Iraniana acusada de adultério deve ser enforcada, e não apedrejada

O procurador-geral nacional do Irã, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei, declarou nesta segunda-feira (27-9) que a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani será morta por enforcamento. Segundo reportagem da Agência Brasil, a sentença anterior, de morte por apedrejamento, foi suspensa, pois cabe apenas nos casos exclusivos de traição.

Mohseni-Ejei afirmou que, para a Procuradoria-Geral Nacional, Sakineh, mãe de dois filhos, é culpada pela morte do marido, pois foi a primeira pessoa a avisar sobre o assassinato. No entanto, o procurador-geral não mencionou o crime de adultério. Autoridades afirmam que Sakineh manteve relações sexuais com dois homens depois que ficou viúva, o que é proibido no Irã. Ela nega as acusações.

A entrevista de Ejei foi publicada nos sites das agências Tabnek e Mehr, em inglês. A imprensa estatal iraniana não se pronunciou.

Comoção
A Justiça do Irã acusa a mulher de participar da morte do marido e de manter relações sexuais com dois homens. A condenação à morte por apedrejamento provocou reações e críticas no mundo inteiro, gerando campanhas de líderes e de organizações não governamentais contra a sentença. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a oferecer o Brasil como destino para ela. No entanto, a oferta foi rejeitada pelo governo iraniano.

Em 29 de agosto, o Escritório dos Direitos Humanos do Poder Judiciário iraniano informou que a sentença de morte de Sakineh estava encerrada, mas ainda havia uma ação pendente no Departamento de Direitos Humanos. No último dia 8, as autoridades iranianas anunciaram a suspensão por tempo indeterminado do cumprimento da sentença de Sakineh.

Joel Geraldo Coimbra disse:
28 de setembro de 2010 às 07:50

A condenação dessa mulher à morte, primeiro por apedrejamento e agora pela forca, é a ponta do ICEBERG de uma crueldade que a civilização não pode aceitar. Infelizmente o presidente Lula, com a conivência do Congresso, partidos políticos, organizações de direitos humanos e da intelectualidade em geral, respalda esse governo violento, corrupto e sanguinário,apoia esse governo, usando indevidamente o nome dos brasileiros para perpetuar o sofrimento do honrado povo iraniano.

Azevedo, disse:
28 de setembro de 2010 às 09:30

Senhor, de Coimbra nada tens, pois é uma cidade de muita cultura. O presidente ofereceu asilo,acolhida,não sei o que entende por isso????

xxxxxxxxxxxxxxx disse:
28 de setembro de 2010 às 09:38

Morte por apedrejamento ou enforcamento redundam em métodos cruéis considerando ser a condenação por adultério. Mario Pallazini - São Paulo - Capital.

Marcos Alves Pintar disse:
28 de setembro de 2010 às 11:10

O Irã tem muito a aprender com o Brasil. Ao invés de oficialmente apedrejar ou enforcar, poderia usar métodos mais sofisticados de execrar a vida humana e dar vazão à insanidade. Muito melhor faria se selecionasse entre os vários candidatos ao cargo de juiz ou promotor aqueles que não estão nem aí para nada e pensam somente em seus próprios umbigos. Depois basta deixar que atuem livremente, impedindo a sociedade de exercer qualquer controle sobre eles. Não vai demorar muito para que as cadeias estejam bem cheias, com ocorre no Brasil, e aí basta apinhoca-los em cubículos fétidos e minúsculos para que eles mesmo se apedrejem e se enforquem, sem chamar a atenção de ninguém. Os velhos barbudos do Irã poderiam até mesmo determinar a prisão das adulteras com 20 ou 30 homens, técnica desenvolvida no Pará. Enfim, deve o Irã se abrir para o mundo e ver que enforcamentos e apedrejamentos existem em vários lugares do mundo, cotidianamente, disfarçados com técnicas bastante avançadas de "dourar a pilula". Assim, usando essas técnicas sofisticadas não chamará a atenção de ninguém, e poderá dar vazão à insanidade sem qualquer reclamação, como ocorre no Brasil.

andreluizg disse:
28 de setembro de 2010 às 11:22

Cada cultura tem seu conceito de justo/injusto, certo/errado, satisfação pela justiça... Sou até favorável à prisão perpétua ou à pena de morte, mas vá lá quando gravíssimo o crime (terrorismo, genocídio..).
Agora, neste caso, por mais que a cultura islâmica no geral seja diferente da do ocidente (também genericamente), não dá pra conceber em pleno século XXI a pena de morte por infedelidade no casamento (isso sem falar que o marido pode ter várias esposas). Agora, não dá pra se considerar em aceitar ou entender uma sociedade como civilizada quando esta condena uma pessoa à pena de morte por apedrejamento.
Uma coisa o Amajinehad falou, e que concordo, é da hipocrisia dos EUA, que fazem tanto alarde da situação, e até pouco tempo atrás matavam as pessoas em "cadeiras elétricas" e "câmaras de gás", e ainda hoje condenam à morte pessoas que aqui consideramos incapazes ou inimputáveis.

Pedro Pedreiro disse:
28 de setembro de 2010 às 18:02

Enforcada pode!
E não é o fim do mundo, como muitos dizem...

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