Para Cezar Britto, anistia a Jango é momento histórico

Foi formalizada neste sábado (15/11), em Natal, a anistia política póstuma do ex-presidente da República João Goulart (1919-1976). O ato marcou encerramento da XX Conferência Nacional dos Advogados. O pedido de anistia e de indenização foi feito pela viúva de Jango, Maria Teresa Goulart.

Após a sessão da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, o presidente nacional da OAB, Cezar Britto, afirmou que “este é um momento histórico que ficará na lembrança de todos para que nunca mais se repita o Estado Policial e a ditadura militar”.

Britto acrescentou que é a primeira vez que o Estado reconhece, oficialmente, que errou quando de um golpe militar. “É a primeira vez que o Estado pede desculpas por ter quebrado a via democrática e ter rasgado a Constituição brasileira”, comemorou.

No pedido de reparação econômica, a viúva pediu para receber a pensão devida às mulheres de ex-presidentes, contando a partir da morte de seu marido. Em vida, Jango nunca recebeu pensão ou qualquer outro benefício concedido aos ocupantes da Presidência depois que deixam o cargo.

Eleito vice-presidente da República em 1956 (com Juscelino Kubistcheck como presidente) e em 1960 (com Jânio Quadros), Jango assumiu a Presidência em setembro de 1961, com a renúncia de Jânio. Permaneceu no cargo até abril de 1964, quando foi deposto pelo golpe militar de 31 de março. Passou a viver no Uruguai, onde tinha uma fazenda, e na Argentina. Morreu em 1976 na cidade argentina de Mercedes, vítima de ataque cardíaco.

Felipe Lira de Souza Pessoa disse:
15 de novembro de 2008 às 20:46

A ditadura militar não foi uma só, não havia uma unanimidade entre seus chefes no que concerne ao modo como se deveria combater a verdadeira didatura que se pretendia implantar naquele momento: um estado maoísta e socialista a la Fidel Castro. Embora nada justifique certas barbaridades, não nos esqueçamos desse detalhe.

Armando do Prado disse:
15 de novembro de 2008 às 23:44

Aos poucos a verdadeira história desse povo vai sendo escrita, não a que está ainda por aí, contada pelos vencedores de 64: covardes, canalhas e mentirosos.

Alex Wolf disse:
16 de novembro de 2008 às 10:53

Quem foi o sr. João Goulart, popular Jango:
1. Fazendeiro rico e abastado, que após a deposição foi cuidar de suas fazendas no Uruguai;
2. Instigou a quebra de hierarquia nas FA, dando voz e vez a todos 'revoltadinhos' que pudessem ajudá-los em seu projeto (vide abaixo), como marinheiros, sargentos, etc.;
3. Planejava, com o apoio entusiástico de seu cunhado Leonel Brizola, executar um auto-golpe para se perpetuar no poder;
4. Dirigiu um governo ruinoso que lançou o país numa espiral inflacionária, a maior até então em nossa história;
5. O povo não saiu às ruas para protestar por sua queda, ao contrário, de maneira geral houve uma sensação de alívio pelo fim de um governo nefasto ao país.

Roberval Taylor disse:
16 de novembro de 2008 às 13:31

Viva a farra que estão fazendo com o dinheiro dos imposto que nós pagamos.Falta indenizar o estudante Wolf que na ditadura não era nascido, mas que nasceu bobão por causa dos barulho das passeata que os estudante fazia. E também a Cecília, minha namorada, que é tonta porque o pai dela broxou cinco vezes antes de fazer ela por causa das porrada que recebeu dos milico...Ou se indeniza todo mundo ou não se dá nada para a viuva do fazendeiro gaucho.

Jean Spinato disse:
17 de novembro de 2008 às 11:50

Caso~não fosse a sua deposição, Jango teria entrado para o papel que sua biografia política e praparo merecem: a irrelevância. Um político despreparado, que chegou ao poder pela renúncia do desequilibrado Jânio Quadros, e que por ter colocado como seu lider na Câmara o não menos desequilibrado Brizola perdeu qualquer possibilidade de convivência harmônica com o Congresso Nacional.
Por acaso, Brizola, Jango e seus seguidores planejavam um futuro democrático para o Brasil?

Você precisa estar logado para enviar um comentário.