O presidente da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, Luiz Flávio Borges D’Urso anunciou que praticamente garantiu sua reeleição na noite desta terça-feira. Por volta de 22h, apuradas 203 seções eleitorais em todo o estado, o atual presidente somava 52.518 votos contra 45.630 do principal candidato de oposição, Rui Celso Fragoso. Os votos das urnas que ainda faltam ser apuradas não seriam suficientes para tirar a diferença que separa os dois candidatos. “Ainda não estou comemorando vitória, mas o quadro é extremamente favorável”, declarou à ConJur o candidato Luiz Flávio D’Urso.
Às 23h55 foi a vez da principal chapa oposicionista, a de Rui Celso Fragoso anunciar sua vitória. Segundo sua assessoria, a central de computação montada por seu comitê, apuradas até o momento 100% dos votos da Capital e 116 das 223 subsecções do interior, concluiu estar à frente de D’Urso com 2.200 votos de diferença (leia a íntegra da Nota da chapa ao pé do texto). O anúncio antecipado da vitória tem o efeito de desmobilizar os fiscais adversários e costuma ser usado com essa finalidade.
Ainda segundo a assessoria de D’Urso, o resultado oficial da votação nas 220 urnas da Capital aponta uma vitória do candidato de oposição Rui Celso Fragoso. Segundo a fonte, Fragosoo bteve 17.696 votos (36,62%), D’Urso 15.755 (32,60%), Hermes Barbosa 5.260 (10,88%) e Leandro Pinto 4.554 (9,42%).
O resultado oficial só será divulgado nesta quinta-feira (19/11). Os concorrentes solicitaram à comissão eleitoral que a totalização só seja feita quando todos os boletins do interior chegarem à Capital. Os comitês, contudo, com dados repassados por seus fiscais fazem sua apuração paralela.
As eleições na OAB-SP mobilizaram um colégio de eleitores de cerca de 186 mil advogados adimplentes em um universo de 217 mil ativos e 295 mil advogados inscritos na seccional, a maior do país. A votação, entre as 9h e 18h, transcorreu em clima de tranquilidade. D’Urso sustentou o favoritismo para permanecer no cargo para um terceiro mandato consecutivo durante quase toda a campanha, mas na reta final perdeu terreno — informação que se confirmou com o resultado apertado que se insinua. Quatro chapas concorreram à presidência da OAB-SP pelo triênio 2010/2013. Elas são encabeçadas pelo atual presidente da entidade, Luiz Flávio Borges D”Urso, e pelos advogados Leandro Donizete Pinto, Raimundo Hermes Barbosa e Rui Celso Reali Fragoso.
A eventual chapa vencedora é composta por Luiz Flávio Borges D’Urso (presidente), Marcos da Costa (vice-presidente), Sidney Uliris Bortolato Alves (secretário-geral),Clemência Beatriz Wolthers (secretário-geral adjunto) e José Maria Dias Neto (tesoureiro).
Candidato pela segunda vez à reeleição, D”Urso votou às 11 horas na subsecção de Santana. O candidato Raimundo Hermes Barbosa votou pela manhã na subsecção de Guarulhos. O candidato Leandro Donizete Pinto votou cedo nas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). Ao meio-dia, o candidato Rui Fragoso votou no mesmo local, segundo informações do portal Estadão.
Compareceram também às urnas políticos e intelectuais associados a OAB-SP, entre eles o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, além do reitor da (USP), João Grandino Rodas.
Leia a Nota divulgada pela Chapa "Em Defesa da Advocacia":
"Candidato da oposição à presidência da OAB-SP, Rui Fragoso desmente o resultado transmitido pelo candidato da situação
A Central de computação montada no comitê de Rui Fragoso apurou até o momento 100% dos votos da seccional São Paulo e 116 das 223 subsecções do interior e o resultado garante 2200 votos de diferença em favor do candidato da chapa “Em Defesa da Advocacia.
Desta forma, o advogado Rui Fragoso acredita numa diferença expressiva e repudia a apuração que está sendo divulgada pelo candidato da situação.
Rui Fragoso espera que as eleições para a escolha do próximo candidato à presidência da OAB-SP que transcorreram dentro dos padrões de cidadania e de ordem publica também reproduzam com fidelidade o resultado oficial das urnas sob a responsabilidade da OAB-SP mantendo desta forma a tradição de licitude da apuração da seccional São Paulo."

Acabo de sair das dependencias da OAB/SP onde, às 22:15 horas, suspendeu-se o processo de apuração iniciado pelas urnas da Capital.
O resultado apresenta vitória parcial de Rui Fragoso, com cerca de 2500 votos a mais que D'Urso.
Extra oficialmente, com noticias oficiosas de cerca de 70% de resultados em todo o estado, Rui vence por cerca de 2%.
O favoritismo forçado e irreal, o "já ganhou" apenas hipotético, não traduzem a realidade dos fatos.
Oposição dividida quem ganha é a situação.
As três chapas da oposição deveriam ter-se unido.
Votei no terceiro andar da FMU:velha,com 7 pinos e uma placa no pé,sedentária,fumante,pelo amor de Deus,não dá para nas próximas eleições ser no térreo da S Francisco?
Nada contra o Dr. D'URSO, advogado respeitado em todo o Brasil. Todavia, custo acreditar que os advogados paulistas tenham dado esse péssimo exemplo à democracia, chancelando o apego ao cargo. Aqui no Ceará, o atual presidente ensaiou uma tentativa de re-reeleição, mas sua equivocada pretensão foi barrada logo na origem. Parece que o mesmo aconteceu em Brasília.
Algumas observações:
Também me encontrava na sede da OAB no decorrer da apuração:
1. Orlando OAB, velho cacique da advocacia, não deixou o recinto depois das 22:00 hs. às 20:00 hs., já havia deixado o local.
2. Na sede da OAB não se computava os votos do interior. Apenas levava-se em conta os votos da capital, considerados os Boletins de Urna originais que alí chegavam. Os votos do interior, onde o candidato oposicionista foi literalmente esmagado, ainda não foram computados na apuração oficial, eis que só o serão mediante a chegada dos B.U's oficiais/originais, através de SEDEX, que ainda não aportaram na Praça da Sé. No momento em que forem computados os votos do interior e a totalidade dos votos da Capital, o pobre menino rico verá que todo seu esforço e a fortuna gasta foi em vão...
3. É normal que Fragoso não se conforme com mais uma derrota. Já é a terceira. Mas as urnas não mentem. Mesmo com fraudes, calúnias, abuso de poder econômico, Fragoso não sossega. Deveria voltar ao seu castelinho de cristal e cair na real: A fragata do Fragoso naufragou fragorosamente.
Eu realemnte fiz uma escalada para votar, 11 andares de escada (tudo bem que era rolante, mas se eu fosse esperar ela me levar ia ficar mais de 1:30 para subir)...
Falta de organização nas eleições... agradeçam ao D'urso
Que vença o melhor. Mas que vença, sobretudo, aquele que as urnas decidirem, vale dizer, sem fraude, sem trambique na apuração. Estou certo de que a Comissão das Eleições não permitirá falcatruas.
Ao chamado professor Mauricio esclareço que este cacique, ao contrário de outras pessoas, não admite mentiras.
Estive novamente na OAB/SP a partir das 21:45 hs. e há testemunhas que não compartilham do hábito de afirmar inverdades.
Eu tenho os olhos rasos d'água..... (quem não se lembra dessa´letra de música?)
A vitória é inconstestável!!! O resto, ah deixa prá lá!!!
A reforma eleitoral da OAB precisa ser feita. Não tem sentido eleição sob a forma de chapa. Deveriamos votar em conselheiros e estes escolheriam o presidente e demais diretores. Ou ainda elegeriamos a diretoria em uma "chapa" e os conselheiros individualmente. Os derrotados sempre souberam disso, mas ficaram quietos, pois isso viabilizaria seus sonhos de poder. Agora, depois do resultado, não adianta chorar quem perdeu. Quando o Carlos Miguel (o Orlando Maluf era seu vice) ganhou com pouco mais de 700 votos, o 2º colocado foi o Roberto Ferreira, que já disputara outras eleições. Mas neste ano o Roberto aliou-se ao Rui Fragoso e deu no que deu: mais de 7.000 votos de diferença. Lá em 2000 o Roberto esperneou, impugnou a chapa do Carlos Miguel, mas nada de errado ficou comprovado. Conheço bem essa história, pois fui advogado da chapa do Carlos Miguel e fui a Brasília fazer a sustentação oral no Conselho Federal, aliás na agradável companhia do meu grande amigo o "brimo" Orlando. Resumo da ópera: a eleição acabou. Em vez de tentar unir "oposições" vamos tentar unir a Advocacia. Isto sim vale a pena! Até porque uma suposta união de oposições nunca deu certo e revela apenas a desastrada a ridícula luta do poder pelo poder. Embora haja quem se disponha a unir-se ao demônio (ou seus representantes) para ganhar o poder, todos nós sabemos que o poder (muito limitado e transitório) na OAB-SP ganha-se com trabalho, sacrifício, transparência, dedicação e sobretudo AMOR À ADVOCACIA. E mais: ninguém precisa ser conselheiro para ajudar a OAB. Há várias Comissões e inúmeras oportunidades onde poderemos trabalhar pela Advocacia. Ah!... Mas isso vai ser na gestão do D'Urso, dirão alguns...E daí ? Nós amamos a Advocacia ou amamos o poder ???
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