A Polícia Federal abriu uma investigação para apurar a participação do ex-diretor de inteligência da instituição, Renato Porciúncula, e do delegado Emmanuel Henrique Oliveira, também da inteligência, no vazamento de informações da Operação Navalha.
Segundo o jornalista Lauro Jardim divulgou em seu blog, o objetivo é descobrir se eles ajudaram a divulgar informação sobre a existência de uma suposta lista na qual o ministro Gilmar Mendes apareceria entre os acusados de receber presentes da construtora Gautama.
Como revelou a revista Consultor Jurídico em abril do ano passado, o Gilmar Mendes do caso é um homônimo do presidente do Supremo Tribunal Federal. A informação errada foi divulgada pela imprensa. Os jornalistas que foram vítimas da falsa informação dispensaram o sigilo da fonte, por entender que o instituto não serve para proteger tramóias, e apontaram o chefe de imprensa de Lacerda, François René, como a origem da “notícia”.
A investigação da PF sobre o vazamento das informações está a cargo do ex-superintendente da PF em Goiás, Manoel Trajano. Porciúncula foi o braço-direito de Paulo Lacerda, tanto na PF quanto na Abin. Essa investigação foi um dos motivos para que Lacerda fosse afastado definitivamente do comando da Abin em setembro deste ano.
O primeiro motivo foi a divulgação de uma conversa telefônica entre Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Já a revelação de que havia 52 agentes da agência na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, selou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de afastar definitivamente o delegado.
No entanto, a situação de Lacerda já estava insustentável desde que a gestão dele chefe da Polícia Federal, entre janeiro de 2003 e agosto deste ano, estava sob investigação da própria PF por suspeita de “plantar” informações falsas para prejudicar pelo menos dois ministros do STF, Gilmar Mendes e Sepúlveda Pertence.
A investigação da PF corre em sigilo. Foi aberta no dia 4 de agosto, a pedido do Ministério Público Federal, que levou quatro meses para atender a um recurso do Supremo ajuizado no dia 1º de abril. Pelas investigações já feitas, ficou claro que agentes e assessores da PF “inventaram” e “adulteraram” informações deliberadamente.
No caso de Gilmar Mendes, a “plantação” da PF, confirmada por depoimentos de jornalistas, foi feita dias depois de ele ter concedido um Habeas Corpus a um dos investigados na Operação Navalha, uma história que começou com o objetivo de prender policiais federais corruptos e foi desviada depois para outra diferente sobre licitações de obras públicas.
Irritada por ser “desobedecida”, a direção da PF, pedindo sigilo de fonte, passou à imprensa a informação de que Mendes aparecia na lista de presenteados com “mimos e brindes” que os acusados distribuíam entre autoridades dos governos federal, estadual e municipal.
O inquérito da Operação Navalha não deixa dúvida de que a Polícia Federal sabia que o Gilmar Mendes que aparecia nas investigações não era o ministro do Supremo. Em todos os relatórios, a PF já havia identificado o homônimo como “um ex-secretário de Estado (Fazenda) de Sergipe”.
As falsas informações, conforme apura inquérito feito pela Procuradoria-Geral da República, foram passadas aos jornalistas pelo assessor de imprensa de Lacerda na Polícia Federal, François René — o mesmo assessor que seguiria depois para a Abin onde continuou seu trabalho.

Que coisa feia!
O correto seria a prisão preventiva de todos os suspeitos envolvidos para não atrapalharem as investigações, ademais, o Delegado Trajano é amigo pessoal do Delegado Emmanuel Henrique Baldoino, do Lacerda e do François. Essa investigação nunca irá chegar a lugar nenhum, é um engodo, um cala-boca.
Concordo plenamente, Sr. Hernani! Nos casos mais banais, tanto o MP quanto a PF pedem a prisão preventiva dos investigados. Agora, num caso de tamanha importância, onde os membros mais importantes do principal órgão de inteligência da PF são acusados de plantar provas falsas, contra ministros da mais alta corte!!! Tenha dó! Deixam "eles" soltos, podendo exercer suas infelizes influências sob seus sobordinados!!! Creio que ainda vão ser desvendadas muitas injustices e canalhices sobre essas operações midiáticas!!! Infelizmente, quem vai acabar indenizando as vítimas dessas injustiças é o Estado brasileiro, ou seja, todos nós contribuintes! Por isso sou a favor da responsabilização pessoal desses mau intencionados, sejam da PF, MP ou do próprio judiciário! Só assim teriam mais responsabilidade, sob o temor de seus bolsos! Preparem-se, pois as ações de indenização começarão, e nossos bolsos padecerão! Infelizmente! Responsabilização pessoal Já!
Ué, não vão dar nome a essa "operação" (sugiro "operação comadre"); busca e apreensão; prisões cautelares. Que decepção!
Talvez "operação futrica própria de ginasial". Ou "operação banho maria até cair no esquecimento". Ou "operação calendas gregas".
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