Promotor é assassinado com quatro tiros em rodovia no interior de Pernambuco

O promotor de Justiça Thiago Faria de Godoy Magalhães, do Ministério Público de Pernambuco, foi assassinado com quatro tiros na cabeça, na manhã desta segunda-feira (14/10), na rodovia PE-300. Thiago seguia para o fórum de Itaíba, cidade que fica a 340 quilômetros de Recife, no agreste de Pernambuco, e foi baleado dentro de seu veículo.

Formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Thiago Faria Magalhães foi empossado em dezembro do ano passado. Estavam com ele no veículo a advogada Mysheva Freire Ferrão Martins, noiva do promotor, além do tio dela, Adautivo Elias Martins, segundo informações da Folha de S. Paulo. O jornal cita que Mysheva teve escoriações pelo corpo, pois saltou do carro em movimento, enquanto Adautivo escapou ileso, pois escondeu-se debaixo do banco.

A Associação Nacional dos Procuradores da República divulgou nota manifestando repúdio veemente ao assassinato do promotor e pedindo apuração rigorosa das circunstâncias e punição para os responsáveis. A ANPR pede também que as autoridades competentes analisem se a morte dele está relacionada à sua atuação profissional. 

O Movimento de Defesa da Advocacia emitiu nota de pesar. "A se confirmar que o motivo desse crime tenha relação com o exercício de suas funções profissionais [do promotor], a advocacia não poderá se calar diante de tamanha barbárie e exigirá, em conjunto com as demais autoridades, não apenas a rigorosa apuração já em curso, mas implacável punição aos envolvidos", diz o texto.

[Notícia alterada no dia 14 de outubro, às 22h25, para acréscimo de informações.]

Ademilson Pereira Diniz disse:
14 de outubro de 2013 às 21:18

Não se sabe o motivo da morte; sabe-se, e é o suficiente, que foi morte mandada, isto é, trabalho de pistolagem. Isto é comum nessa parte do território nacional, afirmando-se tão somente como uma mera modalidade adaptada à região (e faz parte de sua história), mas representa, antes, a escalada da violência (melhor dizer-se criminalidade) no país. Prova de que o CRIME não respeita nada nem ninguém, o que significa que NINGUÉM está livre de ser por ele alcançado, bastando para isso tão somente ter um desafeto. Em determinadas regiões do NORDESTE, mata-se por meros R$ 200,00...E, preso o assassino, coisa aliás muito rara de acontecer, será imediatamente solto se não houve flagrante e, mesmo depois de preso, será beneficiado com os mimos legais. Ele será chamado de 'reeducando' etc. A questão não é que foi morto um membro do MINISTÉRIO PÚBLICO, isto apenas põe na mídia um fato que acontece todos os dias e em todos os lugares. Enquanto isso, a POLÍCIA fica encarcerando um sujeito que bebeu uma cerveja a mais, que comprou um produto importado sem a devida documentação burocrática...etc. Lamento pelo Promotor, mas lamento, também, por todos nós que estamos sujeitos a situações idênticas.

Bellbird disse:
14 de outubro de 2013 às 21:21

20 tiros disparados contra um veículo que ainda estava em movimento e só atinge o promotor? Vamos investigar.

Bellbird disse:
14 de outubro de 2013 às 21:21

20 tiros disparados contra um veículo que ainda estava em movimento e só atinge o promotor? Vamos investigar.

Marcos Alves Pintar disse:
14 de outubro de 2013 às 21:27

Embora lamentável, infelizmente é mais uma morte entre milhares de outras, que só chegou às machetes devido ao fato da vítima neste caso ter sido membro do Ministério Público. Há uma epidemia de homicídios no Brasil, que infelizmente atinge a pobres, ricos, pretos, brancos, promotores e seringueiros, sem que no entanto a sociedade adquira a consciência de que são necessárias profundas modificações nas policias, no Ministério Público e no Judiciário para que a situação seja revertida. O que se vê é demagogia barata e populismo com clamores no sentido de agravar penas, cercear o direito de defesa dos acusados, tornar mais difícil o exercício da advocacia, etc., providências que já foram inclusive promovidas nos últimos anos por populistas de plantão E NÃO PRODUZIRAM RESULTADO ALGUM.

Observador.. disse:
14 de outubro de 2013 às 23:55

E lamento pela morte do jovem promotor. Perder a vida de forma brutal, em uma estrada, só demonstra como estamos longe de qualquer padrão civilizado de sociedade.
Um país onde o braço do crime intimida mais que o braço da lei; onde ninguém tem medo de cadeia pois esta se tornou um local de "reeducandos" e não de bandidos e marginais. Onde mimos, visitas íntimas e outros excessos, colaboram para ensinar que, dependendo da situação, o crime compensa em Bruzundanga.
Um jovem dedicado, esforçado e que deu sua vida em um país de valores distorcidos. Me sinto enojado e jamais irei me conformar com este tipo de notícia.
Meus sinceros pêsames à família e amigos!

Diogo Duarte Valverde disse:
15 de outubro de 2013 às 00:48

Infelizmente, é o Brasil. Um acontecimento desses é vergonhoso para todo o país, pois demonstra a verdadeira situação da criminalidade por aqui. Tal realidade é bem diferente dos discursos românticos e idealistas, que representam o criminoso como um coitado.
.
Me comovo pelo promotor, que teve sua vida encerrada de maneira tão impiedosa e precoce, bem como sua família. Registro minha sincera indignação por esse fato lastimável.

MPMG disse:
15 de outubro de 2013 às 09:19

Meus sinceros sentimentos à família do jovem colega. Estamos no aguardo da apuração dos fatos.
Fiz dezenas de Júris e não houve uma só vez que não fiquei indignado tanto com as penas fixadas (entre 4 a 16 anos) quanto com as execuções desta, que são prêmios aos assassinos.
o Congresso Nacional e a Presidência são coresponsáveis pelas penas irrisórias, e o STF foi responsável pelo afrouxamento da execução dos crimes hediondos.
As penas e as execuções deveriam ser duras e compatíveis com o VALOR DA NOSSA VIDA.
O problema sustentado é que o CUSTO do preso é muito alto.
Logo, ao que parece, o valor da nossa vida é que é muito baixo.
Sonho com o dia em que o Brasil vai tratar presos violentos e corruptos com rigor.

BCRAS disse:
15 de outubro de 2013 às 09:45

É impressionante a ignorância que ainda existe na mente desses supostos juristas que absorvem informações fundadas em longínquos acontecimentos ou são informados tão somente pelas estórias que permeiam o imaginário vazio daqueles que acreditam viver em regiões ditas desenvolvidas.
Aliás, far-me-ia extremamente feliz saber onde o advogado Ademilson Pereira Diniz pesquisou o preço cobrado para assassinatos em Pernambuco ou se as baboseiras escritas por ele são fruto de mera falta de informação e de grande imaginação baseada nas chanchadas brasileiras.
Foi extremamente triste o assassinato do promotor e se faz necessária uma resposta urgente ao crime cometido, mas aos senhores que desconhece a realidade da região fica da dica: é melhor acompanhar a notícia calado do que encher este fórum com idiotices e preconceitos que são alheios ao seu conhecimento.

Olho clínico disse:
15 de outubro de 2013 às 09:51

Quanta falta de sensibilidade, senhor Marcos Pintar. Cada dia mais me espanto com seu ódio e rancor gratuito às instituições. O senhor critica a tudo e todos como se fosse perfeito. Seu comentário sobre a morte do Promotor foi de mau gosto, e dotado de uma frieza ímpar. Seja respeitoso com a família dele.

Observador.. disse:
15 de outubro de 2013 às 14:31

Já meu sonho é mais simples.Que existam mais pessoas como o senhor em todos os níveis do nosso judiciário.Que tem força no parlamento quando quer ter.
Precisamos salvar o país.Honrar nossos mortos.Pessoas imoladas no altar das teorias sem nexo e sem consistência ; que só trouxeram dor, lágrimas e sangue a milhares de famílias enlutadas Brasil afora.Hoje em dia, nem em lanchonetes ou restaurantes estamos livres de vermos nossos filhos apavorados diante de criminosos que debocham das nossas leis e não tem medo da cadeia.
Sucesso em sua carreira, senhor Promotor!

Ademilson Pereira Diniz disse:
15 de outubro de 2013 às 19:53

Não sei que tipo de bicho mordeu um certo comentador desta página que resolveu atacar-me como se eu tivesse, em meu comentário, apontado o dedo para a sua pessoa, que não conheço e pretendo honrosamente permanecer desconhecendo. Não o sei o que o deixou furioso: se o preço da pistolagem ou se falar que esta existe em certas regiões do Nordeste, ou se as duas coisas, sei lá...Bem: quanto ao preço, não pesquisei -- não é necessário pois isto se conversa abertamente em qualquer boteco de beira de estrada que se pare e se resolva ouvir as histórias dos presentes; quanto ao fato da pistolagem isso é sabido e ressabido por todos, não sei como o ignora o enfurecido leitor. Por outro lado, não me reconheço na figura de analista distante: sou nordestino, moro atualmente no nordeste, talvez sejamos vizinhos...Essa visão de que todos aqueles que falam das mazelas nordestinas, atuam com preconceito é um erro que só alimenta a ignorância: é, pois, contraproducente. Devemos, sim, denunciar a miséria, o abandono, o descaso dos políticos nordestinos com o destinos do povo do NE. Se aponto o fato da pistolagem reinante no NE não o faço com alegria, mas com extremo constrangimento e não lavrei erudição (não sei onde o leitor achou essa palavra para aplicar ao meu comentário) mas apenas narrei fatos de comum sabença. Finalmente, esclareço que os leitores desse 'site' devem se limitar a comentar os artigos postados e não os comentários feitos...também não se deve citar os nomes dos comentadores, sobretudo se se tratar de comentários desabonadores ao comentário feito, pois sempre será restrita a defesa apresentada -- até porque isto aqui não pode se tornar um painel de troca de injúrias e insolências. P.S. página virada.

Marcos Alves Pintar disse:
15 de outubro de 2013 às 22:20

Infelizmente, prezado Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil), por vezes acaba ocorrendo neste espaço de discussão o mesmo desvio presente nas manifestações públicas de rua que temos visto nos últimos tempos. Alguns, transviados do objetivo de protesto ou da discussão pública de ideias, infiltram-se entre cidadãos de boa-fé para cometer delitos, talvez com isso pretendendo gerar tumulto desacreditando o espaço de discussões ou a legitimidades da manifestação pública de rua. Comentários como o do Imparcial (Outros), além de outros, a rigor amoldam-se claramente às figuras típicas dos crimes contra a honra, mas a moderação do CONJUR por vezes tem sido conivente com essas práticas.

Observador.. disse:
16 de outubro de 2013 às 00:29

Me permita discordar quando o senhor pleiteia que apenas se comentem os artigos, não podendo se dirigir aos comentaristas. Muitos comentaristas abrilhantam os artigos e o site. Inclusive o senhor e o Dr. MAP, de quem muitas vezes discordo mas sempre me enriquecendo com suas opiniões.
O debate é ótimo, instrutivo e salutar em um país onde muitos lutam por um pensamento único.
O que nao pode é a falta de respeito, uns com os outros, pois devemos lembrar que, muitas vezes, aprendemos mais na discordância do que na unanimidade.
Cordial abraço

BCRAS disse:
16 de outubro de 2013 às 15:53

Concordo que todos os comentários devem ser elaborados com a maior polidez possível, mas, quando observamos alguns comentários que em nada acrescentam ao artigo ou a discussão, principalmente quando tentam macular a honra de pessoas ou grupo (v.g. os sertanejos e agrestino), não podemos permanecer omissos.
Se ofendi ao comentarista estou pronto para me desculpar, contudo, espero a mesma humildade daqueles que reputam a determinada região e aos seus cidadãos a condição de bárbaros e criminosos. Aliás, botecos e pontas de rua não são locais adequados para obter informações sobre a realidade de certas regiões. Que há muita criminalidade, não só nessa região como em todo Brasil, é induvidoso, errado é tentar caracterizar determinado lugar como terra sem lei, onde o crime impera de forma descontrolada e barata, pois tais alegações, além de inverídicas, prejudicam o desenvolvimento social e econômico da região.
O que dizer da situação dos cariocas e paulistas ou da região norte, que são extremamente violentas. O problema é nacional e não regional. Alegar que numa região se mata por R$ 200,00 é imprudente e desrespeitosa. Assim, pior do que falar de comentário alheio é imputar a condição de sem lei e de fomento de criminosos a uma determinada região.
Esse espaço é para debate, principalmente sobre questões polêmicas, agora, quem nada tem a contribuir é melhor calar.

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