Delegado da Polícia Federal consegue liberdade no TRF-1

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou a soltura do diretor-executivo da Polícia Federal, Romero Menezes, número dois na hierarquia da instituição, por volta da 0h30 desta quarta-feira (17/9). Ele foi beneficiado por um Habeas Corpus concedido pelo desembargador Jirair Aram Meguerian. A informação é do portal de notícias G1.

O delegado, desde a sua prisão até o momento em que foi solto, ficou no edifício em que trabalha, na sede da PF em Brasília, e não chegou a ser transferido para a cela especial a que teria direito na carceragem da superintendência.

Menezes é diretor executivo da corporação e foi preso nesta terça-feira (16/9), sob a acusação de praticar advocacia administrativa. Outros dois mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão foram cumpridos nos Estados do Amapá, Pará e no Distrito Federal.

A ação é um desdobramento das investigações da Operação Toque de Midas. Essa operação investiga supostas irregularidades da EBX, do empresário Eike Batista, para a concessão da Estrada de Ferro do Amapá. O banqueiro Daniel Dantas tem 20% das ações da EBX.

O delegado foi um dos comandantes da Operação Chacal. Foi ele um dos que, por três dias, manipulou os CD’s do Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas. A prisão dele foi pedida pelo Ministério Público Federal de Roraima. Motivo: indícios de que Romero teria favorecido funcionários da EBX e de uma outra empresa dirigida pelo irmão dele José Gomes de Menezes Júnior, que também está preso.

Quem deu voz de prisão a Menezes foi o próprio diretor da PF, delegado Luiz Fernando Corrêa. Isso aconteceu, às 9h50, quando Menezes tinha acabado de entrar no gabinete de Corrêa, acompanhado do diretor de inteligência, Daniel Lorenz, e Roberto Trocom, autoridade máxima da PF no combate ao crime organizado.

Em nota oficial, a PF informou que o diretor executivo Romero Menezes “pediu afastamento do cargo, acolhido pela Direção-Geral da Polícia Federal. O diretor de Combate ao Crime Organizado responderá pela Diretoria Executiva durante o afastamento. A Corregedoria Geral da Polícia Federal determinou a instauração de procedimento disciplinar para a apuração dos fatos”.

Republicano disse:
17 de setembro de 2008 às 15:23

Quem leu a entrevista do Min. Tarso Genro ao estadão fica com a impressão de que o ministro ganhou procuração da PF para defender seus membros. Se a prisão era ou não necessária caberia ao juiz do caso decidir, devendo o MJ cumprir a determinação. Não tem essa de policiais ficarem "chateados" com o MP. Ora, primeiro não é o MP que manda prender e sim a Justiça. Segundo, nada de anormal em prisão que é feita a mando da Justiça, pois, isso não é democracia? Em tempo: parece que os policiais que efetuaram a prisão do delegado resolveram ouvir o conselho do STF de que não deve haver espetaculização ou algemas em nenhuma prisão; por que a de seus superior seria diferente?

João G. dos Santos disse:
17 de setembro de 2008 às 15:39

Cadê o "fessô" Armando do Prado e seu famoso brado "AVANTE PF!"? O sujeito foi preso, mas não foi algemado, nem fotografado, nem filmado. A prisão não ocorreu às 6h da manhã em sua casa cercada de diversos PFs armados com fuzis, com direito a sair no Jornal Nacional. Será que a moda das pirotecnias acabou ou foi apenas uma exceção à regra?

Cecília. disse:
17 de setembro de 2008 às 17:57

Boa parte da PF, infelizmente com aval do Judiciário, tem se valido da prisão temporária para obter confissão / delação dos investigados. Daí porque, nessas operações "espetaculares" não se solta ninguém antes de colher seu depoimento.
E nesse caso, alguém sabe se o DPF foi ouvido? Se confessou ou delatou? Mistério...

A.G. Moreira disse:
17 de setembro de 2008 às 18:23

Pelas conversas, o "professor" está criando "escola" ou está aumentando o seu número de "pseudônimos" ! ! !

Crítico disse:
17 de setembro de 2008 às 18:56

As duas coisas.

Botelho Pinto disse:
17 de setembro de 2008 às 19:48

Segundo Paulo Henrique Amorzinho, existe um grande comprometimento de parte da imprensa com o DD. Ele acusa inclusive o dono do CONJUR, que já me expulsou daqui apenas porque eu reproduzi uma matéria:

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=498JDB003

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=508

Droga, esqueci e publiquei de novo. Lá vem outra expulsão!

Senhora disse:
17 de setembro de 2008 às 19:50

Por que agora tem gente perguntando por que o delegado não foi algemado, filmado etc. Não era isso que o STF queria, que os defensores dos direitos humanos tanto queriam? Então, agora vai ser assim. A PF tá cumprindo ordens. Nunca mais vi nenhuma operação da PF na TV. Não se preocupem os ricos não serão mais humilhados em rede nacional, o mesmo já não posso garantir em relação aos pobres. O STF, ou melhor, o Gilmar Mendes conseguiu o que queria...

Cleyton A Silveira disse:
17 de setembro de 2008 às 23:30

E se o Dr. Protógenes tivesse aceitado o suborno ofertado por Dantas, será que estariamos vendo essa "bola de neve"?

Breve: Súmula Vinculante n. 14.

"A autoridade responsável por inquirir ou julgar um acusado com patrimônio superior a R$ 1 milhão de reais deverá aceitar suborno e anular qualquer procedimento até então realizado sob pena de ser exonerado do cargo que ocupa."

Crítico disse:
18 de setembro de 2008 às 07:24

Redigindo súmulas também? Igual a mim?

Parabéns, aprendeu rápido.

João G. dos Santos disse:
18 de setembro de 2008 às 08:48

No Estadão de hoje, esse número dois - mentor das espetaculizações - concluiu que o min. Gilmar Mendes tinha razão. Conclusão: enquanto ardia no traseiro alheio, tudo bem. Nada melhor que provar do mesmo veneno.

Botelho Pinto disse:
18 de setembro de 2008 às 09:23

Dessa aula ele nunca esquecerá.

Cleyton A Silveira disse:
18 de setembro de 2008 às 12:05

Bom, com todo respeito, a minha "súmula" foi inventada, não dei Ctrl + C, Ctrl V em súmula já existente do Supremo, acho que fui um pouquinho mais criativo. Olha Sr. "Critico", estou aberto a críticas da sua parte desde que você fundamente objetivamente. Vou respeitar sua opinião assim como gostaria que você respeitasse a minha. Este espaço esta aberto para discussão sobre assuntos sérios, não quero perder tempo com palhaçada. Tenho mais o que fazer.

Crítico disse:
18 de setembro de 2008 às 14:50

Acho que você não entendeu.

A idéia de "inventar" a súmula foi minha. Não há "copiar e colar" naquela redação que criei. Por isso, você não foi criativo, já que copiou a idéia. Agora leia a minha redação e a da súmula 11 original (que um dia cairá), constate a diferença de textos e veja o tamanho da besteira que falou.

De acordo com sua orientação, minha resposta está fundamentada objetivamente.

Se não quiser perder tempo com palhaçada, leia com mais atenção.

Obrigado.

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