Câmara aprova cotas em universidades federais

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (20/11), o Projeto de Lei que reserva 50% das vagas em instituições federais de ensino superior para alunos que cursaram os três anos do ensino médio em escola pública. O projeto segue para votação no Senado. As informações são da Agência Câmara.

A proposta, de autoria da deputada Nice Lobão (DEM-MA), recebeu emenda que destina metade dessas vagas (25% do total) para estudantes pertencentes a famílias com renda até R$ 622,50(1 salário mínimo e meio). Os outros 25% serão para negros, pardos e indígenas.

Desses 25%, o número de vagas para cada etnia será divido conforme a sua representação no estado em que está localizada a instituição, ou seja, se a porcentagem de indígena for a maior, esse grupo terá o numero de vagas maior. Os dados serão baseados no último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

As faculdades federais deverão cumprir a implantação total em quatro anos. O texto faculta as cotas para as instituições privadas.

Para os alunos cotistas, o vestibular fica extinto. As universidades públicas deverão selecionar os estudantes do ensino médio em escolas públicas tendo como base o coeficiente de rendimento, obtido através de média aritmética das notas ou menções obtidas no período, considerando-se o currículo comum a ser estabelecido pelo Ministério da Educação.

Segundo o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, o projeto de lei tem um conteúdo de justiça social em relação a etnias. Na votação, a deputada Nice Lobão apontou que deveria ser extinto o vestibular para todos os estudantes, mas ela mesma reconheceu que a proposta não era viável.

Pelo projeto aprovado, as cotas também devem ser aplicadas às escolas públicas de curso técnico, no nível médio. Na seleção, deverá ser reservado 50% de vagas para alunos que cursaram o ensino fundamental em escola pública (metade para negros, indígenas e pardos). Após dez anos, o Poder Executivo deverá revisar o programa.

Lima disse:
20 de novembro de 2008 às 21:05

A questão da reserva de vagas em universidades federais para estudantes do ensino público está de parabéns. Igualmente a reserva de vagas para estudantes provenientes de famílias de baixa renda. Agora.. REservar 25% das vagas para negros, pardos e índios somente por serem negros, pardos e índios é incorrer no erro. Esta parte do projeto é uma tremenda de uma legalização do racismo. Não é com políticas raciais que se resolverá o problema destas "minorias". Creio que seria muito mais produtivo se o governo realmente investisse no ensino público primário e secundário e ainda, retirasse os índios do meio do mato e os inserisse na sociedade como seres humanos detentores de direitos e obrigações que são. Quanto aos negros, que lutem como sempre lutaram para vencer na vida porque tenho certeza que são tão competentes e inteligentes como uma pessoa com outras características de pele. E por fim, creio ser uma vergonha se falar em "pardos". A cor parda não existe.. chega a ser uma afronta chamar negros com uma cor mais clara de pele de "pardos". Coisas do Lula e seus pseudo-ministros...

FRANCISCO GARISTO disse:
20 de novembro de 2008 às 23:06

O BARACK OBAMA fno Brasil tem direito a estudar na USP e o Lula retirante tem que pagar faculdade ( se ele gostasse de estudar é claro)

O meu Brasil tem cada uma que parece duas. Pobreza é uma coisa e cor dos pigmentos epiteliais é outra.

A pobreza atinge brancos e negros e essa sim deve ser combatida, já que as universidades federais são reservadas hoje 90% para ricos que frequentam boas escolas e podem pagar bons e caríssimos cursinhos preparatórios.

As Universidades públicas deveriam ser pagas por pessoas que podem pagar , assim sobraria mais verba para se criar mais vagas para aqueles que não podem arcar com mensalidades.

Pinheiro disse:
21 de novembro de 2008 às 01:30

Acho um absurdo cotas pela cor da pele. O governo deveria melhorar a educação e aumentar as oportunidades para todos, para que as pessoas, sejam de que cor forem, conseguissem entrar em boas faculdades pelos seus próprios méritos.

Uma outra inovação do projeto é preocupante: "As universidades públicas deverão selecionar os estudantes do ensino médio em escolas públicas tendo como base o coeficiente de rendimento, obtido através de média aritmética das notas ou menções obtidas no período, considerando-se o currículo comum a ser estabelecido pelo Ministério da Educação."

Se entendi direito, os próprios professores das escolas públicas darão as notas que determinarão se o estudante entrará ou não na faculdade. Ora, isso é claramente injusto porque cada turma de estudantes tem professores diferentes, cada professor tem critérios diferentes e alguns professores podem abusar desse poder de dar notas tão importantes. O melhor seria uma prova única, pública e completamente impessoal para todos os estudantes: o exame vestibular.

Cláudio disse:
21 de novembro de 2008 às 08:39

Em primeiro lugar , não há a menor possibilidade de identificar cientificamente alguém, se negro, branco, amarelo, vermelho, pardo ou o que seja.Em segundo, é ato de discriminação, vedado pela C.F. e ainda crime de racismo. Em terceiro pergunto, quando teremos cotas para "brancos"??????

Luciana disse:
21 de novembro de 2008 às 08:43

Espero que não seja aprovada.
Não podemos pagar pelo erro do passado e muito menos pelos gravíssimos erros do presente.
Nosso governo não contribui em nada para a melhoria do ensino e acha que dando "esmola" esta fazendo sua parte.
Não podemos acreditar que cotas significam igualdade, cotas significam mais desigualdade.
Precisa melhorar o ensino, preparar mais os professores e aí sim teremos candidatos concorrendo de igual.

Nanda disse:
21 de novembro de 2008 às 10:32

Mais uma idiotice dos nossos parlamentares. Eu estudei em escola pública e depois cursei universidade pública, depois de me esforçar para passar no vestibular - bom frisar que sou de um tempo em que escola pública valia alguma coisa.

Em vez de investir em educação básica, pra que estejam todos nivelados disputando as mesmas vagas, fazem esse engodo pra dizer que existe "igualdade entre os desiguais". E lá dentro da Universidade, serão aulas diferenciadas tb? Os professores universitários tb serão proibidos de dar notas baixas para essas pessoas? E o mercado de trabalho depois? Farão uma lei obrigando que sejam contratados?

Isso é uma inversão de valores, é um absurdo. Que se coloque todo mundo pra estudar em escola boa! Não é jogar quem não pode pagar no lixo das escolas públicas com seus professores mal remunerados e estrutura de quinta, e depois lhes compensa "dando-lhes" vagas nas universidades públicas, como se isso resolvesse alguma coisa.

Isso é a perpetuação da ignorância, que rende ótimo resultados nas eleições para esses nossos BRILHANTES parlamentares!!!

MTADEO disse:
21 de novembro de 2008 às 11:21

O governo deveria organizar um sistema de ensino para todos os níveis da educação. Todos têm direito a vagas na universidade. Todos têm direito a um nível melhor de educação. Esses métodos que não admitem a reprovação, não estimulam o aprendizado. O Senado não deve aprovar nenhum sistema de "cotas",que já foi uma estupidez nos EUA, e causou conflitos naquele país.

Salealves disse:
21 de novembro de 2008 às 16:34

Ora meus colegas

Não reclamem de uma situação criada por vocês mesmos, tudo que acontece entre nossos escabrosos representantes, nada mais é que a pura e simples imagem de cada um de nós se estivéssemos no congresso, sendo assim, agiríamos iguaizinhos, principalmente se tivéssemos oportunidade em contratar nossos parentes..

viva nossas escolhas...

Colham os resultados...

caiubi disse:
21 de novembro de 2008 às 17:29

melhor forma que encontraram para não melhorar o ensino de base, público.
Nogenta e repugnante a proposta, pastei a vida toda, meu pai que era colono de fazenda, vei para cidade, pastamos muito, agora que consigo coisa melhor para meus filhos, a merda tai. Obs. Só consegui, pq quando no ensino basico e médio, escrevia-se PROFESSOR com letras maiúsculas.Muita cara de pau, gente é so melhorar o ensino público, chega de esmola, chega de marmitex, o povo precisa de trabalho, escolas de verdade, o povo tem que conquistar, o povo tá ficando mau acostumado. Povo vadio, governo corrupto.

caiubi disse:
21 de novembro de 2008 às 17:33

Tem mais, distribuir marmitex não é tirar povo fa miséria.
Quando criança enquanto travalhava de dia e estudava a noite, eu era idiota, não divertia, não fumava, não conhecia a escalação da seleção de jogadores brasileiros, a dita seleção "brasileira". Realmente fui e sou idiota, alem de toda essa parafernalha ta vindo aí o perdão a devedores. Tenho medo de comentar mais, chega.

caiubi disse:
21 de novembro de 2008 às 17:34

HOMESTAMENTE, não foi dia da conciencia negra e sim, pelas descriminações que ja passei, e história de antepaçados, foi dia DO LUTO NEGRO.

analucia disse:
21 de novembro de 2008 às 18:27

Devemos aprovar cotas nos concursos públicos, por exemplo para pessoas com renda familiar de até dois salarios minimos mensais.

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