Lançado há 20 dias, o navegador criado para facilitar o acesso dos operadores do Direito ao Processo Judicial Eletrônico registrou 190 mil downloads até o último dia 1º, segundo os técnicos da área de tecnologia do órgão. Feito pelo Conselho Nacional de Justiça em parceria com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, ele é uma versão customizada do Mozilla Firefox.

Com o aplicativo, os operadores do Direito não precisam mais atualizar todos as extensões instaladas no navegador necessárias para acessar o PJe, pois isso será feito automaticamente, dependendo apenas da autorização do usuário.
O programa é mais uma iniciativa do CNJ para aumentar a participação da tecnologia na Justiça brasileira. Outro projeto nesse sentido é o escritório digital, que possui um link próprio para acesso a partir do navegador.
Apesar de o PJe não ser o único sistema eletrônico de gestão processual, o navegador do CNJ não foi testado para suportar outras plataformas, como o e-Saj, por exemplo. “O navegador está customizado para ser utilizado no sistema PJe, que é distribuído pelo Conselho Nacional de Justiça. Não temos condições de saber qual o resultado de sua utilização em outros sistemas”, explica o CNJ.
Clique aqui para baixar o aplicativo.
Li anterior matéria em que era visto com bons olhos a disponibilização de tal navegador. Como ex-tecnico de TI mas ainda leitor assiduo da matéria, me vem a questão: O que comemorar? Isto, porque, o referido navegador disponibilizado é apenas uma versão do Mozilla Firefox com a maldição do Java pré-configurado. Me parece que os responsáveis pelo Processo Eletrônico deliberadamente ignoram que todos os grandes navegadores (Safari, Chrome e Firefox) vão eliminar a possibilidade de rodar o JAVA. Isto, porque, é de conhecimento comum as falhas de segurança e problemas dessa maldita tecnologia/plugin. E assim, o Poder Judiciário e o CNJ ao contrário de buscar implementar novas tecnologias que sirvam para os fins pretendidos (como já aplicam os Bancos e empresas da área de TI) insistem, sabe-se lá por que, em tecnologias problemáticas e ultrapassadas (java + flash) que já foram ou estão na iminência de ser eliminadas. E a "grande solução" é qual? Fornecer o browser - em uma versão antiga, defasada, que não receberá atualizaçãoes de segurança - mas com os plugins proprietários pre-configurados. E quanto a isso pouca reclamação é vista. Se o processo eletrônico é o futuro - e acredito que seja - deveria ser levado mais a sério, com melhor planejamento. Porque os problemas irão aparecer logo ali na frente e não vão demorar.
Tudo já foi dito pelo comentário do colega Hilton, proponho que seja renomeado de Pje para Gambiarra Eletrônica, a própria Oracle (empresa que desenvolve java) já disse que vai descontinuar o java nos navegadores a partir da versão 9 e quando isso acontecer? Os usuários vão ter continuar com a 8 até quando?
Concordo com Hilton Daniel Gil (Advogado Autônomo - Civil).
Também baixei esse "navegador PJe". Bela porcaria. Nada mais é que o Firefox eternamente desatualizado.
Eu pago contas, faço transferências, ou seja, acesso completamente minhas contas bancárias por meio de meu celular, que é um modelo bastante simples. E o sistema nunca me deixou na mão.
O Judiciário, por outro lado, insiste num sistema antigo e cheio de falhas.
Não há o que muito comemorar, usuários de outros OS (Linux e Mac) por exemplo, estão mais uma vez marginalizados.
O eProc do TRF4 deveria ser adotado por todos os Tribunais do país, é o mais moderno, inteligente e prático de ser utilizado. Não sei como não há nenhum movimento da Ordem e até mesmo do próprio TRF4 nesse sentido!
Não sou gaúcho, mas o melhor sistema que já vi para o judiciário é o "Eproc" implantado no TRF-4. Questiono-me quem está ganhando com essa implementação de java+flash (totalmente falido) ao invés de optar por um sistema que: 1) já está feito; 2) possui compatibilidade com todos os navegadores; 3) não necessita de plugins.
Feitas as devidas adaptações para cada tribunal, atendendo as suas peculiaridades, não tenho dúvida de que é o sistema perfeito para todos os tribunais. Só resta a parabenização ao departamento de TI daquele tribunal que desenvolveu o sistema.
O mais curioso (mas nem tanto considerando que o pessoal envolvido são brasileiros) é que na página do Navegador PJE há agradecimentos em favor do Tribunal de Justica do Rio Grande do Norte, mas absolutamente nenhuma palavra em favor da Mozilla Foundation, que é quem ao longo dos últimos anos vem desenvolvendo o código fonte do Firefox na qual o Navegador PJE se baseia. Brasileiro não tem jeito. Usa as coisas dos outros, e não se preocupa nem remotamente em lançar um mínimo agradecimento.
Concordo plenamente com os colegas Hilton Gil e Rinzler. Estão certíssimos.
Relembro apenas a ironia da coisa: temos um PJe problemático, estabelecido numa tecnologia obsoleta, que não funciona na maioria dos navegadores, e que nos obriga a mantermos uma versão propositalmente desatualizada do Mozilla para funcionar.
A solução encontrada para o problema do sistema ruim? Criar um navegador ruim para combinar com ele.
Absolutamente genial!
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