A Corte Suprema Administrativa do Egito ordenou, nesta sábado (9/8), a dissolução definitiva do partido Liberdade e Justiça, braço politico da Irmandade Muçulmana, e a expropriação de todos os seus bens. Segundo reportagem do portal Exame, o tribunal, que também decidiu devolver os fundos do Liberdade e Justiça aos cofres estatais, considerou que houve violação à Lei dos Partidos, a qual proíbe a existência de siglas religiosas.
A corte, presidida pelo juiz Farid Nazif Tanagu, também pesou as diversas demandas judiciais que pediam a dissolução da sigla. A extinção não pode mais ser questionada. Pelo menos dez denúncias contra o partido tinham sido apresentadas por figuras públicas.
Entre as irregularidades, está a alegação de que 80% do partido, assim como o processo de tomada de decisões, seja controlado pela Irmandade Muçulmana.
Além disso, segundo as ações, o partido "viola a necessidade de velar pela união nacional e a paz social" e é considerado "um dos braços de uma organização terrorista".
Esse é o mais recente golpe sofrido pelos islamitas. Em abril, outro tribunal proibiu "qualquer membro da Irmandade Muçulmana" de concorrer às próximas eleições parlamentares, que estão previstas para os próximos meses.
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