis? São aqueles grandes juristas, aqueles grandes constitucionalistas não é que tem conhecimento do assunto. Agora...

Jornalistas: Não eleitos pelo povo?

General Mourão: ISSO É A MINHA VISÃO. É A MINHA OPINIÃO. Não é questão, rapaz... uma Constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo. Nós já tivemos vários tipos de Constituição que vigoraram sem ter passado pelo congresso que foi eleito.

Jornalistas: De ditaduras. E de períodos não democráticos.

General Mourão: Não. Não de ditadura não. Em período democrático. Período democrático. A Constituição de 46, lembra como ele foi feita, né. Não foi totalmente o congresso que a aprovou, que a redigiu.

Por questão de honestidade, põe link para o áudio, Lênio. A matéria da folha é restrita para assinantes.

RSCOSTA disse:
16 de setembro de 2018 às 13:31

Vi a declaração feita pelo genaral Mourão, na íntegra, e li, agora, a matéria em comento. Pois bem, mas não me lembro de ter visto esta sua postura de freedom fighter, defensor da democracia quando do Impeachment de Dilma Rousseff (cassação do seu mandato, mas preservação de seus direitos políticos). Um autêntico golpe à Constituição Federal e à democracia foram as condutas do Senado e do ministro Ricardo Lewandowski ao permitirem o fatiamento do julgamento do impeachment da Dilma Rousseff (cassação do seu mandato, mas preservação de seus direitos políticos). E, PASMEM!, com o aval do ministro e presidente do STF à época, guardião da Carta Magna republicana.

Também não vi uma posição em defesa da CF/88, quando das alterações introduzidas na Constituição Federal à socapa, ao arrepio da própria Lei Maior da República, conforme divulgado nos jornais da época, que cito a título de exemplo, seguinte matéria publicada na folha de 09/out/2003, sob o título: "Cinco artigos da Carta nunca foram votados"

Por fim, estes comentários não significa que esteja alinhado com a posição do general Mourão. Todavia, nesses 34 anos pós 1984, o que tenho visto é muita retórica, mas fato é o este Brasil que aí está. Grande Brasil!

Link da matéria referida: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0910200323.htm

Massaneiro disse:
17 de setembro de 2018 às 13:51

Mais um faniquito histérico. Já está ficando constrangedor...

Ulysses disse:
17 de setembro de 2018 às 14:34

O tal Eududu e RCosta e congeneres representam o tipo de gente que dá vergonha alheia, o mesmo topo de gente que nega o holocausto e que diz que o nazismo era de esquerda. Pior de tudo é que é gente que cursou "dereito" em alguma arapuca dessas que andam por ai. Baxareis com x e adivigados (di). Pensam também que a terra é plana. Não sei por que o professor Streck ainda escreve no Conjur, servindo de pasto para idiotas que perderam a timidez. Agora mesmo esse tipo de gente (eududu etc) acabaram de envergonhar o Brasil junto à embaixada da alemanha. Disseram que o holocasuto não existiu. Horrivel. Quem foram os professores desse tipo de gente? O pior burro é o burro ativo.

Eududu disse:
17 de setembro de 2018 às 21:26

É realmente lamentável que eu e outros comentaristas não possam ter tido um professor da sua estirpe e seu (genial) nickname. E, quero desde já deixar claro que o que eu mais admiro no senhor é sua humildade e equilíbrio. Além da profundidade de seus argumentos, sempre muito técnicos e imparciais.

Falando sério, creio que o senhor esteja se referindo sobre o vídeo postado pela embaixada da Alemanha, que gerou discussão ao afirmar que o nazismo era um regime de extrema direita.

Ora, qualquer um que conheça um pouco de história sabe que regimes totalitários, coletivistas, que sujeitam empresas ao domínio do Estado e controlam a vida dos cidadãos são regimes de esquerda, como o socialismo e o nazismo.

Aliás, nazismo significa nada mais nada menos do que Nacional Socialismo. O partido nazista chamava-se Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, NSDAP em alemão. O nazismo foi inspirado claramente no marxismo, como faz prova o próprio livro de Hitler, Mein Kampf. E as semelhanças são incontáveis, sendo oportuno lembrar que ambos os regimes levaram a cabo o desarmamento da população civil e a instalação de campos de concentração de opositores.

A direita, à época da segunda guerra mundial, era representada por países como EUA, Inglaterra, França. A esquerda, países como Alemanha, Itália, URSS.

Mas a esquerda é a mesma em todo o lugar e a esquerda alemã está apostando na tal da pós verdade, para dizer que o nazismo era de extrema direita.

Agora, o senhor, como professor isento e bem formado que acha ser, não deveria dizer que discutir em qual espectro político se situa o nazismo seja defender o holocausto ou o regime nazista. Mas o senhor não consegue separar razão e paixão. Por isso, argumenta de forma desonesta. Quase sempre.

Octo disse:
18 de setembro de 2018 às 09:51

Prezado TU-DUDU,

Creio que esse espaço não é o mais adequado para deliberações irreflexivas como sua postagem.
Aqui conversam homens letrados e com o mínimo de sanidade mental, pessoas capazes de refletir antes de disferir tantos golpes contra a inteligência.

Volte, procure um bom lívro (peça alguém para lhe indicar um) leia e depois volte.

Eududu disse:
18 de setembro de 2018 às 12:18

O senhor deve ser aluno do Pontes de Reale (Professor Universitário). Não consegue ir além do argumento ad hominem.

E nem um único livro foi capaz de indicar. Provavelmente, não entendeu ou nem sabe do assunto tratado no meu comentário. Daí sua manifestação vazia e inútil.

Tomara que ao fim do curso de Direito o senhor esteja mais apto a discutir de modo técnico e racional, com um mínimo de maturidade. Senão vou ter que concordar com Lênio, a formação jurídica no Brasil está num nível deprimente e decadente.

Mas, ao contrário do senhor, sei que aqui é espaço livre para manifestações, incluindo as que nada acrescentam ou as que empobrecem o debate, como as do senhor e de seu professor.

SMJ disse:
18 de setembro de 2018 às 23:13

Porque depois que se diz que o nazismo originou-se no marxismo e que o partido nazista era de esquerda, vale tudo.
Os nomes "socialista" e "dos trabalhadores" não fazem do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista) um movimento de esquerda. As razões são simples:
Comumente, senão quase sempre, políticas e partidos são o oposto de seu nome. Por isso George Orwell, em 1984, chamou de Ministério do Amor ao Ministério da Tortura e de Ministério da Verdade ao Ministério da Mentira. Por isso, o MBL (Movimento Brasil Livre) apóia um candidato à Presidência e um vice defensores da ditadura. Já o PSDB não tem nada de social-democrata. A "Alemanha Oriental" - do Muro de Berlim - chamava-se República Democrática Alemã.
Historicamente, o nazismo nasceu como reação aos movimentos de esquerda, especialmente contra os comunistas. Então, é um pouco estranho dizer que o nazismo era de esquerda ou originário do marxismo.

Rejane Guimarães Amarante disse:
19 de setembro de 2018 às 12:53

Tinham uma percepção, até certo ponto condicionada pelo ensino escolar, de que o nazismo era um movimento de direita. Muitos anos se passaram e muitos trabalhos acadêmicos e notícias sobre esses trabalhos acadêmicos foram disseminadas, com muito mais intensidade, a partir da década de 1990, após a internet. Considerando o aspecto econômico, o nazismo é socialista ou "de esquerda", pela centralização dos meios de produção em poder do Estado ou mediante restritas concessões a particulares comprometidos com o Estado. Historicamente, e isso ficou mais claro a partir do início desse século, a "esquerda" vale-se de uma estratégia, denominada "estratégia das tesouras", que cria um opositor ao regime que prega, mas que, na verdade, é um parceiro do mesmo sistema, que atrai aqueles descontentes com o "satus quo". Também, sob essa perspectiva, o nazismo pode ser considerado "de esquerda". Na perspectiva cultural, ponto de grande importância para a "esquerda", o nazismo seguia a mesma "agenda", pois a juventude hitlerista era composta de adolescentes e jovens comprometidos e leais ao "Fuhrer", devendo denunciar seus pais, se detectassem "deslealdade". E muitos outros aspectos que não condiziam com a tradicional organização social burguesa que era seguida até o século XIX. Na verdade, a "esquerda", como ficou demonstrado ao longo da História, é um "camaleão", que se infiltra e se camufla em todas as instituições, em todas as correntes filosóficas, em todas as ciências,para destruí-las, porque nada é bem-feito ou útil se não for contrário a tudo o que está construído, porque a finalidade da esquerda é "escravizar" multidões para servir a uma pequena cúpula dominante,que poderá construir e destruir o mundo quantas vezes quiser,em nome da liberdade de expressão

SMJ disse:
19 de setembro de 2018 às 20:04

Intervenção do Estado na economia, como fizeram os EUA e praticamente todos os países após 1929 para salvar o capitalismo não é uma política "de esquerda".

A própria ditadura militar pós-64 tinha uma postura pró-intervenção na economia e estatais, que vieram a ser objeto de política de privatização a partir da "Nova República", tendência que não parou mais. Isso não faz a política dos militares brasileiros de 64 "de esquerda".

O nazismo sempre foi considerado de extrema direita porque constituía uma defesa do status quo suprimindo inclusive as liberdades iluministas e princípios como o da igualdade perante a lei e destruindo pela força toda a oposição, especialmente a operária.

A esquerda se caracteriza pela propositura de avanços nas instituições sociais e não em retrocessos para pensamentos e práticas pré-modernas e mesmo da Antiguidade (perseguição aos homossexuais, antissemitismo e genocídios, para citar 3 políticas do nazismo nascidas ainda na Idade Antiga).

SMJ disse:
19 de setembro de 2018 às 20:15

Há um documento contemporâneo à 2a Guerra que todas as pessoas deveriam assistir, pela perfeição artística e pelos ensinamentos que transmite, especialmente para a realidade política brasileira atual. Ele é muito importante para quem quiser compreender o caráter do nazismo, inclusive seu "trabalhismo": o filme O Grande Ditador, de Charles Chaplin. Lá, "Hynkel" (personagem que representa Hitler), indagado sobre uma greve operária, responde: "Mate todos... não queremos nossos operários insatisfeitos". Esse diálogo resume a proposta trabalhista do nazismo. Mas será que o Partido Nazista era mesmo trabalhista já que o afirmava no nome?

Construir uma sociedade socialista então (não capitalista, sem propriedade privada dos meios de produção)... falasse isso para um nazista, o "judeu comunista" estaria comprando uma passagem só de ida para um campo de concentração.

Muito errado, portanto, com a devida vênia, classificar o nazismo como movimento "de esquerda". Errado e consiste em alteração da verdade para manipular a população, o que é mais uma manifestação do totalitarismo de tipo nazista que se expressa no discurso político brasileiro hoje. Tempos sombrios.

Eududu disse:
19 de setembro de 2018 às 21:17

Hitler era contra marxistas porque acha que os judeus estavam por trás do movimento comunista. E boa parte dos alemães temia a ascensão de comunistas ao poder, em razão do que viram ocorrer na URSS. Hitler, então, criou o que se chamou de terceira via. Vejamos:

"Não era que o nazismo fosse à esquerda, mas tinha um ponto de vista crítico em relação ao capitalismo que era comum à crítica que o socialismo marxista fazia também. O que o nazismo falava é que eles queriam fazer um tipo de socialismo, mas que fosse nacionalista, para a Alemanha. Sem a perspectiva de unir revoluções no mundo inteiro, que o marxismo tinha."Denise Rollemberg. Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/salasocial-39809236).

“O que os nazistas buscavam era uma forma de comunitarismo anticapitalista, antiliberal e anticonservador”. Fonte: Jonah Goldberg, Fascismo de Esquerda, Record, 2007, página 82.

“Eu e meus camaradas comemoramos o pacto com a Rússia com cerveja e vinho, como era o costume.” Adolf Eichmann, sobre quando Hitler e Stálin assinaram um pacto de não agressão, em 1939. Fonte: http://www.schoah.org/shoah/eichmann/goetzen-0.htm.

“Meus sentimentos políticos se inclinavam para a esquerda, e eu me interessava pelo socialismo tanto quanto pelo nacionalismo”, Adolf Eichmann. Fonte:http://www.schoah.org/shoah/eichmann/goetzen-0.htm.

“Eu ainda tenho esperança de uma verdadeira e justa forma de socialismo, a salvação das massas trabalhadoras e a libertação da humanidade criativa das correntes do capitalismo exploratório”, Anton Drexler, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores Alemães, num panfleto que divulgava as ideias do partido. Fonte: Simon Taylor, Prelude to Genocide: Nazi Ideology and The Struggle for Power, Duckworth, 1985, página 26.

Eududu disse:
19 de setembro de 2018 às 21:22

“Desde o início, o livreto me despertou interesses, pois nele se refletia um fenômeno que 12 anos antes eu havia sentido. Involuntariamente, vi se avivarem as linhas gerais da minha própria evolução mental”, Hitler falando do panfleto do Partido dos Trabalhadores Alemães que misturava socialismo, nacionalismo e antissemitismo. Fonte: Adolf Hitler, Mein Kampf, página 208.

“Os espíritos nacionalistas da Alemanha cochichavam a suspeita de que, no fundo, não éramos senão uma espécie de marxistas, talvez simplesmente marxistas, ou melhor, socialistas”. Fonte: Adolf Hitler, Mein Kampf, 1925, página 447.

“De repente, nossas reuniões começaram a ficar repletas de operários. Eles entravam como inimigos e, ao saírem, se já não eram adeptos nossos, pelo menos submetiam sua própria doutrina a um exame refletido e crítico." "Pouco a pouco, depois de um discurso meu, que durava 3 horas, adeptos e adversários chegaram a fundir-se em uma só massa cheia de entusiasmo”. Fonte: Adolf Hitler, Mein Kampf, página 448

“Nós somos socialistas. Somos inimigos, inimigos mortais do sistema econômico capitalista de hoje, com sua exploração dos economicamente fracos, seu sistema salarial injusto, sua maneira imoral de julgar o valor de seres humanos em termos de riqueza e dinheiro, em vez de por sua responsabilidade e seu desempenho, e estamos determinados a destruir esse sistema aconteça o que acontecer”, Gregor Strasser, membro do Partido Nazista. Fonte: Jonah Goldberg, Fascismo de Esquerda, páginas 84 e 85.

Eududu disse:
19 de setembro de 2018 às 21:29

“Em 1934, o sociólogo americano Theodore Abel colheu depoimentos da velha guarda do Partido Nazista. Perguntou aos participantes como eles haviam aderido. Os testemunhos, que resultaram no livro Why Hitler Came into Power, mostram que o nazismo, para os alemães, era uma opção a mais entre os movimentos revolucionários socialistas. Um mineiro contou a Theodore Abel que se tornara nazista porque se interessava pela melhoria das condições dos trabalhadores, mas ficava perturbado com a negação marxista do valor da nação. “Eu me perguntava por que o socialismo precisava estar amarrado ao internacionalismo – por que ele não poderia funcionar tão bem, ou até melhor, combinado com o nacionalismo”.

(...)

Um bom livro a comparar nazismo e comunismo é A Infelicidade do Século, do historiador francês Alain Besançon. Apesar de ser recomendado e traduzido no Brasil por Emir Sader, eterno defensor de qualquer desvario socialista, o livro tem uma mensagem clara: nazismo e comunismo são irmãos gêmeos que brigam. Besançon compara as duas ideologias a partir de três tipos de destruição: física, política e moral.”

(...)

A diferença é que os vermelhos foram muito mais longe nessa perversão moral. “O regime comunista não esconde seus crimes, como fez o nazismo; ele os proclama, convida a população a se associar a eles”, diz o historiador. Fonte: Leandro Narloch, Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo (de onde foi extraída a maior parte das citações e respectivas fontes).

Como se evidencia, inúmeras características apontam que o nazismo foi um regime político à esquerda do espectro político.

E o que caracterizaria o nazismo como um regime de direita?

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA disse:
20 de setembro de 2018 às 12:00

Por Vasco Vasconcelos escritor jurista e abolicionista contemporâneo
SENHORES CANDIDATOS A PRESIDENTE DA REPÚBLICA ,
Que tal Lei dos Sexagenários e do Ventre Livre, para os cativos da OAB? Cerca de quase 300 mil cativos e/ou escravos contemporâneos da OAB, devidamente qualificados pelo omisso Estado (MEC), jogados às cavernas do desemprego pela OAB, estão à procura de um candidato a Presidente da República, que não seja omisso, nem subserviente aos mercenários, e que tenha peito e coragem de lutar pela geração de emprego e renda e inseri-los no mercado de trabalho, tudo isso em sintonia com a Constituição Federal, a Declaração Universal do Direitos Humanos em respeito ao primado do trabalho e a dignidade da pessoa humana. (..) Mas que liberdade é essa que o cidadão, depois formado; depois de fazer malabarismos durante cinco longos anos, pagando altas mensalidades, com o Diploma nas mãos chancelado pelo Estado MEC, com o Brasão da República é vergonhosamente impedido do direito ao primado do trabalho do livre exercício profissional da advocacia cujo título universitário habilita, por um sindicato que só tem olhos para os bolsos dos seus cativos? Como esses cativos vão conseguir pagar o Fies se não tem direito ao primado do trabalho? Ensina nos Martin Luther King na nossa sociedade privar o homem do emprego e renda equivale psicologicamente a assassina-lo. Alô Senhores candidatos a Presidente da Republica Federativa dos aproveitadores. Desafio um dos Senhores (as) no horário eleitoral gratuito afirmarem que irão lutar pela geração de emprego e renda pelo fim do trabalho análogo a de escravos a escravidão contemporânea da OAB. Trata-se da única indústria brasileira que não reclama da crise. Criam -se dificuldades p/colher facilidades.

SMJ disse:
20 de setembro de 2018 às 15:07

Eududu, veja a sua própria narrativa: por exemplo, a história do mineiro que queria melhora da situação dos trabalhadores mas não se conformava com a proposta internacionalista dos comunistas. E daí vira nazista. Claro que as pessoas, ao aderirem ao nazismo, o faziam enganadas. Coitado desse mineiro. A maioria dos bolsonazistas certamente pensam que estão defendendo o bem das pessoas e da pátria. Ledo engano. Se vier mesmo a ditadura, você mesmo vai me dar razão um dia, acho. rsrsrs.

Quanto à frase de que "nazismo e comunismo" são irmãos gêmeos, ela também não diz que são iguais, pois mesmo os irmãos gêmeos são pessoas muito diferentes, como eram diferentes e arquiinimigos o nazismo e o stalinismo, apesar de a similaridade genocida de seus líderes ter permitido o Pacto de não agressão recíproca que Hitler violou, para o desespero do burro Stálin, que no fim se deu bem, o que não se pode dizer dos pobres soviéticos que morreram aos milhões e, os que sobreviveram, continuaram vivendo sob ditadura stalinista.
Puxa, vida! A essas alturas debater se nazismo é oriundo do marxismo e se é esquerda... Tem nada não. Quem disse que a vida é um mar de rosas?

À luta, democratas!

Eududu disse:
20 de setembro de 2018 às 22:17

Mesmo sendo difícil classificar o regime nazista como de direita ou de esquerda, mesmo considerando que era uma terceira via, no meu entender, o nazismo é escandalosamente mais semelhante ao regime comunista do que qualquer outro regime.

Há um documentário que expôs muito bem a cooperação entre nazistas e soviéticos na II guerra, “The Soviet Story”. Recomendo.

O nazismo e comunismo são regimes totalitários e coletivistas, um fundado ideologicamente na luta racial e o outro na luta de classes. O nazismo se baseia em uma falsa biologia. Já o socialismo marxista se baseia em uma falsa sociologia. Ambos ansiavam criar um “novo homem” e, a partir daí, uma nova sociedade.

O pacto de não agressão e a divisão da Polônia também diz muito sobre a proximidade entre os dois regimes (e que a esquerda finge nada significar).

Outro equívoco se verifica quando o senhor crê que perseguição aos homossexuais, antissemitismo e genocídios são práticas exclusivamente nazistas.

Devo informar que a URSS operou campos de concentração desde muito antes da II guerra mundial (e depois até 1960), para prender "pessoas infames”, entre as quais se incluíam homossexuais. A homossexualidade foi crime durante muito tempo na URSS, o que só começou a mudar na década de 90. Cuba, de Fidel Castro e Che Guevara, também criminalizava a homossexualidade e prendia homossexuais em campos de trabalho forçado.

E judeus também morreram nos campos da URSS. Lembremos do Grande Expurgo e que a perseguição a judeus se intensificou ainda mais após o pacto com a Alemanha. Mas também perseguiram tchecos, ucranianos, polacos, ciganos, cristãos...

Na URSS houve práticas eugênicas e até hoje o racismo está presente. Vide o manual de comportamento lançado às vésperas da copa do mundo.

Eududu disse:
20 de setembro de 2018 às 22:27

E, sobre genocídios, o senhor já pesquisou o número de vítimas dos regimes comunistas? Pense, na URSS, China, Cuba, quantos opositores do regime foram mortos? Muito, mas muito mais mortes do que no holocausto nazista ou qualquer outro regime.

E o senhor ainda crê que a esquerda propõe avanços nas instituições sociais? E onde houve esse avanço? Cuba? Venezuela?

O senhor demonstra um raciocínio totalmente maniqueísta. A esquerda é do bem. A direita do mal.

E digo isso porque não é questão de ser de esquerda ou direita. É questão de honestidade diante de fatos históricos.

E, no momento atual, devemos ser coerentes. O senhor vive a conjecturar que Bolsonaro vai implantar uma ditadura. No entanto, o cara é deputado há 27 anos, está disputando sua 8ª (oitava) eleição democrática, tem plano de governo e compromisso expresso com a manutenção do regime democrático.

E, antes que o senhor venha falar da posição de Bolsonaro sobre o regime militar, devo dizer que defender o regime militar (1965-1985) não é defender a volta do regime de exceção. O momento histórico é totalmente diverso daquele.

O senhor não diz em quem irá votar, mas não lhe ocorre imaginar que candidaturas que pregam o desrespeito à propriedade privada, que pregam revolução, que apoiam declaradamente a ditaduras de esquerda, como a Venezuela de Maduro, possam implantar o mesmo tipo de ditadura por aqui.

A hipótese mais coerente e mais provável não passa pela sua cabeça. Porque, para o senhor, a esquerda é sempre do bem, até ditadura de esquerda é coisa boa. Contra todas as evidências, o senhor volta ao seu pensamento maniqueísta.

Reflita. Não seja Bolsonarofóbico.

SMJ disse:
21 de setembro de 2018 às 12:19

Caro Eududu, já te falei: 2 + 2 =4. Não adianta inventar teorias contra os fatos da História. Um ateu, por exemplo, pode ficar cego diante da existência de Deus em razão de uma teoria que lhe parece lógica. Mas ela não corresponde à realidade e ele um dia cairá em si se Deus o quiser.
Sobre os critérios para as pessoas escolherem um candidato, um dos mais importantes é sua história, não? Porque todos prometem mundos e fundos... mas o que vai lhes dar credibilidade é sua história. Bolsonazi sempre defendeu a ditadura, junta-se a um general que faz o mesmo... tem discurso de ódio, homofóbico e extremamente machista (como os nazistas e stalinistas)... Meu amigo, só não vê quem não quer que ele e sua turma têm pretensões ditatoriais. Acrescente o discurso contra as urnas eletrônicas e o atentado obra de um doido surtado pelo discurso de ódio do candidato ou fabricado pela própria extrema direita (à revelia do candidato) e está pronto o cenário para um golpe militar também na hipótese de ele perder as eleições. Falo-te e a todos o que eu disse a um amigo bolsonazista: Open your eyes.

Rejane Guimarães Amarante disse:
21 de setembro de 2018 às 13:31

A seguinte musiquinha :
Me chamam de louco
Porque voto em Bolsonaro
Louco é
Quem vota em presidiário
(repetir esse refrão 4 vezes)
Não foi Bolsonaro
Que criou o Petrolão
Não foi Bolsonaro
Que criou o Mensalão
Não foi Bolsonaro
Que criou o paredão
Não é Bolsonaro
Que está dentro da prisão
Vamos eleger
O General e o Capitão
Antes que resolvam
Soltar o ladrão
Me chamam de louco
(repetir o refrão 4 vezes)

Eududu disse:
21 de setembro de 2018 às 22:08

Respeito sua opinião. Mas o que o senhor não entende é que a maioria dos eleitores do Bolsonaro acompanham e estudam o candidato há anos ou décadas.

Portanto, as pessoas já viram que quem rotula Bolsonaro na verdade não o conhece, não tem informação e argumentos para discutir as idéias do candidato ou está de má fé mesmo, tentando demonizá-lo a qualquer custo.

Veja, o senhor mesmo ataca o candidato e seu vice até por serem militares da reserva. Se a Lei não os impede de concorrer, qual é o problema? Fala de discurso de ódio, prega respeito e tolerância, mas não vê problema em ofender e destilar preconceito contra militares.

Se os militares quisessem dar um golpe, houve momentos mais propícios para tanto. Na verdade, os militares nos deram uma grande lição, anistiaram os esquerdistas (inclusive guerrilheiros terroristas) e se afastaram do poder para vermos o estrago que a esquerda causa. Trinta e poucos anos depois, todos sabemos o resultado.

Não adianta querer julgar e desconstruir uma pessoa por uma frase ou momento infeliz. Isso não cola mais, é subestimar a inteligência das pessoas. As pessoas não querem saber de adjetivos, de declarações tiradas de contexto, elas buscam a verdade.

E quando se analisa o todo, a vida do Bolsonaro, os discursos, sua atuação parlamentar, seus valores e ideais se vê que é um cara extremamente honesto, verdadeiro, coerente, sincero e corajoso.

Todo mundo já percebeu que a tática da esquerda é simplesmente demonizar os adversários, se utilizando de todo tipo de baixeza e os clichês de sempre, racista, machista, homofóbico, fascista, nazista e etc. Pouca coerência e muitos adjetivos. Fizeram (e ainda fazem) isso com Trump. Deu no que deu.

A hegemonia esquerdista ACABOU. Fim da hipocrisia.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também