Exame de Ordem é aprovado por 86% dos advogados brasileiros

Pouco mais de três meses após o Supremo Tribunal Federal bater o martelo e entender que é constitucional o Exame de Ordem, que habilita bacharéis em Direito a exercer a advocacia, uma pesquisa revela que 86% dos advogados brasileiros concordam com a obrigatoriedade do Exame.

A pesquisa "Percepção de Advogados do Brasil sobre o Exame da Ordem", divulgada nesta terça-feira (7/2) pela Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace), criada por docentes da FEA-RP/USP, mostra também que 66% dos entrevistados consideram que a prova avalia a capacidade do futuro advogado.

Separando os advogados por grupos, de acordo com área de trabalho, os docentes são os que mais consideram o Exame apto ou muito apto (76%) para avaliar a formação dos bacharéis. Eles são seguidos por sócios de escritórios de advocacia (72,1%). Já os empregados dos escritórios formam o grupo que pior avalia a prova: 32,7% o consideram inapto ou pouco apto.

A Fundace consultou 1.119 advogados de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal. Seu nível de confiança é de 95% e a margem de erro de 3%. Um dos motivos que levou à realização da pesquisa foi a ação movida por um bacharel em Direito, que chegou a ser analisada pelo STF, questionando a necessidade do Exame.

Os advogados também foram questionados, em pergunta fechada, sobre quais as prováveis causas dos baixos índices de aprovação no Exame — índice de 24% na última prova e de 15% na edição anterior.

As principais causas apontadas foram: a massificação do ensino do Direito, lembrada por 71% dos entrevistados, a má qualidade do ensino em função de professores despreparados (37,3%) e a má qualidade do ensino em função da falta de estrutura (36,1%). Causas menos apontadas foram a unificação nacional da prova (1,2%), a incompatibilidade com as diretrizes curriculares dos cursos (6,1%) e o elevado nível de exigência da prova (6,8%).

A pesquisa foi coordenada pelos professores Cláudio de Souza Miranda e Marco Aurélio Gumieri Valério, do Departamento de Contabilidade da FEA-USP/RP. Com informações da Assessoria de Imprensa do Fundace.

Veja aqui a pesquisa na íntegra.

Marcos Alves Pintar disse:
08 de fevereiro de 2012 às 11:48

Os que não concordam com o exame (14%) são os que ainda não foram aprovados.

Marco 65 disse:
08 de fevereiro de 2012 às 12:41

Do jeito que este país vai caminhando, em breve chegará o dia de se criar curso superior para graduar quem já está graduado por universidade regularmente reconhecida pelo MEC.
Uma provinha sem-vergonha, cheia de pegadinhas, não pode e nem tem condições de aquilatar capacidade de nada...
Advogar é antes de tudo um "dom"... ou o cara gosta da coisa e se dedica a fundo ou vai ser sempre um profissional medíocre.
Imaginem que, se uma faculdade de Direito, com 10 semestres de aulas formam bacharéis em ciências jurídicas que mal sabem peticionar em Juizo, o que se dirá do Exame de Ordem? Alegar que o tal exame da OAB filtra bons profissionais é confessar que não se sabe o que está falando.
Ao invés de se alimentar a OAB coim essa palhaçada de exame, deveria-se pensar sim, na obrigatoriedade do estágio de 2 anos, após a graduação.
Faculdade ensina teoria, e mostra o caminho... advogado mesmo, se faz na prática do dia-a-dia.
O resto é conversa pra encher bolso de entidade de classe.

Sofia disse:
08 de fevereiro de 2012 às 14:58

Sou recém formada em Direito. É minha segunda Universidade. Sou de outro tempo: do tempo da escrita e não de testes.
Sou a favor do Exame.
Percebo que o exame da OAB virou uma bela indústria caça níqueis principalmente quando nos vemos dentro de uma sala, 40C de temperatura, para 5 horas de prova exaustiva e sem consulta ou pesquisa à Legislação.
Me impressiona ver o número de colegas que não sabem manusear o código, desconhecem a pesquisa, não sabem onde buscar uma doutrina. Não sabem interpretar, e nem tampouco concluir... sem mencionar os grotescos erros do idioma pátrio.
Assim, o conhecimento tornou-se "genérico".
Por outro lado, tenho visto muitos advogados absolutamente desatualizados, com pouco tempo ao estudo, ou à pesquisa fazendo da vida de alguns "pacientes"um verdadeiro inferno. Talvez sejam ineptos a continuar na profissão?
O exame deveria ser aplicado de 5 em 5 anos a quem é advogado e testar os reais conhecimentos dessa pessoa em sua área.

Marcos Alves Pintar disse:
08 de fevereiro de 2012 às 15:40

Difícil entender porque esse Marco 65 (Industrial) dá tantos palpites em uma profissão que ele não conhece. Um profissional bem formado está sim em condições de advogar de imediato, após o bacharelado, e para isso a única coisa que precisa saber realmente é a teoria. Eu próprio, assim que deixei os bancos da faculdade já montei meu escritório e até hoje sobrevivo exclusivamente da advocacia, tal como inúmeros outros profissionais de renome muito mais qualificados do que eu. Falácia assim dizer que é necessário estágio.

Leite de Melo disse:
08 de fevereiro de 2012 às 16:11

Como bem disse o M.P., deveria haver o exame para outras profissões. Os que são contras, gostam do comodismo.....

Eduardo. Adv. disse:
08 de fevereiro de 2012 às 16:54

Talvez a ausência de um Exame explique:
a) os motivos de alguns prédios logo que são entregues, apresentarem vícios aparentes na construção, enquanto tantos outros muito antigos estão caindo após a repentina intervenção de pessoas formadas em faculdades reconhecidas pelo MEC;
b) os motivos de tantos RECALLs em carros que levam anos sendo projetados por pessoas formadas em faculdades reconhecidas pelo MEC;
c) os motivos de tantas pessoas morrerem ou sofrerem complicações em razão de cuidados médicos prestados por pessoas formadas em faculdades reconhecidas pelo MEC.
Exame resolve? Se o cidadão não se atualizar após ser aprovado, o exame de suficiência não impedirá a sua futura inaptidão. Mas um exame para condicionar o exercício da profissão pelo menos impedirá que o inapto desde já possa atuar sem critérios.
Mas se basta a prática e o "dom", então acho "mais negócio" contratar um desenhista (em vez do arquiteto) e um bem indicado mestre de obras (em vez do engenheiro) para fazer uma bela residência. Afinal, da prática e do "dom" eles conhecem e o valor será bem mais em conta.

Walquiria Molina disse:
09 de fevereiro de 2012 às 01:08

Quantas asneiras de pessoas que Não sabem ou fingem que não sabem que este exame de ordem Não qualifica ninguem,se for só o exame que atesta o bom advogado vamos pedir os alunos que estão concluindo o segundo grau para estudarem e fazer esta prova pois não precisa ser bacharel em direito que estudou em universidade ou faculdade reconhecida pelo Mec mas somente a oab que tem a capacidade da capaciatr advogados.Façam me o favor estes advogados que responderam esta pesquisa devem ter ganhado ou combinado um bom preço com a oab para responder isto.É simplesmente vergonhoso isto,vamos lutar para acabar com este vexame de ordem não exame de ordem,que só serve para encher o bolso do senhor Ophir.

Expedito Ferraz disse:
09 de fevereiro de 2012 às 01:55

Meu Deus, como é deprimente ver tanta banalidade! Se ao profissinal da área da saúde, por exemplo, que lida diretamente com a vida - o maior bem jurídico -, não é exigido qualquer exame após o bacharelado, exeto o cumprimento da residência médica, para os bacharéis em Medicina, por que essa discrimanação só é afeta aos bacharéis em Direito?
A resposta é simples. Reserva de mercado, aplicada em consonância com obediência cega à nossa (anti)cultura do copismo. Copismo não realtivo a copo, mas á cópia dos valores alheios, que smepre nos acompanhou desde os tempos de Cabral, e nesse mister se reporta à nossa herança lusitana.
E como é triste e lamentável constatar que ainda hoje, em pleno limiar do século XXI, a velha afirmação do gen. Charles De Goule, de que "o Brasil é o país da piada", continua tão viva e atualizada.
Como diria o nosso atual Deputado Federal mais votado nas últimas eleições, digníssimo membro da Comissão de Educação da Câmara Federal, "istudar pra que, ô abestado? Eu não sei nem escrever meu nome e ganho mais que trinta professores".
Oh, dolorosa, triste e melancólica realidade!... "Mais valem as algemas e os grilhões do que a liberdade de um povo escravo" (BOLIVAR}.

José Guimarães disse:
09 de fevereiro de 2012 às 03:09

É preocupante ler um advogado comentar que os 14% contrários"são os que ainda não foram aprovados".
A matéria tem como título "Exame de Ordem é aprovado por 86% dos advogados brasileiros".
Logo, os 14% contrários também são advogados.
Infelizmente o texto não apresenta um relato sobre quantos dos atuais inscritos na OAB nunca foram submetidos a um exame que não possui conceituação técnico-jurídica constitucional ou legal. Nem mesmo o STF ousou abordar essa questão.
De qualquer forma, o exercício da advocacia pressupõe habilidade para interpretar textos legais, da parte adversa, de peritos, ou mesmo de matérias com conteúdo jornalístico, entre outros, sob pena de as pessoas físicas ou jurídicas atendidas por advogados ficarem indefesas, apesar de o exame não garantir essa qualidade.

CCB1949 disse:
09 de fevereiro de 2012 às 09:00

É o mesmo que sustentar que RUI BARBOSA se vivo fosse neste 2012 teria,ele,que ser examinado pela OAB NACIONAL..
FANTASMA DA VERDADE anda solto no território nacional...
Todos que aderiram ao exame da OAB são de fato e de direito, denominados,desde o julgamento pelo STF pela constitucionalidade do exame de ordem, F A N T A S M A S...
Fantasma: não tem existência própria...
jrpadilha
090212 quinta feira 09h00

Luiz Antonio de Lima disse:
09 de fevereiro de 2012 às 09:02

Pelo que tenho conhecimento, somente os Bachareis em Direito e os Técnicos em Contabilidade ou Contadores têm a obrigação de fazer o Exame da Ordem ou de Suficiência para o exercício de Advogados e Contadores. Porque as demais profissões não têm essa "necessidade". Será que o curso que eles fazem são tão bons que "dispensam" avaliações.Porque os que vão concurso para Delegado não precisam fazer o Exame da Ordem. Basta que tenham concluído o curso de Direito. Não é isso um contrasenso? Será que a função de Delegado é menos "exigida" do que a de advogado? E quanto aos médicos? Será que a "residência" que eles fazem já os qualifica para o exercício legal da medicina? Não vemos diariamente pessoas morrerem por incompetência e erros médicos? Quando será que o Brasil vai acordar para a realidade!! Não é o Exame da Ordem que qualifica se o operador do direito é bom ou ruim. Basta decorar as regras básicas das normas jurídicas para passar no exame. O que vai qualificar se o profissional é bom ou não é o seu dia-a-dia no exercício da profissão. Se há obrigatoriedade para os Bacharéis em Direito se submeterem a um exame de avaliação e aprovação, que assim seja para todos os cursos profissionalizantes, pois estamos cansados de ver profissionais de baixa qualidade exercendo suas atividades profissionais, ao mesmo tempo em que vemos muita coisa acontecendo (desmoronamento de prédios, erros médicos, prisões ilegais, etc).

Eduardo. Adv. disse:
09 de fevereiro de 2012 às 10:23

Caro Luiz Antônio,
Que tal apegar-se ao curso, estudar tanto quanto seja possível, dedicar-se à bibliogrfia básica e, um ano antes do Exame (ou seja, logo que iniciar o último ano de seu curso) começar a fazer as provas já aplicadas para saber onde pode melhorar?
Depois disso (duvido que seja mal sucedido) talvez reclamar de uma eventual injustiça do Exame.
O futuro das profissões regulamentadas, não se iluda, caminha para a exigência de exame de suficiência.

Marcos Alves Pintar disse:
09 de fevereiro de 2012 às 11:56

Minha mãe foi quem melhor resumiu a polêmica (já dirimida) do exame de ordem, nos termos de um reclame de uma amiga dela sobre o caso. Dizia a amiga de minha mãe que o filho dela ficou dois anos bajulando o prefeito e o pessoal de prefeitura de uma cidade do interior. Levava as crianças desse pessoal na escola, preparava churrascos, subordinava-se a toda espécie de humilhação. Um belo dia, após uma acirrada campanha eleitoral na qual o sujeito só faltou dar literalmente o próprio sangue, foi nomeado para um cargo comissionado na Prefeitura, atuando na área jurídica. Providenciou imediatamente o ingresso na pior faculdade de direito que encontrou pela frente, barata e que lhe propiciava tão somente "um canudo" no final do curso. Os anos se passaram, e o tal sujeito finalmente conseguiu o bacharelado, quando então lhe restou aberta o "próximo passo na carreira": ser procurador do Município. Porém, surgiu um "pequeníssimo problema", ou seja, o sujeito em questão sequer sabia ler e escrever direito. Trabalhava o dia todo na Prefeitura, e à noite se deslocava por vários quilômetros até uma faculdade da pior qualidade, mais não fazendo do que dormir nas aulas. E a amiga de minha mãe não teve dúvidas. Punha a culpa nos problemas de carreira de seu filho no famigerado exame de ordem da OAB, um empecilho a quem passou a vida mantido por bajulações e "puxação de saco". Em meio a tantos argumentos lançados por aquela senhora, e um dado momento minha mão pode dizer que tem um filho que também fez faculdade de direito, mas que passara 5 anos estudando dia e noite, em regime de dedicação exclusiva ao estudo e pesquisa, sendo aprovado no primeiro exame de Ordem que prestou. Mas a respeitável senhora não teve duvida, dizendo: nossa, como seu filho é burro!

Ed Gonçalves disse:
09 de fevereiro de 2012 às 14:08

Sinceramente, pensei que essa discussão (ideológica ou jurídica) acerca do exame de ordem já havia cessado.

Edu Bacharel disse:
09 de fevereiro de 2012 às 19:56

Provavelmente esses advogados tbm são a favor da reserva de mercado.
Não q o exame de Ordem seja desnecessário, mas da maneira como que o exame está sendo aplicado, trata-se de um verdadeiro abuso que deve ser coibido.

ANS disse:
10 de fevereiro de 2012 às 09:39

Fiz em minha casa uma pesquisa similar e obtive 100%
Perguntei as crianças se elas gostam de PIRULITO!!(RSS)

Júnior Brasil disse:
11 de fevereiro de 2012 às 15:07

O SR. JÁ PASSOU NO EXAME? QUE EU ME LEMBRE ERA SERVIDOR PÚBLICO E NÃO ERA DEVIDAMENTE INSCRITO NOS QUADROS DA OAB.
.
EXPLIQUE-SE!
.
QUANTO AO "CONCEITO TÉCNICO, NATUREZA JURÍDICA DO EXAME", BLA, BLA, BLA, BLA, POR FAVOR, VIRE O DISCO.
.
QUE TAL ANALISARMOS O CONCEITO DE "PERDEDORES"? É MAIS ADEQUADO AO TEMA.

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