O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou, na sexta-feira (16/3), ao Ministério Público Federal no Distrito Federal uma representação contra o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para analisar suposto ato de improbidade administrativa no caso que resultou na exoneração do ex-presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci, suspeito de participação em esquema de corrupção. A representação é de autoria dos senadores Demóstenes Torres, Álvaro Dias, Aloysio Nunes, Pedro Taques, Jarbas Vasconcelos e Randolph Rodrigues.
Para o procurador-geral da República, a atribuição da análise dessa representação é do juízo de primeiro grau, pois compete a esse juízo o julgamento de ação de improbidade administrativa contra autoridades com prerrogativa de foro, como no caso do ministro da Fazenda. “Não detém o procurador-geral da República atribuição para a análise desta representação, uma vez que a presente iniciativa não veicula pretensão de natureza criminal mas exclusivamente de enfoque civil, sob a perspectiva da improbidade administrativa”, afirma Roberto Gurgel.
O Supremo Tribunal Federal tem decidido que, tratando-se de demanda ajuizada com fundamento na Lei de Improbidade (Lei 8.429/1992), a ação contra ocupante de cargo público com foro especial deve ser ajuizada perante o primeiro grau. O entendimento se deu no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 2.797, em que declara a inconstitucionalidade de artigo do Código de Processo Penal com fundamento na impossibilidade de se estender o foro por prerrogativa de função ao processamento e julgamento das ações civis por improbidade administrativa.
Os senadores autores da ação, o ministro da Fazenda e a Advocacia-Geral da União foram cientificados do encaminhamento da representação para a Procuradoria da República no DF. Com informações da Assessoria de Imprensa da PGR.

Um membro do Ministério Público que atua em primeira instância investigando um dos homens mais poderosos do universo, nomeado por influência de bancos, credores do Governo, e toda espécie de gente que lucra alto com as mazelas da economia brasileira e as manobras do orçamento de mais de 1 trilhão de reais? Conta outra.
este negócio de prerrogativa de foro é jabuticaba, só existe no Brasil. quem investiga autoridades nos Eua é um humilde promotor, o promotor Federal Kenneth Starr.
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