Juiz aceita denúncia contra arquiteta pela morte de ex-ministro do TSE

O presidente do Tribunal do Júri de Brasília, juiz Sandoval Gomes de Oliveira, aceitou a denúncia do Ministério Público contra a arquiteta Adriana Villela. Ela é acusada de matar o pai, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral José Villela, a mãe, Maria Carvalho Mendes Villela, e a empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva. As informações são do portal G1.

Adriana foi denunciada pelo promotor Maurício Miranda no dia 24 de setembro. Com a aceitação da denúncia, ela, que nega ter relação com as mortes, passa a ser ré no processo.

Em entrevista ao G1, o advogado de Adriana, Rodrigo Alencastro, afirmou que a denúncia é precipitada. “Ela foi denunciada sozinha por um crime que, já se sabe, contou com a participação de outras pessoas. A palavra é precipitação para descrever isso. O juiz somente seguiu o rito previsto na lei. Recebeu a denúncia e agora irá intimar Adriana para que ela apresente a defesa”.

Oliveira também rejeitou os pedidos de prisão preventiva de Adriana e de cinco citados no inquérito que investiga o crime, pois não encontrou razões que justificassem a prisão. A polícia pediu a preventiva de outros cinco suspeitos. Quatro deles tiveram a prisão solicitada porque, segundo a polícia, estavam obstruindo as investigações. O juiz negou todos os pedidos.

Foi expedido um mandado intimando Adriana Villela para responder à acusação do MP. A arquiteta tem o prazo de dez dias cumprir a intimação.

O caso
O ex-ministro foi encontrado morto com a mulher e a empregada doméstica no dia 31 de agosto de 2009, em sua casa, localizada em Brasília. No início das investigações, a Polícia afirmou que o suspeito do crime era “conhecido e ligado à família”.

Os corpos foram encontrados em estado de decomposição. Uma neta do casal afirmou à Polícia que os avôs não teriam aparecido na sexta-feira anterior à descoberta dos corpos ao escritório de advocacia que Villela mantinha em Brasília. A neta encontrou os corpos após chamar um chaveiro para abrir a porta do apartamento.

Villela, que tinha 73 anos quando morreu, chegou a Brasília nos anos 1960. Foi procurador do Tribunal de Contas do Distrito Federal e, na década de 80, ministro do TSE. Como advogado, atuou no caso Collor, em 1992, e no processo do Mensalão.

 

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