Justiça do Paraná aceita denúncia do MP contra acusados por morte em UTI

A Justiça do Paraná decidiu aceitar a denúncia do Ministério Público contra oito acusados de provocar a morte de pacientes internados na UTI do Hospital Evangélico de Curitiba. São quatro médicos, três enfermeiras e uma fisioterapeuta. O caso agora tramita na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, que decretou segredo de Justiça sobre o caso, segundo informações da Folha de S.Paulo.

De acordo com o MP, os profissionais, sob o comando da ex-chefe da UTI, a médica Virgínia Helena Soares de Souza, aplicavam bloqueadores neuromusculares ou anestésicos, para então reduzir a quantidade de oxigênio dos doentes e provocar a morte por asfixia. Todos os denunciados negam as acusações.

Segundo a defesa de Virgínia Helena, feita pelo advogado Elias Mattar Assad, a dispensa de documentos na UTI “segue normas rígidas” e seria impossível que ela desse ordens verbasi sobre isso. Para o advogado, os prontuários médicos da UTI vão mostrar que sua cliente agiu de acordo com a literatura médica.

O MP afirma que os procedimentos de asfixiar os internados na UTI estão registrados nos prontuários. "Não havia indicação terapêutica justificada para que os pacientes recebessem esses medicamentos", afirma a promotora Fernanda Garcez. A polícia ainda investiga outras mortes.

Olympio B. dos S. Neto disse:
17 de março de 2013 às 04:12

Não estou defendendo a, suposta, prática destes profissionais de saúde, mas, de tantos relatos de mortes misteriosas serem relatadas constantemente em várias regiões do Brasil, penso só a medicina que exercida em outros lugares do Brasil é isenta de falhas e segue a risca a ética médica, e, ainda, nunca viola o Código Penal.
Acho que precisamos de membros do MP mais atuantes em outras partes do país.

Marcos Alves Pintar disse:
18 de março de 2013 às 13:23

Se estivesse escrito na petição inicial da ação penal que a Acusada "assassinou" um prato de sopa a peça seria recebida. Assim como a Humanidade descobriu no passado o fogo, a roda, a pólvora e a imprensa, agora os juízes descobriram que chancelar as condenações impostas previamente pela mídia é uma forma fácil de conseguir apoio da própria mídia e da população. Como se diz aqui no interior, juntou-se "a fome com a vontade de comer".

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