O desembargador José Ricardo de Siqueira Regueira, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (RJ e ES), morreu nesta segunda-feira (7/7). Ele estava internado no Hospital Copa D’Or, em Copacabana. O tribunal está em luto e não fará julgamentos nesta segunda e na terça-feira (8/7).
Regueira foi internado no domingo (6/7) com pneumonia e septicemia (infecção generalizada), que evoluiu de forma agressiva e provocou a sua morte durante a madrugada. Segundo a assessoria do TRF-2, o corpo será velado na Capela 1 do Cemitério São João Batista, em Botafogo. O sepultamento deve acontecer na terça-feira (8/7), às 10 horas.
Regueira era pernambucano e tomou posse no tribunal em 30 de junho de 1998. O nome de Regueira entrou no noticiário durante a Operação Hurricane, deflagrada em abril de 2007. Na oportunidade, ele ficou preso por sete dias na Superintendência da Policia Federal, em Brasília.
O desembargador era investigado sob a acusação de vender decisões judiciais a donos de casa de bingos e de máquinas de caça-níqueis.
O processo disciplinar aberto pelo Conselho Nacional de Justiça contra os quatro juízes investigados na Operação Hurricane já completou um ano e até agora não teve qualquer resposta. Desde julho, quando o CNJ determinou a abertura do processo, Regueira está afastado do cargo.
O ministro Paulo Medina, o juiz Ernesto Dória e os desembargadores Ricardo Regueira e Carreira Alvim também foram denunciados pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, ao Supremo Tribunal Federal. Eles são acusados de crimes de quadrilha, corrupção passiva e prevaricação. O ministro Cezar Peluso, relator do caso no Supremo, ainda não decidiu se recebe ou não a denúncia.

Que Deus tenha piedade desta pobre alma.
O Regueira que conheci era um homem bom e religioso, com profundas preocupações sociais. Estudioso, habitava uma casa repleta de livros, perfeitamente compatível com sua posição e de sua mulher.Seu pai foi assassinado quando juiz em Pernambuco; seu filho e homônimos do pai do regueira também faleceu assassinado. Guardo de Regueira a melhor imagem de homem marcado pelo sofrimento. Que o Altíssimo se apiede de sua alma e dê consolo à pranteada família.
Também conheci Ricardo Regueira. Era 1975/76. Era advogado, em Salvador, de uma instituição financeira, salvo engano ligada o Grupo Gerdau. O Dr. Edson Areias está correto. Regueira era muito inteligente, estudioso, preparado e disciplinado, sorriso franco, nunca pareceu-me venal (ou coisa que o valha). Era bom colega, de idéias firmes e prestativo. Não o esquecerei e, na dor, solidarizo-me com a sua família.
Uma pessoa pessoa boa e justa que pagou um alto preço por sua coragem.
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