Ajufe pede equiparação de vantagens entre MP e magistratura

O presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Fernando Mattos, reuniu-se nesta quarta-feira (19/8) com o presidente do Conselho Nacional de Justiça, ministro Gilmar Mendes, para pedir mais vantagens para os magistrados. Acompanhado do advogado Luiz Roberto Barroso, Mattos pediu que a categoria seja equiparada ao Ministério Público.

Barroso, advogado da instituição, e Mattos falaram com o ministro sobre o regime jurídico equiparado que rege as relações entre o Ministério Público e a magistratura. Segundo o advogado, há algumas defasagens institucionais que têm transformado a magistratura federal no piso em relação a outras carreiras, inclusive o Ministério Público.

Segundo o advogado da Ajufe, a Constituição Federal prevê a equiparação ente as duas carreiras, mas há diferenças na prática, principalmente em relação a parcelas indenizatórias conferidas aos cargos como o auxílio alimentação, a licença-prêmio, férias, entre outros. “A partir do momento que a Constituição cria um regime que é equiparado, evidentemente, o tratamento das duas carreiras tem que ser equiparado sob pena de violação da Constituição”, sustenta o advogado, para quem o pleito não é corporativo, mas institucional.

Com isso, a Ajufe pede ao CNJ que interprete a Constituição Federal e a legislação vigente no sentido de que membros do Ministério Público e magistrados federais tenham o mesmo conjunto de obrigações e de vantagens. Para Fernando Mattos, a ação do CNJ nesse sentido é necessária para reconhecer e corrigir uma “injustiça histórica”, pois a Constituição de 1988 assegurou essa equiparação que, na prática, ainda não ocorre. Com informações da Assessoria de Imprensa do Supremo Tribunal Federal

Renata Azeredo da Silva disse:
20 de agosto de 2009 às 09:42

É impressionante a eficiêna e agilidade da magistratura para pleitear vantagens salariais!

Gabriel disse:
20 de agosto de 2009 às 19:47

Quando outras categorias (professores, policiais, agentes de saúde)mobilizam-se para obter reajuste salarial, logo aparece uma decisão judicial decretando a ilegalidade da greve ( do jeitinho que o Governo gosta). "Parabéns" para a AJUFE. A sociedade brasileira esperava ansiosamente por esse tipo de pedido, afinal membros do MP recebem salários baixíssimos (algo em torno de R$ 20.000,00)

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