Propaganda eleitoral de Serra sobre agressão é mantida no ar

Dilma Rousseff (PT) e sua coligação “Para o Brasil Seguir Mudando” não conseguiram retirar do ar uma propaganda do também presidenciável José Serra (PSDB). O ministro Henrique Neves, do Tribunal Superior Eleitoral, negou liminar que pedia a suspensão de propaganda do tucano, veiculada no rádio no sábado (23/10) e no domingo (24/10).

O ministro afirmou não vislumbrar a presença dos requisitos necessários para a concessão da medida liminar pleiteada. Salientou, ainda, que "a manifestação da representada se enquadra dentro dos limites da crítica política."

Segundo a representação, Serra veiculou propaganda eleitoral no rádio com o "claro propósito de transmitir informações degradantes, de modo a prejudicar a candidata adversária, Dilma Rousseff”.

As inserções tratavam da suposta agressão sofrida por José Serra e posteriores declarações de Dilma e do presidente Lula. O material foi exibido 22 vezes no sábado e seis no domingo.

Na representação, os advogados de Dilma Rousseff alegaram que a propaganda "contém mentiras e associações indignas em relação à candidata e seu partido". Sustentam, ainda, que "tal alegação torna vil e desprezível a imagem do partido e da candidata". Com informações da Assessoria de Comunicação do TSE.

Processo 370.466

dinarte bonetti disse:
25 de outubro de 2010 às 19:42

Por mais que tentem qualificar a agressão ao candidato Serra como ato de violencia, o que realmente ocorreu, o maior impacto é a imagem clara de uma bolinha de papel e um rolo de fita crepe, mandar um candidato a realizar tomografia da cabeça. É tão desproporcional, que o resultado, por mais que Serra tente desmontar o fato, acaba por prejudicar de modo marcante sua candidatura. Se ficasse só na agressão, teria Serra motivos para comemorar. Ao teatralizar, conseguiu efeito totalmente contrario. Dilma caiu dois pontos. Serra deveria ter subido dois ou tres. Mas acabou por cair um tambem.

Enos Nogueira disse:
26 de outubro de 2010 às 15:58

Ora, nesse momento não importa mais o fato do que atingiu o candidato José Serra, mas o fato de petistas ferozes se acharem no direito de vilipendiar o estado democrático de direito, pois quando aquele bando feroz atacou os integrantes da passeanta do José Serra, só demonstraram que não servem para viver numa democracia, na qual o direito de ir e vir deve ser sagrado. Será que eles aprenderam com o MST?

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