O presidente nacional da OAB, Cezar Britto, sugeriu a criação de um controle social e externo sobre a Polícia Federal, a exemplo do que já existe para o Judiciário e o Ministério Público. Segundo ele, o objetivo é minimizar as brigas internas na PF e também as externas, com membros da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
“É preciso ter um controle social numa atividade que é importante para combater o crime. A sociedade tem interesse nisso e é o que a OAB está a propor e a discutir aqui no evento.” A afirmação foi feita por Britto na abertura da XX Conferência Nacional dos Advogados, na noite de terça-feira (11/11), em Natal.
“Uma das propostas da OAB no Congresso Nacional é criarmos um controle social sobre a Polícia, nos moldes do que já existe em termos de controle da magistratura e do Ministério Público, para que ela não se sujeite ao controle do Executivo, mas, ao mesmo tempo, não tenha uma autonomia suficiente para que essas brigas interpessoais interfiram nas relações”, explicou
Britto falou também dos conflitos no Judiciário e disse que o cidadão não se sente tranqüilo com a situação. De acordo com ele, as instituições são fundamentais para trazer segurança, “mas o conflito pessoal, o conflito de vaidades, que é diferente do conflito jurisprudencial, tem acontecido fortemente nessas instituições”.
Para Cezar Britto, o fato gera uma sensação de impunidade muito forte para o Brasil. Ele ressaltou que o povo precisa de segurança para compreender que a Justiça é fundamental e se deve confiar nos órgãos encarregados de aplicá-la.
Exame de Ordem
O presidente da OAB também faltou da falta de qualificação dos bacharéis no país. Para ele, é uma verdadeira tragédia brasileira. “As pessoas buscam a ascensão social pelo saber, procuram instituições que fornecem esse saber e descobrem, depois de anos, que o saber fornecido não serve para nada. Não há no Brasil a profissão de bacharel em Direito. É preciso ter qualidade. Quem não tem qualidade não passa no Exame de Ordem, não passa em concurso de magistratura, não passa em concurso nenhum, e depois se vê vítima do estelionato educacional.”
Britto destacou que a unificação do Exame pode ajudar na qualidade dos profissionais. Ele disse que a OAB está aplicando a mesma prova no país todo e que já há um currículo mínimo nas instituições de ensino.
Com base nesse currículo, a instituição vai fazer uma avaliação nacional do ensino jurídico. O objetivo, segundo ele, é colher dados para servir de parâmetro para que o MEC fiscalize a qualidade da educação.
Britto afirmou que os dados servirão para que as instituições busquem referência uma com a outra. “As informações permitem que aquele que quer ascender socialmente pelo saber tenha um quadro comparativo das instituições de ensino. Como estamos divulgando, as boas instituições de ensino aprovam de 80% a 90% dos inscritos, mas nós temos instituições que, infelizmente, reprovam 80%, 90%, até 100% dos inscritos.”

Cezar, cezar, dai a Cezar, etc e tal.
Que tal um controle externo da OAB, para fiscalizar para vai tanto dinheiro que entra (dos associados e das inscrições para o exame, por exemplo)?
corrigindo: para onde vai...
Pra onde vai o dinheiro da OAB? Porque o ilustre colega, professor, não procura tomar ciência dos dados antes de "sugerir", ainda que de forma indireta, que o dinheiro dos associados é "desviado"?
Tenho uma observação sobre a colocação de Britto sobre "no Brasil não existe a profissão de Bacharéis em Direito" e sobre a péssima qualificação dos bacharéis.
O grande problema nasce é no ensino particular superior. A mentalidade é de que quanto mais estudantes, melhor, e isso vem comprometendo a qualidade do ensino superior. Abrir muitas vagas, implica em queda de nível seletivo dos candidatos.
Outro problema é que o bacharel em direito é o UNICO curso que a pessoa conclui e nao tem emprego. Isso está errado. Não é porque o ensino superior é dsqualificado em sua maioria que isso deve ser assim e a prova da OAB seria a redenção. Até porque não é redenção nenhuma. A prova disso é que os advgoados medíocres de hoje também fizeram o exame da ordem e estão aí sem saber nem usar bem o vernáculo.
Ou seja, Britto, permissa vênia o problema está para além dos bacharéis: está na inércia do MEC em adotar atitudes radicais contra esse estelionato educacional de instituições de ensino, cujo poder economico é quem coloca ems egundo plano a qualidade do ensino, mas ninguém faz nada porque eles injetam muito dinheiro nos cofres público! E quem é o MEC, quem é a OAB para mexer com eles? Não são nada! Até hoje, pelo menos, não.
[]s
É democrático que a Polícia Federal tenha controle.... embora não esteja submetida à tripartição de poderes, posto que não é Poder, a Polícia Federal tem de passar por controle externo, como se dá com a judiciária (em teoria) pelo Ministério Público.
Quem tem medo do controle externo é porque tem algo a temer e a esconder.
...OAB vamos lutar pelo que interessa na sua missão. Por exemplo, a vergonhosa indústria de bacharéis que levam muito dinheiro para os Di Gênios da vida, por exemplo. E, também, para a própria OAB, através dos concorridos exames da ordem.
Sr. Brito,
O Senhor fez exame de ordem?
Ficando rico nas costas dos bacharéis e agora os critica? Estranho é a OAB não fazer uma cruzada para fechamento dessas tais faculdades beira de esquina?! Deve ser talvez porque o Sr. Brito esteve pouco tempo atrás fazendo propaganda numa dessas faculdades "beira de esquina" Hipocrisia!
...Deixou os bacharéis e estagiários ao léu ... e agora cospe no prato em que comeu!
E quem vai fiscalizar o órgão fiscalizador ?
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