Tribuna dos advogados no STF será erguida ao nível dos ministros

Os advogados que atuam no Supremo Tribunal Federal voltarão a olhar para frente durante suas sustentações orais na corte. O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, decidiu aumentar a altura da tribuna dos advogados. Ele revisou decisão de seu antecessor, o hoje aposentado ministro Joaquim Barbosa, que havia rebaixado o tablado.

OAB

A reforma vem depois de pedidos feitos pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e pelo Instituto dos Advogados do Brasil. Para o presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho (foto), a decisão de colocar o advogado na mesma altura que os ministros e os representantes do Ministério Público “guarda um simbólico reconhecimento do presidente da Suprema Corte, Ricardo Lewandowski, à relevância da advocacia, que não está hierarquicamente inferior às demais funções essenciais à Justiça”.

Marcus Vinícius afirma que, “quando vai ao STF, o advogado está defendendo os direitos da sociedade brasileira”. Com a reforma autorizada por Lewandowski, a tribuna passará a contar também com uma rampa de acessibilidade. Com informações da assessoria de imprensa do Conselho Federal da OAB.

Marcos Alves Pintar disse:
16 de setembro de 2014 às 23:15

Sempre fico a imaginar qual a nova bobagem TOTALMENTE IRRELEVANTE que vão inventar para gerar a impressão de algo está sendo feito em favor dos advogados e da advocacia. Levantar a tribunal (em 2 ou 3 cm?) é algo que realmente não dá para imaginar.

Gustavo P disse:
17 de setembro de 2014 às 00:13

Creio que, caso seja criado o cargo de Chato geral da república, o mesmo já tem dono hors concours, não é mesmo, Map?

Credo, como é que alguém passa dia, tarde e noite só baixando o pau em todo mundo, como se fosse o dono único da moral e da verdade, e todo o resto escória criminosa?

Freud explica facilmente...

Marcos Alves Pintar disse:
17 de setembro de 2014 às 01:30

O grupo que domina o Conselho Federal da OAB, e está destruindo a advocacia nacional, tenta dar entretenimento à massa de advogados visando esconder o óbvio. Os dias se passam, e nada é feito em face à maior agressão à advocacia já vista em terra brasilis em toda sua história, quando um advogado teve a palavra "cortada" (na acepção mais pura da palavra), e ainda foi expulso de uma Casa que por direito pertence ao povo brasileiro. A essa altura a Ordem já deveria estar batendo às portas da OEA exigindo a responsabilização do agente infrator, mas nem ao menos no âmbito interno adotou alguma medida. As prerrogativas da advocacia são assunto irrelevante para o grupo que domina a Ordem, exceto no discurso. Não foram capaz sequer de manter a advocacia unida no evento, e temendo a impopularidade junto aos agentes públicos bloqueiam a atuação da Ordem em sua missão institucional, ao mesmo tempo acreditando que bobagens como aumentar um tablado fará alguma diferença.

Marcos Arraes disse:
17 de setembro de 2014 às 11:54

Entendo que respeito profissional é preciso haver entre quaisquer profissionais. Os profissionais precisam se fazer respeitar, conforme o "bom senso": desenvolvendo boas e claras petições, tendo coerente postura social e profissional, dedicando-se ao estudo (não basta a mera vestimenta).
Somos essenciais a prestação da justiça porque temos a prerrogativa exclusiva de defender interesses em Juízo (na condição de procurador da parte defendida - advogados publicos e privados).
Portanto, cada profissional deveria saber que existe um limite entre o direito do cliente e o direito do estado de repreender, punir! Defender um culpado com provas contundentes contra si pode ser, refutá-las com lealdade até onde possivel, silenciar se não houver como fazê-lo, não aceitar abusos contra o cliente - justiça não é vingança, é oportunidade de corrigir o erro e redimir-se me sociedade. Na busca por cumprir este papel cabe ao profissional usar de técnica, sem correr o risco de exaltar a conduta do repreensível do cliente!
Todavia, as vezes, o que é pago pelo cliente enseja ao profissional esquecer dos valores superiores da moral, ética e bons constumes - tudo em prol da ganância? Não penso que isso seja louvável.
No caso do sentenciado Genuíno (EX-PT), parece-me que o advogado exorbitou no exercício do munus privado!Perdeu a oportunidade de agir com coerência profissional e trabalhar com técnica juridica, tendo enveredado, talvez, pelo caminho tormentoso da espetacularização!!!! caberia usar de boa técnica processual. O Presidente do STF, a meu Juízo, não errou ao casar-lhe a palavra, em vista do desrepeito com o Presidente e com o plenário, sem contar com o caso que entraria em julgamento.
Assim vivo a advocacia e parabenizo a OAB, no que é merecido!

Radar disse:
17 de setembro de 2014 às 12:38

Boa iniciativa. Não resolve por completo a questão da paridade de armas, mas sinaliza um outro nível de relacionamento entre o STF e as demais instituições. Nível este, que foi injustamente vilipendiado pelo presidente anterior. Por outro lado, sempre haverá pessoas insatisfeitas. É da natureza delas.

rodolpho disse:
17 de setembro de 2014 às 14:36

Exibicionismo

Eu quero me exibir
Perante uma plateia
Sumarizada exclusivamente
Na minha única pessoa.

Pois esse respeitável público
Resumido do meu eu
Não desconhece meus fracassos
Nem se impressiona com projetos
Passados, presentes e futuros
Cotidianamente desenhados
Inapelavelmente apagados.

Esse público nunca me dá vaias
Nem me aplaude em pé
Ele apenas só me observa
Lá do fundo escuro do imenso anfiteatro
Não se levanta por enfado do espetáculo
Queda-se ali eternamente mudo.

William Charley disse:
17 de setembro de 2014 às 15:34

Os advogados privados, públicos e defensores públicos somos essenciais à justiça. Temos de estar no mesmo plano dos magistrados. Não é um pequeno cortejo da OAB, como dizem alguns, que certamente carecem de experiência jurídica. A posição das salas de audiência dos foros e tribunais deve retratar a simetria entre as funções do sistema de justiça. Parabéns ao presidente da OAB e ao presidente do STF!

analucia disse:
17 de setembro de 2014 às 16:58

cidadãos comuns, não advogados, também deveriam ter direito a falar tribuna no STF, ou seja, o direito natural de jus postulandi previsto nos Tratados Internacionais.

Veritas veritas disse:
17 de setembro de 2014 às 23:21

Lamentável ver que a OAB concentra-se nestas bobagens.

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