Procurador se retrata de ofensas a Eduardo Jorge

O procurador da República em Santa Catarina, Walmor Alves Moreira, enviou carta ao jornal Diário Catarinense retratando-se publicamente da entrevista em que chamou o ex-secretário-geral da Presidência da República Eduardo Jorge, de PC Farias do governo Fernando Henrique Cardoso. A publicação da nota no dia 21 de maio de 2008 (leia abaixo), foi resultado de acordo que encerrou ação penal na Justiça Federal movida por Eduardo Jorge contra o procurador.

Na entrevista de maio do ano passado, Moreira afirmou: “Parece que cada governo tem um laranja” e exemplificou: “Collor tinha o Paulo César Farias; Eduardo Jorge trabalhava para Fernando Henrique; o Lula tinha dois, Delúbio Soares e Silvio Pereira”.

Eduardo Jorge ajuizou Ação Penal pedindo o enquadramento do procurador nos crimes de difamação e injúria. “A inclusão do nome do querelante como ‘laranja’, e a equiparação de seu nome ao de PC Farias, que passou a ser tido como um dos maiores corruptos que o país teve em anos recentes, e, ainda, a Delúbio Soares e Silvio Pereira, envolvidos em recentes escândalos por desvio de verbas públicas, é claramente ofensiva à sua honra”, argumentou a advogada Ana Luisa Rabelo Pereira, que representa Eduardo Jorge.

No Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Porto Alegre), Eduardo Jorge ganhou a ação depois de acordo entre as partes. O procurador teve que pagar indenização e se retratar publicamente no mesmo jornal em que deu a entrevista.

Quando a ação foi ajuizada, o procurador, que mostrou sua coragem ao dar opinião tão firme em público, pediu segredo de justiça para se defender. A Justiça Federal catarinense concedeu-lhe o benefício. No entanto, no decorrer do processo o Ministério Público Federal deu razão a Eduardo Jorge e deu parecer pelo prosseguimento da ação.

Precedente

No ano passado, o Conselho Nacional do Ministério Público puniu outros dois procuradores acusados de empreender perseguição política contra o Eduardo Jorge. O procurador-regional da República Luiz Francisco de Souza foi suspenso por 45 dias e seu colega Guilherme Schelb sofreu pena de censura.

Na representação encaminhada ao CNMP no ano passado, o ex-secretário de Fernando Henrique sustentou que os procuradores utilizaram notícias jornalísticas como “indícios veementes” para acusá-lo perante a opinião pública e o Senado, violando seus direitos constitucionais.

Saldo com a imprensa

Na empreitada contra os órgãos de imprensa que divulgaram informações infundadas, Eduardo Jorge está com o saldo positivo. Ele já ganhou ações contra os jornais O Globo, Correio Braziliense e Folha de S.Paulo e contra as revistas Veja e IstoÉ. As indenizações variam de R$ 50 mil a R$ 200 mil.

Em abril passado, ele ganhou mais uma. Foi a vez do jornal O Estado de Minas ser obrigado a pagar indenização de R$ 30 mil. A decisão foi da 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Eduardo Jorge espera, ainda, o resultado de outras duas ações, ainda sem decisão de primeira instância, contra o Jornal do Brasil e Correio de Minas. Em todas, ele se diz vítima de ataques infundados da imprensa. O ex-secretário processa também a União e os procuradores Guilherme Schelb e Luiz Francisco de Souza, que o denunciaram.

No caso de O Estado de Minas, o ex-secretário processou também as jornalistas Ana d’Ángelo e Bertha Maakaroun. “A razão dessa inclusão é que quando a matéria foi publicada, no fim de 2002, nenhum jornalista podia, a meu ver, sequer alegar boa fé, pois o assunto já estava suficientemente esclarecido. E eu já tinha avisado que, dali por diante, processaria também os jornalistas que insistissem nas acusações”, explicou o ex-secretário. Na ocasião, acrescentou que o valor do dano moral é pequeno, mas foi justo por se tratar de apenas um texto.

Leia a retratação no Diário Catarinense na página 38 da edição de 21 de maio de 2008

Diante do teor da entrevista publicada pelo DC no dia 27 de maio de 2007, à pagina 36, na qual constou a assertiva de que o senhor Eduardo Jorge trabalhava para Fernando Henrique Cardoso, “equiparando-o” a PC Faria e, ainda, a Delúbio Soares e a Sílvio Pereira, o subscritor desta se retrata, uma vez que “injusta e desonrosa” a imputação, pois não tem conhecimento de que o senhor Eduardo Jorge era “laranja” do ex-presidente ou de quem quer que seja, bem como de qualquer prática de ilícito civil ou criminal.

Walmor Alves Moreira

Procurador da República

analucia disse:
31 de julho de 2008 às 08:28

As autoridades tëm que aprender a respeitar as pessoas. Muito bom !!!

João G. dos Santos disse:
31 de julho de 2008 às 10:37

Depois dessa e de outras, tem que tirar o chapéu para o sr. Eduardo Jorge.

Mauro Garcia disse:
31 de julho de 2008 às 14:19

É por estas e outras que se vê que o governo FHC não tem nada haver com esta cópia de mau gosto que é o governo do PT.

pimenta é refresco disse:
31 de julho de 2008 às 15:32

Parabéns ao Dr. Eduardo Jorge que é um homem que luta por seus direitos. E parabéns ao Procurador da República que soube assumir seu erro, coisa rara.

Armando do Prado disse:
31 de julho de 2008 às 16:06

E quando pedirão desculpas à família de SIDNEYA SANTOS DE JESUS?

olhovivo disse:
31 de julho de 2008 às 18:37

Talvez isso sirva de lição e exemplo. Falar menos e agir com responsabilidade e aptidão. Esse deve ser o comportamento a ser seguido por órgãos públicos sérios.

Ana d´Angelo disse:
31 de julho de 2008 às 19:36

EJ, por exemplo, tornou-se sócio da Metaplan, do ramo de seguros, com 10% das cotas. Sabem como? Declarou que foram lhe doadas - amigo legal, esse, né? Imaginem uma coisa dessas em relação a algum réu no escândalo do mensalão... hunnn

Numa nova investigação em 2006, o MPF conseguiu acesso a documentos apreendidos em escritórios de EJ e à sua movimentação financeira via CPMF. Faz parte de um processo penal que tramita na Justiça. A reportagem saiu na Istoé em 2006. EJ, segundo a revista, esboçou no máximo um sorriso amarelo, sem muitas explicações, como outrora. O que será que tem nessa ação? (lembrando novamente que não houve interceptação telefônica nem quebra de sigilo bancários).

Ana d´Angelo disse:
31 de julho de 2008 às 19:37

Cadê a Polícia Federal que não investigou EJ? O que todos sabem foi a operação blindagem do Planalto. Tanto que o MPF acionou o ex-secretário do FHC na Receita Everardo Maciel na Justiça por ter descumprido pedido do MPF. "Mesmo com a requisição do Ministério Público Federal para que fosse realizada auditoria fiscal relativa à situação fiscal e tributária do contribuinte Eduardo Jorge Caldas Pereira, de sua esposa e de todas as empresas que eles tinham participação o então Secretário da Receita Federal Everardo Maciel determinou apenas abertura de procedimento fiscal de fiscalização das pessoas físicas Eduardo Jorge Pereira e Lídice Cunha em 2000." O juiz extinguiu o processo (MP está apelando) alegando que não vê improbidade no caso, mas ficou registrado que Everardo restringuiu a auditoria a EJ e à mulher.

Ana d´Angelo disse:
31 de julho de 2008 às 19:38

Ao contrário do que pensa a sociedade, em virtude de uma bem-sucedida operação de limpeza de imagem, que convenceu até o Judiciário, Eduardo Jorge não foi profundamente investigado. Na época, em 2000, o MP teve acesso a no máximo suas declarações da Receita. Ele foi ao TRF1 e conseguiu cassar a decisão de primeira instância que mandou quebrar o sigilo bancário de s empresas e sócios. EJ nunca sofreu interceptação telefônica com autorização judicial nem quebra do sigilo bancário, seu e de suas empresas por todo o período que esteve no governo. O máximo que a CPI quebrou foi o sigilo telefônico, que identificou telefonemas para o Lalau. EJ diz que se deve a negociações do Plano Real e não às obras do TRT.

Richard Smith disse:
01 de agosto de 2008 às 00:14

Quanto e indisfarçado rancor da Rapunzel PeTralha, logo abaixo, não?

O homem vem colecionando vitória sobre vitória, em todas as instâncias e contra veículso de comunicação poderosos e a dita cuja, ainda insiste em suspeições. Do quê mesmo? Ah, não sabe, mas "que tem, tem!".

Seria de chorar de rir, se não fosse apenas para chorar mesmo.

Triste país, aonde uma canalhada como essa mantém influência, décadas após a queda do Muro e da completa desmoralização do comunismo, perpetuando boçalidades genéricas e intoxicando a cabeça dos jovens e dos PeTelhos inocentes-úteis.

Vá se coçar, PeTralha desclassificada!

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