Juízes e desembargadores de todo o país têm até o dia 22 de janeiro (sexta-feira) para enviar ao Conselho Nacional de Justiça um relatório apontando as dificuldades encontradas para atingir a Meta 2, de julgar os processos distribuídos até dezembro de 2005, e as medidas adotadas para tentar contornar a situação.
Com os dados em mãos, o CNJ vai identificar os problemas mais recorrentes e os entraves ao andamento dos processos e sugerir alterações e formas de se enfrentar os obstáculos encontrados. Em fevereiro haverá uma reunião em São Paulo, convocada pelo Conselho, para a apresentação dos principais problemas e de sugestões de soluções: o III Encontro Nacional do Judiciário.
O secretário-geral do CNJ, Rubens Curado, considerou positivo o balanço parcial da Meta 2, que constatou o julgamento de mais de 50% dos processos distribuídos no país até 2005. Até o final de janeiro, o CNJ espera consolidar os dados da meta.
Curado ressaltou que 19 tribunais julgaram todos os processos antigos e 55 deles, do total de 90 no país, conseguiram reduzir para menos de mil as ações que se enquadram na Meta 2. O secretário observou que o restante, cerca de 50% dos processos ainda pendentes, estão concentrados nos tribunais de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Bahia, o que para ele deixa claro que o problema da morosidade está concentrado em alguns tribunais.
Nesse ponto, o secretário identificou alguns dos gargalos que atrapalham o andamento e solução rápida das ações da Justiça, que, segundo ele, muitas vezes esbarram na falta de peritos capacitados, equipamentos ou entidades para a realização de alguns exames, por isso, o suposto tribunal solicita auxílio em outros estados, o que paralisa o processo.
Para a resolução do problema, o Conselho Nacional de Justiça sugeriu aos tribunais a realização de convênios com universidades e laboratórios que façam o trabalho de perícia. Dentre os problemas de tramitação , Curado citou também o excesso de burocracia e número reduzido de servidores nos tribunais. Com informações da Agência de Notícias do CNJ.

Salvo casos excepcionalíssimos, quem não conseguiu julgar processo ajuizado até 2005 deve ser afastado de suas funções jurisdicionais. O poder Judiciário precisa recuperar sua credibilidade.
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