TSE nega suspensão de propaganda petista sobre agressão a Serra

O ministro Henrique Neves, do Tribunal Superior Eleitoralm negou pedido de liminar para suspender a propaganda da campanha de Dilma Rousseff (PT) que afirmou que o candidato opositor, José Serra (PSDB), simulou ter sofrido agressão durante passeata no Rio de Janeiro.

Os advogados de Serra afirmam que a propaganda, exibida na noite de quinta-feira (21/10) durante o programa eleitoral da petista, apresenta imagens diferentes das exibidas nas reportagens de televisão. O fato ocorreu quando o tucano e seus correligionários encontraram um grupo de militantes do PT, no calçadão de Campo Grande, Zona Oeste do município do Rio de Janeiro. Houve confronto entre os dois grupos. Na representação analisada pelo TSE, a coligação de Serra pediu tempo de 1m16s para responder ao vídeo, além de concessão de liminar para suspender sua exibição.

O ministro apenas examinou o pedido de liminar e considerou, após ler o pedido e assistir ao programa impugnado, que não há pressupostos para a concessão da medida requerida. Ele destacou que as emissoras de TV não são citadas na representação. “O objeto do pedido de resposta é restrito ao que contido no programa eleitoral em bloco das representadas, exibido na noite do dia 21”.

Henrique Neves afirmou ainda que “a controvérsia sobre os fatos, ou ao menos, sobre a interpretação que a eles é emprestada pelos órgãos de imprensa e pelos candidatos não permite que, neste primeiro exame, sejam os mesmos considerados sabidamente inverídicos, o que não significa reconhecê-los como verdadeiros, pois dependem do exame das provas e versões apresentadas, a ser feito no momento do exame do mérito da representação, garantindo-se, assim, que a defesa seja exercida”.

O relator do caso mandou notificar Dilma e sua coligação sobre os pedidos, para que possam apresentar defesa e solicitou a manifestação do Ministério Público Eleitoral sobre o caso, para posterior julgamento do mérito. Com informações da Assessoria de Imprensa do TSE.

Rp 364.918

Richard Smith disse:
23 de outubro de 2010 às 11:39

Certo, certo...
Estamos vivendo uma ditadura disfarçada e, pior, uma ditadura moral e intelectual. Quem se opõe ao "ente de razão" que é o partido ora no poder, NÃO TEM DIREITO ALGUM. Raciocínem sobre isso...
p.s. acrescentem aos subsídios para o tam raciocínio, a verdadeira CENSURA imposta a S. Ema. o Bispo de Guarulhos pela "Justiça" Eleitoral. Tudo feito às escâncaras, "sem medo de ser feliz".

Axel disse:
23 de outubro de 2010 às 12:56

A performance patética de José Serra no episódio da bolinha de papel só encontra similar naquela entrevista dada pela Suzane Richtoffen à Globo, instruída por seu advogado.
Deu no que deu. Virou piada mundial na internet...

Radar disse:
24 de outubro de 2010 às 14:32

Até que enfim um juiz de verdade teve a descencia de não fazer coro aos mentirosos que querem enxergar agressão onde não houve. O episódio "Serrojas", que bombou no twitter mundial dá a perfeita dimensão do vale tudo a que recorre o pássaro de bico largo e voo curto. Menos mal. Se o juiz se comprometesse com a falácia adentraria num caminho sem volta.

Azevedo, disse:
25 de outubro de 2010 às 09:22

Parabéns Radar, seu comentário diz tudo, e há uma quantidade enorme de juízes sem volta por aí....,

Richard Smith disse:
25 de outubro de 2010 às 19:09

Quá, quá, quá, quá, quá!
De tudo isto, fica bem comprovado que PeTralhas não conhecem a palavra DECÊNCIA, mesmo!

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