O advogado e escritor Nelson Saldanha morreu na última sexta-feira (10/7) em sua casa, no Recife, por falência múltipla dos órgãos. Professor universitário e membro da Academia Pernambucana de Letras, Saldanha tinha 82 anos. Seu corpo será enterrado neste sábado (11/7) no Cemitério Santo Amaro, localizado na cidade em que nasceu e vivia até agora.

Eleonora Saldanha/Divulgação
Nascido em 1933, Nelson Saldanha também era licenciado em Filosofia pela Universidade Católica de Pernambuco e doutor em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Foi professor do Departamento de Filosofia e dos cursos de mestrado em História, Filosofia, Sociologia e Direito da UFPE.
Publicou vários livros, entre eles Legalismo e Ciência do Direito (1977), Humanismo e História (1983), Formação da Teoria Constitucional (1983), Teoria do Direito e Crítica Histórica (1987), Historicismo e Culturalismo (1986), A Relva e o Calendário – poesia (1990) e O Declínio das Nações e Outros Ensaios (1990). O autor ocupava a cadeira número 12 da Academia Pernambucana de Letras. Com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

A morte de Nelson Saldanha enluta o País. Jurista, sociólogo, filósofo, professor e poeta era Nelson Saldanha um pensador com múltiplas habilidades intelectuais. Nelson Saldanha conhecia História da Ideias como nenhum outro. Tinha convicções muito fortes as instituições do Direito e os autores que as cultuavam. Alguns diziam que era o último representante da então chamada Escola do Recife, a despeito de não se encontrar afinado com a sua cronologia. Para mim, Nelson Saldanha não era somente um grande pensador, era uma personalidade admirável, um homem genial e um grande amigo.
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