Dois acusados de extorsão de dinheiro contra o padre Júlio Lancelotti, da Pastoral do Povo de Rua de São Paulo, tiveram a prisão decretada. Atendendo a do Ministério Público paulista, a 25ª Vara Criminal da capital mandou prender o casal Anderson Marcos Batista e Conceição Eletério. Eles estavam foragidos desde 10 de fevereiro. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
O promotor Eder Segura explica que os acusados ameaçaram "dar um tiro na cabeça" se o padre não lhes oferecesse dinheiro. Batista tem passagem pela Fundação Casa. A abordagem foi registrada por uma câmara de segurança. "Vou voltar armado e vou lhe matar, vou lhe dar um tiro na cabeça". Não pense você que eu tenho medo da polícia, não tenho, não", teria dito Conceição ao padre.
Não é a primeira vez que a dupla é acusada de extorsão. Entre 2007 e 2008, Batista e Conceição, ao lado de dois irmãos, foram processados por extorsão e por formação de quadrilha. Na ocasião, Lancelotti afirma ter pago R$ 150 mil ao grupo. Ele conta ter sentido medo e disse que acreditava poder “mudar as pessoas que o extorquiam".
Gostaria de saber se também está sendo apurado de onde o padre tirou dinheiro para entregar às pessoas que, supostamente, o estão extorquindo. Se ele deu R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), quem é que foi lesado, uma vez que padre não tem salário. O que se sabe é que o rapaz, que era ex-interno da instituição que o padre Júlio Lanceloti cuidava, alegou que tinha um caso amoroso com ele. Além de muito dinheiro deu-lhe um carro de luxo. Ora, se o padre recebia dinheiro público para sua instituição, esse caso deverá ser apurado nesse sentido e não, apenas, ficar decretando prisão do rapaz, por meras declarações do Padre Júlio. O Ministério Público, com certeza, irá se preocupar com essa situação.
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