ONG é contra semi-aberto para acusados de matar repórter

A ONG “Repórteres sem Fronteiras”, com sede em Paris, emitiu nota, nesta sexta-feira (2/1) em que se diz “chocada” com a notícia do abrandamento do regime de prisão de Cláudio Orlando do Nascimento — o “Ratinho” — para semi-aberto, no dia 30 de dezembro, por bom comportamento. A organização se revoltou com o fato de ele ter recebido a mesma medida judicial dada em favor de Claudino dos Santos Coelho, o “Xuxa”. Os dois são acusados pelo assassinato do jornalista Tim Lopes. O traficante Cláudio Orlando do Nascimento, de 36 anos, alegou inocência durante o seu julgamento, dizendo que trabalhava “como feirante, vendendo alho e pipa, desde os dez anos de idade”.

Em comunicado emitido a todo o mundo em 3 idiomas, a entidade descreve assim o crime: “Os dois homens, conhecidos por pertencerem a uma quadrilha do Rio de Janeiro, haviam sido condenados a vinte e três anos e seis meses de prisão pelo assassinato, em junho de 2002, de Tim Lopes, jornalista da TV Globo. O jornalista realizava uma reportagem sobre casos de exploração sexual de menores na favela de Vila Cruzeiro, quando foi seqüestrado e torturado até a morte. Sete malfeitores foram condenados, no processo, a penas compreendidas entre vinte e três e vinte e oito anos de prisão”.

A entidade escreveu que “mesmo admitindo que a lei autorize que um preso que tenha cumprido um terço de sua pena solicite e obtenha o regime semi-aberto, consideramos essa medida totalmente inadequada, tendo em conta a crueldade dos fatos pelos quais ‘Xuxa’ e ‘Ratinho’ foram condenados em 2005”.

O jornalista Tim Lopes foi assassinado no dia 3 de junho de 2002, quando fazia uma reportagem no Complexo do Alemão sobre tráfico de drogas e exploração sexual de menores em bailes organizados por traficantes. Tim Lopes foi torturado, morto, teve o corpo esquartejado e queimado. Segundo o Ministério Público, o mandante do crime teria sido o traficante Elias Pereira da Silva, o “Elias Maluco”, já condenado a 28 anos e seis meses de prisão.

Em outubro de 2005, o 1º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou Claudino dos Santos Coelho a 23 anos e seis meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver. O julgamento durou 54 horas.

Sofista disse:
02 de janeiro de 2009 às 16:00

A ONG, cuja sede é radicada em Paris, não deveria ficar "chocada" com leis de estados democráticos de direito que visam - ao menos teoricamente - a reintegração social do condenado.

Antes disso, poderia se insurgir, por exemplo, contra a Inglaterra, que condena à prisão perpétua crianças com 13 anos de idade.

No mais, quem queimou bruxas em praça pública não foram os brasileiros, ok?

A.G. Moreira disse:
02 de janeiro de 2009 às 17:29

Essa estória de arranjar leis especiais e mais severas, para condenar aqueles que cometem crimes contra qualquer membro da imprensa, é discriminatório e odioso, além de autoritário e ridículo ! ! !

Vinícius Campos Prado disse:
02 de janeiro de 2009 às 20:22

Não são apenas os jornalistas e eleitos pela classe que merecem os abrandamentos legais, desde que satisfeitos os requisitos normativamente exigidos. Quando silenciam diante da impunidade reinante no Brasil, não têm qualquer direito a exigir penas mais severas para quem quer que seja. Por que em momentos diferentes não condenaram os critérios temporais ou comportamentais que possibilitam a concessão dos referidos benefícios? Aos jornalistas, fica a velha frase de Maiakovsky: " ... E porque não dissemos nada/ já não podemos dizer nada".

hammer eduardo disse:
02 de janeiro de 2009 às 21:17

Sinceramente , este continuado medo da Imprensa ja esta dando é muito sono , o mais ridiculo disso tudo é esperar que tendo acesso aos meios de comunicação como ela tem , o assunto seja tratado como "coisa de menor importancia". Lamentavelmente não podemos fazer nada a respeito , a Lei é assim e cabe apenas cumpri-la , mas que é um insuportavel ABSURDO , convenhamos senhores que é sim. Nestas horas cabe aquela perguntinha bem basica , da pra ter medo dessas leis que estão ai? , claro que não. O caso do Tim Lopes chocou pela barbarie digna de romances da idade media , o Cidadão foi torturado , morto com uma espada e depois picado antes de ser colocado no agora famoso "microondas" , e ainda temos gente que defenda a soltura de tão "candidas" pessoas, so aqui mesmo.
Realmente enquanto não adequarmos as leis a nossa dificil realidade , teremos que conviver com absurdos desse calibre. Qualquer Pais minimamente organizado trancaria essas feras numa cadeia com direito a trabalhos forçados ate o fim de suas podres vidas e jogaria a chave no lixo , aqui NÃO! , se bobear os caras ainda vão receber um pedido de desculpas, uma carta de recomendação , isso se não resolverem acionar o estado por aprisionamento injusto , "adevogadios" para isso certamente não faltam.
É uma pena que esta seja a nossa dura realidade , temos uma guerra civil em andamento nas ruas das grandes cidades, os des-governantes não a reconhecem e ao mesmo tempo temos um codigo penal que nem na Finlandia tem igual , é na pratica a premiação do delinquente , seja la qual for o crime. Aos libertarios de boteco , gostaria de ver as "sinceras reações" pessoais se em vez do Tim Lopes, quem tivesse ido para o microondas fosse alguem de sua Familia ou muito proximo. Que nojo!!!!

hammer eduardo disse:
02 de janeiro de 2009 às 21:19

COMENTARIO 2 , A CURIOSIDADE:

Na seção do CONJUR intitulada "leia tambem" , existem os artigos anteriores referentes a esta nauseante ocorrencia porem TODOS os comentarios foram eliminados , no minimo muito estranho para dizermos o minimo tambem...........

J.Marcos disse:
02 de janeiro de 2009 às 22:19

Sr eduardo hammer, normalmente numa guerra civil os lados envolvidos se armam e na nossa realidade nós do povo somos apenas vítimas de uma grande matança que ocorre enquanto alguns teóricos se desdobram em tentar provar que a natureza não é como é, não existem homens maus, é tudo questão de falta de oportunidade. Na "nossa" democracia, nossa participação é apenas para votar e pagar impostos, nossas opiniões sobre assuntos como o retratado neste artigo são consideradas coisa de gente mal informada e mal formada. A "coisa do povo" está somente nas mãos de alguns iluminados que adoram ditar como é que os outros devem viver, se tombarem no caminho, paciência. abraços

J.Marcos disse:
02 de janeiro de 2009 às 22:19

Sr eduardo hammer, normalmente numa guerra civil os lados envolvidos se armam e na nossa realidade nós do povo somos apenas vítimas de uma grande matança que ocorre enquanto alguns teóricos se desdobram em tentar provar que a natureza não é como é, não existem homens maus, é tudo questão de falta de oportunidade. Na "nossa" democracia, nossa participação é apenas para votar e pagar impostos, nossas opiniões sobre assuntos como o retratado neste artigo são consideradas coisa de gente mal informada e mal formada. A "coisa do povo" está somente nas mãos de alguns iluminados que adoram ditar como é que os outros devem viver, se tombarem no caminho, paciência. abraços

J.Marcos disse:
02 de janeiro de 2009 às 22:19

Sr eduardo hammer, normalmente numa guerra civil os lados envolvidos se armam e na nossa realidade nós do povo somos apenas vítimas de uma grande matança que ocorre enquanto alguns teóricos se desdobram em tentar provar que a natureza não é como é, não existem homens maus, é tudo questão de falta de oportunidade. Na "nossa" democracia, nossa participação é apenas para votar e pagar impostos, nossas opiniões sobre assuntos como o retratado neste artigo são consideradas coisa de gente mal informada e mal formada. A "coisa do povo" está somente nas mãos de alguns iluminados que adoram ditar como é que os outros devem viver, se tombarem no caminho, paciência. abraços

J.Marcos disse:
02 de janeiro de 2009 às 22:19

Sr eduardo hammer, normalmente numa guerra civil os lados envolvidos se armam e na nossa realidade nós do povo somos apenas vítimas de uma grande matança que ocorre enquanto alguns teóricos se desdobram em tentar provar que a natureza não é como é, não existem homens maus, é tudo questão de falta de oportunidade. Na "nossa" democracia, nossa participação é apenas para votar e pagar impostos, nossas opiniões sobre assuntos como o retratado neste artigo são consideradas coisa de gente mal informada e mal formada. A "coisa do povo" está somente nas mãos de alguns iluminados que adoram ditar como é que os outros devem viver, se tombarem no caminho, paciência. abraços

J.Marcos disse:
02 de janeiro de 2009 às 22:19

Sr eduardo hammer, normalmente numa guerra civil os lados envolvidos se armam e na nossa realidade nós do povo somos apenas vítimas de uma grande matança que ocorre enquanto alguns teóricos se desdobram em tentar provar que a natureza não é como é, não existem homens maus, é tudo questão de falta de oportunidade. Na "nossa" democracia, nossa participação é apenas para votar e pagar impostos, nossas opiniões sobre assuntos como o retratado neste artigo são consideradas coisa de gente mal informada e mal formada. A "coisa do povo" está somente nas mãos de alguns iluminados que adoram ditar como é que os outros devem viver, se tombarem no caminho, paciência. abraços

J.Marcos disse:
02 de janeiro de 2009 às 22:19

Sr eduardo hammer, normalmente numa guerra civil os lados envolvidos se armam e na nossa realidade nós do povo somos apenas vítimas de uma grande matança que ocorre enquanto alguns teóricos se desdobram em tentar provar que a natureza não é como é, não existem homens maus, é tudo questão de falta de oportunidade. Na "nossa" democracia, nossa participação é apenas para votar e pagar impostos, nossas opiniões sobre assuntos como o retratado neste artigo são consideradas coisa de gente mal informada e mal formada. A "coisa do povo" está somente nas mãos de alguns iluminados que adoram ditar como é que os outros devem viver, se tombarem no caminho, paciência. abraços

J.Marcos disse:
02 de janeiro de 2009 às 22:19

Sr eduardo hammer, normalmente numa guerra civil os lados envolvidos se armam e na nossa realidade nós do povo somos apenas vítimas de uma grande matança que ocorre enquanto alguns teóricos se desdobram em tentar provar que a natureza não é como é, não existem homens maus, é tudo questão de falta de oportunidade. Na "nossa" democracia, nossa participação é apenas para votar e pagar impostos, nossas opiniões sobre assuntos como o retratado neste artigo são consideradas coisa de gente mal informada e mal formada. A "coisa do povo" está somente nas mãos de alguns iluminados que adoram ditar como é que os outros devem viver, se tombarem no caminho, paciência. abraços

J.Marcos disse:
02 de janeiro de 2009 às 22:19

Sr eduardo hammer, normalmente numa guerra civil os lados envolvidos se armam e na nossa realidade nós do povo somos apenas vítimas de uma grande matança que ocorre enquanto alguns teóricos se desdobram em tentar provar que a natureza não é como é, não existem homens maus, é tudo questão de falta de oportunidade. Na "nossa" democracia, nossa participação é apenas para votar e pagar impostos, nossas opiniões sobre assuntos como o retratado neste artigo são consideradas coisa de gente mal informada e mal formada. A "coisa do povo" está somente nas mãos de alguns iluminados que adoram ditar como é que os outros devem viver, se tombarem no caminho, paciência. abraços

Mauro disse:
03 de janeiro de 2009 às 22:48

Essas ong's internacionais a cada dia demonstram suas inutilidades quando deixam claro que não sabem nada de nada do que estão falando. Quer dizer então que o rigor da lei tem de aumentar na medida da imporntância de quem foi assassinado? Ora, estão apenas aplicando a lei, pois o povo tem sanha por ver bandidos mofando a vida toda na cedeia sem perceber que ficar preso não é a solução definitiva em termos da ressocialização do criminoso.

luigi disse:
04 de janeiro de 2009 às 09:13

Além de concordar com o Professor Mauro, saliento que as ONGs, muitas vezes (a maioria delas), agem na defesa de interesses internacionais contrários aos brasileiros, atuando de uma forma que jamais permitiriam em seus respectivos países de origem.

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal disse:
05 de janeiro de 2009 às 14:49

É MELHOR ESSA ONG DAR PALPITE NA TERRA DELES.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também