O jornalista Fernando Rodrigues, do portal Uol, afirmou que o Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal do Brasil se omitiram no caso que analisa dados vazados sobre correntistas do banco HSBC, em Genebra, incluindo 8.677 brasileiros.
Ele prestou depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito do HSBC do Senado, na quinta-feira (26/3), junto com o jornalista Chico Otávio, do jornal O Globo. Ambos participam do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, que teve acesso à lista de correntistas copiada por um funcionário do HSBC.
Rodrigues disse aos senadores que em setembro de 2014, o grupo de jornalistas que trabalha nessa apuração compartilhou com o Coaf uma amostra de 342 nomes — 3% do total — que, segundo ele, foram os primeiros que estavam tabulados .
"O Coaf não fez nada. A ideia era, evidentemente, que pudesse haver uma colaboração entre a investigação jornalística e o interesse do Estado brasileiro nesse episódio. Não se requeria, evidentemente, do Coaf e nem do Estado brasileiro, que se quebrassem sigilos porque seria um crime”. O jornalista acrescentou que “seria importante que o Coaf pudesse pelo menos dizer, com a colaboração de outras agências de controle no Brasil, como a Receita Federal, o Banco Central, se naquela lista, naqueles 3%, havia alguém que não tinha declarado ao Imposto de Renda, não havia declarado ao Banco Central. Sem dizer quem era, poderia dizer: olha, de 300 e poucos nomes, temos 10% que, de fato, declararam".
Ele afirmou que a Receita Federal “não fez nada, mas vazou os dados de maneira indiscriminada”, cometendo um crime, portanto, ao divulgar nomes sem ter investigado os trezentos e poucos nomes e sem dizer se haviam declarado Imposto de Renda ou relatado ao Banco Central a existência de contas no HSBC na Suíça, nos anos de 2007 e 2008.
Na reunião, o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), criticou a omissão das autoridades brasileiras em relação aos investimentos feitos por brasileiros no exterior e a demora na investigação do fluxo desses recursos. Para ele, o Brasil segue caminho diferente do adotado pela França, que desde 2008 intensificou a atuação nessa área e teve uma expressiva recuperação de valores.
Na apresentação aos senadores, Fernando Rodrigues e Chico Otávio ressaltaram que o Brasil é o nono país com o maior valor depositado, cerca de US$ 7 bilhões. Conforme informaram, a Bélgica já recuperou US$ 490 milhões, a Espanha US$ 298 milhões, a França, 286 milhões, e Reino Unido, US$ 205 milhões, seja pela repatriação dos valores evadidos ou por multas cobradas ao HSBC, por falhas de controle que permitiram operações ilegais.
O ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, que também era esperado para a audiência pública da comissão, não compareceu. Ele alegou limitações na agenda e pediu que seja marcada uma nova data para sua participação na CPI. Com informações da Agência Brasil e Agência Senado.

Ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo. É preciso esclarecer mais em relação ao COAF e seus "cumpanheros" ?
Apenas e tão somente mais um lance relativo à criminalidade que toma conta do País, ditada pelo autointitulado "Partido dos Trabalhadores". Creio que se a Constituição fosse cumprida e esse grupo fosse preso, tivesse seus bens confiscados, e fosse impedido definitivamente de operar seus esquemas criminosos, seriam necessários 50 anos para desinfetar o País.
Sem nenhuma intenção subliminar de comparação com o Estado Islâmico, parece que o “Estado da corrupção” atingiu seu ápice, enquanto os estados paralelos proliferam ...
E, ainda que ofenda, não constitui crime. Portanto ouso perguntar e dane-se quem se sentir ofendido: Por acaso, muito por acaso e pelo mais absoluto acaso, não estaria o nosso "brasileiro padrão", camisa 10, "Ronaldinho das Finanças", o LULINHA (assim denominado por seu pai) , inserido nessa lista de agraciados pela competência, sorte e apadrinhamento ? Um dos "top five" endinheirados, em breve figurando na revista Forbes ?
Se Lulinha estivesse na lista, o Sr. Fernando Rodrigues já teria divulgado há muito tempo.
No mundo inteiro, o caso HSBC é escândalo. No Brasil, não.
A lista está sendo divulgada a conta-gotas porque envolve nome de muita gente poderosa, não necessariamente políticos, mas proprietários de jornais, por ex.
Pessoas com as quais Fernando Rodrigues tem "rabo preso".
Ocorre que impera uma enorme hipocrisia no Brasil. A indignação com a corrupção é seletiva.
Esse triste episódio só reflete a conceituação de um instituto: APARELHAMENTO DO ESTADO.
.
Solução: criação de um novo poder que agregasse todos os órgãos investigativos, defesa econômica, de controle, fiscalizatórios e repressivos sobre os demais três poderes.
.
Órgãos de Estados do Executivo não deveriam estar sob qualquer tipo de subordinação, como é o caso do COAF.
Se tivesse gente graúda do pt, a revista de esgoto ja teria feito um escarceu. Alguém duvida? Afinal, até grampo sem áudio publicam. Jornalistas e redatores dos noticiários noturnos e manipuladores já teriam decretado o fim do Brasil.
O sonho de consumo da direita golpista é encontrar o nome de Dilma, Lula, ou Lulinha. Vao ficar querendo... Como os correntistas pertencem a certas categorias de "diferenciados", com dentes de cem mil reais, protegidos, muitos provavelmente sonegadores, sobe a onda da cautela e imparcialidade da nossa já partidária mídia tupiniquim. Eis aí a hipocrisia do tratamento diferenciado, que gera tanto inconformismo naqueles que não aderem à agenda do terceiro turno.
A culpa disso tudo é mesmo da imprensa "marronzista" e da direita golpista, afora a culpa implícita do próprio povo. Por quê votou (ou não votou) no lula e na dilma ? Não. Por existir !
num estado aparelhado pelo pt o que se pode esperar de organismos responsáveis por fiscalização? nada!!!!!!
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login