Jornal revela que Microsoft colabora com sistema de espionagem dos EUA

A Microsoft tem colaborado estreitamente com os serviços de inteligência dos EUA. Permite que as comunicações dos usuários sejam interceptadas e, mais que isso, ajuda a NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA) a decodificar o próprio sistema de criptografia. A notícia foi divulgada nesta quinta-feira (11/7) pelo The Guardian, com base em documentos secretos obtidos pelo jornal.

Os "documentos secretos" foram fornecidos ao The Guardian pelo ex-agente da CIA Edward Snowden, que denunciou, através de documentos do próprio governo americano, o sistema de espionagem sistemática dos EUA sobre comunicações telefônicas ou pela Internet em todo o mundo. A única reação pública do governo americano, até agora, foi tentar prender Snowden, que está foragido.

Em sua reportagem, o jornal disse que os novos arquivos fornecidos por Snowden ilustram a escala de cooperação entre as corporações do Vale do Silício e as agências de inteligência nos últimos três anos. Eles também trazem mais esclarecimentos sobre o funcionamento do programa secreto Prism, que foi divulgado ao público no mês passado pelo próprio The Guardian e pelo Washington Post. A reportagem descreve o que os documentos revelam sobre as operações entre a Microsoft e os órgãos de segurança americanos.

De acordo com o jornal, a empresa ajudou a NSA a contornar sua criptografia para atender preocupações de que a agência não seria capaz de interceptar bate-papos pela Web em seu novo portal Outlook.com e a agência já tinha acesso em um estágio de pré-criptografia a e-mails no portal, incluindo o Hotmail.

O Guardian mostra que a Microsoft trabalhou com o FBI, este ano, para para permitir à NSA acesso mais fácil, via Prism, a seu serviço de armazenamento em nuvem, o SkyDrive, que agora tem mais de 250 milhões de usuários no mundo.

A Microsoft também trabalhou com a Unidade de Interceptação de Dados do FBI para "entender" problemas potenciais com um recurso no Outlook.com, que permite aos usuários criar aliases de e-mails — endereços alternativos de e-mails de uma pessoa ou grupo de pessoas.

A reportagem aponta que o Skype, que foi comprado pela Microsoft em outubro de 2011, trabalhou com agências de inteligência no ano passado para permitir que o Prism colete vídeos de conversações e também áudio. O material coletado através do Prism é rotineiramente compartilhado pela NSA com o FBI e com a CIA. O jornal diz que um documento da NSA descreve o programa como "apoio à equipe".

As últimas revelações da NSA expõem ainda mais as tensões entre o Vale do Silício e o governo Obama, diz o jornal. Todas as grandes firmas de tecnologia estão fazendo lobby junto ao governo para permitir a elas divulgar mais amplamente a extensão e a natureza de suas cooperações com a NSA, para dar uma resposta às preocupações de seus clientes sobre privacidade. Privadamente, executivos do setor tecnológico fazem um grande esforço para se distanciarem das acusações de colaboração e trabalho de equipe, decorrentes dos documentos da NSA, e insistem que o processo é conduzido sob compulsão jurídica.

Em uma declaração, a Microsoft disse: "Quando fazemos o upgrade ou atualização de produtos não somos absolvidos da necessidade de cumprir demandas jurídicas atuais ou futuras". A empresa reiterou seu argumento, diz o jornal, de que fornece dados de clientes apenas em resposta a demandas governamentais e apenas cumprie ordens para requisições de contas ou identificadores específicos.

"Nossa equipe de compliance examina todas as demandas rigorosamente e rejeita aquelas que acreditamos não serem válidas", diz a empresa. "Não responderíamos a ordens gerais, discutidas pela imprensa nas últimas semanas, como os volume documentados em nossa divulgação mais recente ilustram claramente", completa.

Em junho, o Guardian revelou que a NSA disse ter "acesso direto", através do programa Prism, a sistemas das principais empresas da Internet, como Microsoft, Skype, Apple, Google, Facebook e Yahoo. 

Ordens gerais do tribunal secreto de vigilância permitem que essas comunicações sejam coletadas sem mandado judicial individual, se o operador da NSA tem uma margem de 51% de crença de que o alvo não é um cidadão americano e não está em solo americano no momento. Se o alvo é um cidadão americano, será necessário um mandado judicial individual. Mas a NSA consegue coletar comunicações de americanos, sem um mandado, se o alvo principal é um estrangeiro localizado em qualquer outro país, explica o Guardian.

Desde que a existência do programa Prism se tornou pública, a Microsoft e outras empresas listadas nos documentos da NSA como provedoras negaram conhecimento do programa e insistiram que as agências de inteligência americanas não tinham "uma entrada dos fundos" que permitia acesso a seus sistemas. A última campanha de marketing da Microsoft, lançada em abril, enfatiza seu compromisso com a privacidade, através do slogan: "Sua privacidade é nossa prioridade".

Da mesma forma, a política de privacidade do Skype declara: "O Skype está comprometido com o respeito a sua privacidade e com a confidencialidade de seus dados pessoais, dados do tráfego e conteúdo das comunicações".

Porém, boletins internos da NSA, carimbados como "top secret", sugerem que "a cooperação entre a comunidade de inteligência e as empresas é profunda e continuada", afirma o Guardian. Os últimos documentos, segundo o jornal, vieram da divisão de Operações de Fontes Especiais (SSO – Special Source Operations) da NSA, descritos por Snowden como a "joia da coroa" da agência. É responsável por todos os programas objetivados pelos sistemas de comunicações dos EUA, através de parcerias corporativas, tais como o Prism.

Os arquivos mostraram que a NSA começou a se preocupar com a interceptação de bate-papos criptografados no portal Outlook.com da Microsoft a partir do momento em que a empresa começou a testar o serviço, em julho do ano passado. Em cinco meses, a Microsoft e o FBI chegaram a uma solução que permitiu à NSA contornar a criptografia nos bate-papos do Outlook.com, explicam os documentos obtidos pelo Guardian.

Um boletim de 26 de dezembro de 2012 informa: "A MS [Microsoft], trabalhando com o FBI, desenvolveu um recurso de vigilância para lidar" com a questão. "Essas soluções foram testadas com sucesso e começaram a funcionar em 12 de dezembro de 2012". Dois meses depois, em fevereiro deste ano, a Microsoft lançou oficialmente o portal Outlook.com.

Outra informação no boletim deu conta de que a NSA já tinha acesso pré-criptografia a e-mails do Outlook. "A coleta pelo Prism de e-mails do Hotmail, Live e Outlook.com não serão afetados porque o Prism coleta esses dados antes de serem criptografados".

A cooperação da Microsoft não se limitou ao Outlook.com. Uma informação de 8 de abril de 2013 descreve como a empresa trabalhou "por muitos meses" com o FBI — que age como uma conexão entre as agências de inteligência e o Vale do Silício no Prism — para possibilitar o acesso do Prism, sem autorização em separado, a seu serviço de armazenamento em nuvem, o SkyDrive.

O documento descreve como esse acesso "significa que os analistas não precisam mais de fazer uma requisição especial ao SSO (special staff office) para isso — um passo do processo que muitos especialistas podem não conhecer". Segundo o jornal, a NSA explica que "esse novo recurso irá resultar em uma resposta de coleta muito mais completa e oportuna". E continua: "Esse sucesso é o resultado do trabalho de muitos meses do FBI com a Microsoft, para concluir essa tarefa e estabelecer essa solução de coleta [de informações]".

De acordo com o Guardian, os documentos também identificaram outra área de colaboração: "A equipe da Unidade de Tecnologia de Interceptação de Dados (DITU – Data Intercept Technology Unit) do FBI está trabalhando com a Microsoft para entender um recurso adicional no Outlook.com, que permite aos usuários criar aliasses de e-mail, o que pode afetar nossos processos de tarefas".

A NSA dedicou esforços substanciais nos últimos dois anos para trabalhar com a Microsoft, a fim de assegurar maior acesso ao Skype, que tem cerca de 663 milhões de usuários em todo o mundo, diz o Guardian. Um documento alardeia que o monitoramento pelo Prism da produção de vídeos do Skype praticamente triplicou desde que um novo recurso foi adicionado em 14 de julho de 2012. "As porções de áudio dessas sessões têm sido processadas corretamente o tempo todo, mas seu o vídeo. Agora, os analistas terão a ‘imagem’ completa", ele informa.

Oito meses depois de ser comprado pela Microsoft, o Skype aderiu ao programa Prism em fevereiro de 2011. De acordo com os documentos do NSA, o trabalho começou com a integração tranquila do Skype ao Prism em novembro de 2010. Em 4 de fevereiro de 2011, a companhia recebeu uma comunicação com diretrizes a serem cumpridas, assinada pelo procurador-geral do governo americano.

A NSA começou a trabalhar nas comunicações pelo Skype no dia seguinte e a coleta de dados começou a ser feita em 6 de fevereiro. "As informações indicam que a coleta de chamadas pelo Skype são muito claras e os metadados parecem completos", diz o documento que elogia a cooperação entre as equipes da NSA e do FBI. "O trabalho de equipe colaborativo foi a chave para o acréscimo bem-sucedido de outra provedora para o sistema Prism", afirma o documento.

As informações que a NSA coleta através do Prism são rotineiramente compartilhadas com o FBI e a CIA. Um boletim de 3 de agosto de 2012 descreve como a NSA expandiu, recentemente, o compartilhamento dos dados com os outros dois órgãos de segurança. A NSA automatizou o compartilhamento de "aspectos" do Prism, usando um software que "permite a nossos parceiros ver que seletores [termos de busca] a NSA colocou com uma tarefa para o Prism".

Assim, segundo o documento, "o FBI e a CIA podem requisitar uma cópia da coleta do Prism de qualquer seletor…". Em consequência, ou autor da informação observa, "essas duas atividades destacam o ponto de que o Prism é um esporte de equipe!".

Em uma declaração conjunta, o porta-voz do diretor da Inteligência Nacional Shawn Turner e a porta-voz da NSA Judith Emmel comentaram as informações divulgadas pelo Guardian. “Os artigos descrevem vigilância autorizada por um tribunal – e os esforços de uma empresa dos EUA para cumprir exigências legalmente compulsórias. Os EUA operam esses programas sob um regime de supervisão rígida, com monitoramento cuidadoso de tribunais, do Congresso e do diretor de Inteligência Nacional. Nem todos os países têm exigências de supervisão equivalentes para proteger as liberdades civis e a privacidade”.

E acrescenta: “Na prática, as empresas dos EUA colocam energia, foco e compromisso em proteger consistentemente a privacidade de seus clientes em todo o mundo, ao mesmo tempo em que cumprem suas obrigações perante as leis dos EUA e de outros países nos quais operam.”

João Ozorio de Melo

é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Marcos Alves Pintar disse:
11 de julho de 2013 às 20:57

Desde 2005 uso linux em todos os meus computadores. A Microsoft nunca viu um centavo do meu dinheiro, e nem um bit sequer dos meus dados pessoais ou do escritório.

Spartacus disse:
11 de julho de 2013 às 22:23

Migremos para o Linux ou qualquer outro sistema. Se todos agirem assim, a Microsoft vai quebrar por ter quebrado a confiança dos usuários seus consumidores.
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Esta é a melhor resposta que se pode dar a governos e empreendedores que não respeitam a fé e a confiança neles depositadas pelas pessoas em geral. E será feita uma revolução global, sem guerra nem sangue.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Spartacus disse:
11 de julho de 2013 às 22:30

Será que o mundo vai assistir a tudo isso de braços cruzados?
.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Marcos Alves Pintar disse:
12 de julho de 2013 às 00:08

A propósito, comprei o Windows 8 da Microsoft pelo preço promocional de R$69,90 há alguns meses. Instalei e vi que fui vítima de um engodo, pois como sou usuário de Linux a versão que me foi vendida não funcionava. Reclamei e a Microsoft me devolveu o dinheiro e pediu desculpas. Depois recebi vários e-mail me convidando a instalar novamente o Windows 8 para testes por 90 dias, gratuitamente. Instalei no computador de uma de minhas secretárias para testar, e ela logo estava reclamando e pedindo que voltasse para o Linux. Apaguei completamente o sistema em poucos dias, nos termos da licença (poderia ao final de 90 descartar o sistema ou comprar uma nova licença). Assim, o conselho que dou a quem quiser migrar e fugir dos rastreios da Microsoft (e sabe lá mais de quem junto) é ir em frente sem medo.

Otaci Martins disse:
12 de julho de 2013 às 10:49

É nessas horas que se percebe o acerto de abraçar o software de código aberto. Uso Linux desde 2003 e sempre desconfiei da caixa preta Microsoft. As pessoas precisam deixar de ser escravas do Windows, do Excel, do Word e de outras soluções feitas para aprisionar para sempre. Impressionante que até grandes empresas como o Bradesco OBRIGAM o cliente a usar Windows como requisito do internet banking de pessoa jurídica. Muitos órgãos da administração pública brasileira, completamente mal assessorados no campo da tecnologia da informação, desenvolvem sites que requerem o Internet Explorer para acessá-los. Outro dia vi um tribunal no Rio de Janeiro abrindo uma licitação para gastar milhões de reais em aquisição do MS Office tendo a alternativa do LibreOffice, que claro, não conhecem ou não querem conhecer por incompetência de seus quadros de pessoal de TI e má vontade política. E a sana de se atirar às redes sociais sem o menor cuidado com o que se informa sobre si e o que se comenta, acreditando que está seguro? Cuidemo-nos todos, pois estamos sob estreita vigilância.

Marcos Alves Pintar disse:
12 de julho de 2013 às 11:55

A questão do software livre e aquisição de licenças de software proprietário por governos e órgãos governamentais foi extensamente discutida nos últimos anos, embora essa discussão nunca recebeu qualquer atenção da mídia brasileira (a Microsoft e outras empresas do ramo são grande anunciantes). Basicamente o órgão governamental pode ser valer inteiramente de softwares livres, porém com trabalho extra do setor de informática para instalar, configurar e adaptar os softwares que são fornecidos pela comunidade, ou comprar um "pacote fechado" vendido por uma empresa. Segundo os estudos, a utilização do software livre a longo prazo é muito mais econômico e viável, já que embora exista um impacto inicial para instalação e aquisição de conhecimento por parte do pessoal técnico, a longo prazo só há benefícios. Mas o fato é que, conforme constatado em todo o mundo (isso não é um problema brasileiro) as empresas de software assediam e corrompem os responsáveis por decidir qual opção vai se adotar, ou seja, se será adquirido um sistema proprietário ou se utilizará de uma ferramenta livre. Assim, no final das contas o servidor responsável por decidir apresenta sempre um "projeto de necessidades" que corresponde exatamente ao software que uma empresa já tem pronto, que acaba "servindo como uma luva". Quando há licitação, essas são direcionadas a certo tipo de programa, que uma empresa já tem pronto. É justamente por isso que os sites e programas de governo em geral são péssimos, com dificuldades de acesso e diversas interrupções, como ocorre por exemplo com o sistemas do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, como todos sabem um caos.

frank_rj disse:
12 de julho de 2013 às 12:22

com um pequeno esforço de aprendizado, qualquer um pode instalar e utilizar em casa e corporativamente softwares livres.
tem razão quem fala da incompetência em grande parte dos setores de ti. ao menos do judiciário posso confirmar, pois nomeiam juízes gestores e palpiteiros de áreas que pouco ou nada dominam. todavia, existe também a estratégia dos grandes grupos, incluindo a microsoft, ofertando pacotes de licenças e suporte quase de graça para setores de interesse, especialmente ao setor público, a fim de combater o open source e a concorrência.

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal disse:
12 de julho de 2013 às 14:24

Por que tanta grita e revolta ? Investiguem, mas não muito ! É melhor transferir para os MPs as bisbilhotagens, conbina melhor com Suas Excelências e a insegurança jurídica reinante neste país de covardes, que sempre tiveram atração pelos americanos.

Marcos Alves Pintar disse:
12 de julho de 2013 às 14:37

Vejam essa: http://br-linux.org/2013/01/hp-colocou-backdoor-de-acesso-root-em-todos-os-sistemas-de-storage-hp-storevirtual.html

Observadordejuris disse:
12 de julho de 2013 às 17:47

Chegamos à era da guerra cibernética, sem dúvida. Resta para nossas instituições responsáveis por nossa segurança, tanto interna quanto externa, prepararem-se tecnologicamente. E, a propósito, onde estava o serviço de informação do governo brasileiro, que não detectou essa ameaça? Nada resolverá jogar a culpa nos americanos. Eles são os melhores, porque estão sempre na vanguarda. O que nos impede tê-los como paradigma nessa área? Seria, porventura, o nosso incômodo "complexo de cachorro vira-lata!

Observadordejuris disse:
12 de julho de 2013 às 17:47

Chegamos à era da guerra cibernética, sem dúvida. Resta para nossas instituições responsáveis por nossa segurança, tanto interna quanto externa, prepararem-se tecnologicamente. E, a propósito, onde estava o serviço de informação do governo brasileiro, que não detectou essa ameaça? Nada resolverá jogar a culpa nos americanos. Eles são os melhores, porque estão sempre na vanguarda. O que nos impede tê-los como paradigma nessa área? Seria, porventura, o nosso incômodo "complexo de cachorro vira-lata!

Spartacus disse:
12 de julho de 2013 às 22:44

Vamos organizar-nos em um grupo enorme de gente lesada com essas práticas espúrias, que pregam uma política de privacidade mentirosa, para processar a Microsoft, a HP, e pedir zilhões de indenização e "punitive damages" por "breach of contract" (quebra do contrato e da boa-fé objetiva). Mas vamos processá-los lá, na terra deles, diante de um grande júri. As indenizações serão tantas e tão elevadas que esse pessoal vai quebrar!
.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

_Eduardo_ disse:
15 de julho de 2013 às 15:18

No órgão público em que trabalho utilizamos o BROffice, que é gratuito.
Há diversas plataformas gratuitas. É preciso sua expansão. Mais que isso, é preciso também quebrar o preconceito dos usuários que por não estarem acostumados a interface de outros softwares tendem a achar pior que estes comercializados a preços absurdos.

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